<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198</id><updated>2012-02-05T23:53:50.072-02:00</updated><category term='Fome'/><category term='América Latina'/><category term='Indígenas'/><category term='Ecologia'/><category term='Colômbia'/><category term='Leonardo Boff'/><category term='Agricultura'/><category term='Capitalismo'/><title type='text'>Um outro jornalismo é possível</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>85</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6032298317338900368</id><published>2012-01-28T15:29:00.001-02:00</published><updated>2012-01-28T15:29:09.601-02:00</updated><title type='text'>Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais Porto Alegre (RS), Brasil</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Nós, povos de todos os continentes, reunidos na Assembleia de Movimentos Sociais realizada durante do Fórum Social Temático Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, lutamos contra as causas de uma crise econômica, financeira, política, alimentar e ambiental que se irradia por todas as dimensões, colocando em risco a própria sobrevivência da humanidade. A descolonização dos povos oprimidos e o enfrentamento ao imperialismo é o principal desafio dos movimentos sociais dos vários continentes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Neste espaço, nos reunimos desde nossa diversidade para, juntos, construir agendas e ações comuns contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo e todo o tipo de discriminação e exploração. Por isso reafirmamos nossos eixos comuns de luta, adotados em nossa assembleia de Dakar, em 2011:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Luta contra as transnacionais&lt;br&gt;Luta pela justiça climática e pela soberania alimentar&lt;br&gt;Luta para banir a violência contra a mulher&lt;br&gt;Luta pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os povos de todo o mundo sofrem hoje os efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, na qual seus agentes (bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos, instituições internacionais e governos servis) buscam potencializar seus lucros às custas de uma política intervencionista e neocolonialista, São guerras, ocupações militares, tratados neoliberais de livre comércio e "medidas de austeridade" expressas em pacotes econômicos que privatizam estatais, arrocham salários, reduzem direitos, multiplicam o desemprego e assaltam os recursos naturais. Tais políticas atingem agora com intensidade os países mais ricos do Norte global, que contraem dívidas ilegítimas e hipotecam seu futuro.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A lógica excludente desde modelo serve tão somente para enriquecer uma pequena elite, tanto nos países no Norte como nos do Sul global, em detrimento da grande maioria da população. A defesa da soberania e da autodeterminação dos povos e da justiça social, econômica, ambiental e de gênero são a chave para o enfrentamento e a superação da crise, fortalecendo o protagonismo de um Estado livre das corporações e a serviço dos povos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. As transnacionais, as instituições financeiras, os governos e organismos internacionais a seu serviço não querem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Agora, tentam nos impor a "economia verde" como solução para a crise ambiental e familiar o que, além de agravar o problema, resulta na mercantilização, privatização e financeirização da vida. Rejeitamos todas as falsas "soluções" para essas crises, como agrocombustíveis, transgênicos, geoengenharia e mercados de carbono, que são apenas novos disfarces do sistema.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Denunciamos a violência contra a mulher, exercida regularmente como ferramenta de controle de suas vidas e de seus corpos, e o aumento da superexploração de seu trabalho, utilizado para amortecer os impactos da crise e manter a margem de lucros constantes das empresas. Lutamos contra o tráfico de mulheres e de crianças, as migrações forçadas e o preconceito racial. Defendemos a diversidade sexual, o direito à autodeterminação de gênero e lutamos contra a homofobia e a violência sexista.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As potências imperialistas utilizam bases militares estrangeiras para fomentar conflitos, controlar e saquear os recursos naturais, e promover ditaduras em vários países.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Denunciamos o falso discurso de defesa dos direitos humanos que muitas vezes justifica essas ocupações. Manifestamos- nos contra a persistente violação dos direitos humanos e democráticos em Honduras, especialmente em Bajo Aguan, o assassinato de sindicalistas e lutadores sociais em Colômbia e o criminoso bloqueio a Cuba - que completa 50 anos. Lutamos pela libertação dos cinco cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos, a ocupação ilegal das Ilhas Malvinas pela Inglaterra, as torturas e a ocupação militar pelos Estados Unidos e pela OTAN na Líbia e no Afeganistão. Denunciamos o processo de neocolonização e militarização que vive o continente africano e a presença da Africom.&lt;br&gt;Intensificamos a solidariedade aos povos em luta e denunciemos a criminalização dos movimentos sociais. Nossa luta é dirigida também contra a OTAN e pela eliminação de todas as armas nucleares.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O capitalismo destrói a vida das pessoas. Porém, a cada dia, nascem múltiplas lutas pela justiça social para eliminar os efeitos deixados pelo colonialismo e para que todos e todas tenhamos qualidade de vida digna. Cada uma dessas lutas implica uma batalha de ideias o que torna imprescindíveis ações pela democratização dos meios de comunicação, hoje controlados por grande conglomerados, e contra o controle privado da propriedade intelectual. Ao mesmo tempo, exige o desenvolvimento de uma comunicação independente, que acompanhe estrategicamente nossos processos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Comprometidos com nossas lutas históricas, defendemos o ttrabalho decente e a reforma agrária como único caminho para dar impulso à agricultura familiar, camponesa e indígena e passo central para alcançar a soberania alimentar e a justiça ambiental.&lt;br&gt;A luta pelo fortalecimento&amp;nbsp; da educação, da ciência e da tecnologia públicas e a serviço dos povos, assim como a defesa dos saberes tradicionais se tornam inadiáveis, uma vez que persistem sua mercantilização e privatização. Diante disso, manifestamos nossa solidariedade e apoio aos estudantes chilenos, colombianos, porto-riquenhos e de todo o mundo que continuam em marcha na defesa desses bens comuns.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Afirmamos que os povos não devem continuar a pagar por esta crise sistêmica e que não há saída dentro do sistema capitalista!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Encontram-se na agenda grandes desafios, que exigem que articulemos nossas lutas e que mobilizemos massivamente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A realização da Rio + 20 e da Cúpula dos Povos, no mês de junho no Rio de Janeiro, passados 20 anos da ECO 92, reforça a centralidade da luta por justiça ammbiental em oposição ao modelo de desenvolvimento capitalista. A tentativa de esverdeamento de capitalismo, acompanhada pela imposição de novos instrumentos da "economia verde", é um alerta para qye os movimentos sociais reforcemos a resistência e assumamos o protagonismo na construção de verdadeiras alternativas à crise.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Inspirados na história de nossas lutas e na força renovadora de movimentos como a Primavera Árabe, o Ocuppy Wall Street, os "indignados" e na luta dos estudantes chilenos, a Assembleia dos Movimentos Sociais convoca as forças e atores populares de todos os países a desenvolver ações de mobilização, coordenadas em nível mundial, para contribuir com a emancipação e a autodeterminação de nossos povos,&amp;nbsp; reforçando a luta contra o capitalismo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Convocamos a fortalecer o Encontro Internacional de Direitos Humanos em Solidaridad com Honduras e a construir o Fórum Social Palestina Livre, reforçando o movimento global de boicote, desinvestimentos e sanções contra o Estado de israel e sua política de apartheid contra o povo palestino.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E convocamos todas e todos a tomar as ruas no dia 5 de junho, numa grande jornada de mobilização global contra o capitalismo e em defesa da justiça ambiental e social.&lt;br&gt;Se o presente é de luta, o futuro é nosso!&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br&gt;Porto Alegre, 28 de janeiro de 2012&lt;br&gt;Assembleia dos Movimentos Sociais&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-RetiYJzjmTI/TyQwTqMUUpI/AAAAAAAAAh0/DFcNezB_nWU/s1600-h/DSC04044%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="DSC04044" border="0" alt="DSC04044" src="http://lh6.ggpht.com/-OO_X7Ddsv6E/TyQwYCyd-zI/AAAAAAAAAh8/SGY3ENrcdUE/DSC04044_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="538" height="409"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6032298317338900368?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6032298317338900368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6032298317338900368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6032298317338900368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6032298317338900368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2012/01/declaracao-da-assembleia-dos-movimentos.html' title='Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais Porto Alegre (RS), Brasil'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-OO_X7Ddsv6E/TyQwYCyd-zI/AAAAAAAAAh8/SGY3ENrcdUE/s72-c/DSC04044_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-3328838899476916193</id><published>2011-10-30T17:53:00.001-02:00</published><updated>2011-10-30T17:53:36.364-02:00</updated><title type='text'>Código Florestal: futuro das águas e da vida</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;por &lt;a href="http://leonardoboff.wordpress.com/"&gt;Leonardo Boff&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Roberto Malvezzi é um dos que melhor conhece as questões ecológicas do semi-árido e tem contribuido com reflexões cientificamente bem fundadas acerca do novo Código Florestal a ser votado nos próximos dias pelo Senada e depois pelo Legislativo.As florestas são mais que um problema ecológico. Elas representmm um problema vital. Sem florestas não há água e sem água não há vida. Publico o presente texto de Malvezzi por nos dar o contexto da atual discussões,elencar os interesses que estão em jogo e nos fornecer o tópicos mais importantes do texto.LB &lt;p align="justify"&gt;O CÓDIGO FLORESTAL: TEXTO E CONTEXTO &lt;p align="justify"&gt;1) Contexto. &lt;p align="justify"&gt;A humanidade atravessa um momento onde um bilhão de pessoas passa fome e 1,2 bilhões não tem um copo de água limpo para beber. Fome e sede continuam sendo os problemas fundamentais da humanidade. &lt;p align="justify"&gt;Porém, para alguns cientistas, como James Lovelock, diante do Aquecimento Global todos os outros problemas humanos são irrelevantes. Ele tem o dom de tornar pior todas as tragédias humanas, inclusive a fome e a sede. O Aquecimento Global tem entre suas causas a emissão de CO2 na atmosfera pela derrubada e queima de florestas. Na contribuição perversa do Brasil nesse problema, o desmatamento é o fator número um.  &lt;p align="justify"&gt;No século XIX Malthus já debatia com seus contemporâneos o agravamento da disponibilidade mundial de alimentos diante do crescimento populacional. A humanidade cresceria de forma geométrica, enquanto a produção de alimentos cresceria de forma aritmética. Entretanto, a chamada revolução verde, a base de químicos e maquinários agrícolas, conseguiu multiplicar a produção de alimentos para além do crescimento populacional. A tese de Malthus, portanto, caiu por terra. &lt;p align="justify"&gt;Entretanto, na Cúpula Mundial do Meio Ambiente em 2002, Johanesburgo, África do Sul, um documento da ONU trazia um novo olhar sobre a questão, fazendo uma interessante conexão entre água (water), saúde (Health), energia (energy), agricultura (agriculture) e biodiversidade (biodiversity). Por isso, em inglês, o documento acabou rotulado pelas iniciais WEHAB. &lt;p align="justify"&gt;A constatação do documento era crucial, isto é, a produção mundial de alimentos tinha se multiplicado às custas da devastação dos solos, da contaminação e uso intensivo água, da biodiversidade, além do saqueio dos territórios das comunidades tradicionais. Apesar da produção de algumas comodities agrícolas ter se multiplicado, multidões estavam passando fome e sede, particularmente no meio rural. Portanto, não existia a mágica da revolução verde, a não ser que suas conseqüências nefastas sobre o meio ambiente e as populações fossem ocultadas. Hoje, quando se fala que temos produção agrícola para saciar toda a humanidade, sendo o problema apenas de acesso, se oculta em que bases destrutivas essa produção está acontecendo.  &lt;p align="justify"&gt;Para se estabilizar demograficamente, os estudos mais recentes nos dizem que a humanidade deverá chegar a nove bilhões de pessoas m 2050, dois a mais que os atuais sete bilhões. Esse é outro argumento para pressionar a produção de alimentos.  &lt;p align="justify"&gt;Para agravar o cenário, o documento prevê que o aumento da população iria direcionar a produção agrícola para “áreas frágeis e de risco”, piorando ainda mais a sustentabilidade ambiental da produção agrícola.&lt;br&gt;Para evitar essa insanidade o documento faz as seguintes recomendações:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;. redução da degradação da terra;&lt;br&gt;. melhorar a conservação, alocação e manejo da água;&lt;br&gt;. proteção da biodiversidade;&lt;br&gt;. promover o uso sustentável das florestas;&lt;br&gt;. informações sobre o impacto da mudança climática.”&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2) O Texto. &lt;p align="justify"&gt;É nesse contexto mundial de degradação de solos, escasseamento da água, erosão da biodiversidade e florestas, crescimento populacional e o Aquecimento Global para agravar o que já é complexo, que se coloca a proposta de alteração do Código Florestal Brasileiro. As propostas para alteração no Código têm como argumento fundamental o aumento da produção de alimentos.  &lt;p align="justify"&gt;Há tempos já se sabia que o Brasil era rico em solos, água, sol e biodiversidade. Entretanto, há tempos também se sabe que os solos do Cerrado, Caatinga e Amazônia são frágeis, nem sempre aptos para a agricultura. A prova é que a pecuária e agricultura já deixaram para trás 80 milhões de hectares de terras degradados. Hoje fala-se em recuperar essas áreas, mas a verdade é que se prefere avançar sobre novas áreas “´frágeis e de risco”, como já advertia a ONU.  &lt;p align="justify"&gt;As mudanças no Código Florestal vêm nesse contexto de quebrar as barreiras legais para o avanço da agricultura e pecuária sobre essas áreas. As mais simbólicas são exatamente as áreas de preservação permanente, como as matas ciliares dos rios, e morros com inclinação acima de 45º. Mas, não é só. Também se quer ampliar a área de desmatamento na Amazônia para fins agrícolas.  &lt;p align="justify"&gt;O gatilho que disparou a reação violenta dos ruralistas é a execução das multas originadas por crimes ambientais, sobretudo o desmatamento das áreas de preservação ambiental. Acossados pela execução das multas, decidiram mudar as leis. Portanto, legislam em causa própria.  &lt;p align="justify"&gt;Mas, o argumento público é a produção de alimentos, fartamente repetido pelos empresários do agronegócio, mas agora também por setores dos pequenos agricultores. Nesse sentido, além de questões técnicas, existem dimensões políticas e éticas permeando essas alterações. &lt;p align="justify"&gt;No contexto geral, essa agricultura brasileira baseada na ampliação do desmatamento, do avanço sobre as áreas frágeis e de risco, sobre os mananciais de água, mostra-se insustentável a médio e longo prazo. Esse modelo não tem como se sustentar – precisa de 5,2 litros de veneno por brasileiro para produzir e já consome 70% de nossa água doce – mesmo que dê respostas econômicas para a exportação imediata.&lt;br&gt;Esse é o nó da questão: o Brasil reprimarizou sua economia. Agora essas comodities agrícolas representam 36% das exportações brasileiras (www.porkworld.com.br), enquanto no regime militar a agricultura não representava muito mais que 8%. Com a demanda mundial por soja, etanol, carnes – e agora minérios para sustentar a demanda chinesa -, o Brasil tem quebrado todas as leis – vide Código Florestal, Código Minerário, etc. – para facilitar a vida do capital desses ramos econômicos, mais que nunca poderosos do ponto de vista econômico e político. Vale recordar que a produção de alimentos no Brasil, 70% vem da agricultura familiar, não da empresarial (Censo Agropecuário 2006).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Dados recentíssimos afirmam que 64% da área desmatada da Amazônia se destinaram à pecuária e apenas 5% à agricultura (F.S.Paulo 02/09/2011 – 15h13). Diante dos fatos, os argumentos em favor das mudanças perdem força.  &lt;p align="justify"&gt;Portanto, fechar os olhos para os interesses dos grupos envolvidos, e fechar os olhos sobre os impactos desse tipo de agricultura sobre a natureza e as comunidades, sobretudo, fechar os olhos sobre a lógica predadora e acumulativa dessa disputa, é decididamente tomar partido daqueles que criaram a crise da sustentabilidade. O que está em jogo é o solapo dos bens naturais – solos, água, biodiversidade – que sustentam a humanidade. Podemos produzir mais agora, mas, decididamente, vamos comprometer as bases naturais para as gerações futuras.  &lt;p align="justify"&gt;3) As Alterações no Código e os Pequenos Agricultores. &lt;p align="justify"&gt;Um problema de ordem prática que se coloca é que muitos pequenos agricultores também estão entre os que depredaram suas áreas de preservação permanente e plantaram em morros com inclinação acima de 45º. Ainda mais, muitas das pequenas propriedades estão nesses morros. Portanto, estão impedidos de ampliar sua área agrícola. &lt;p align="justify"&gt;Primeiro, para tratar dessa questão, não é necessário fazer as mudanças no Código Florestal que estão sendo propostas. Nesse sentido, os pequenos estão sendo bois de piranha dos grandes interesses. Há propostas de ocupar essas áreas com árvores frutíferas e outros manejos que tenham finalidade econômica e ao mesmo tempo respeitar a demanda da natureza. O Código tem base científica e, vale lembrar, que a ciência protesta contra as mudanças exatamente porque foi posta de fora dessas decisões. Os cientistas que participam foram convenientemente escolhidos pelos interessados na mudança do Código.  &lt;p align="justify"&gt;A simples possibilidade que agricultores com até quatro módulos sejam poupados pela mudança do Código, já fez com que áreas enormes já estejam sendo retalhadas para se enquadrarem no novo padrão legal. Portanto, mascara, mas não resolve o problema.&lt;br&gt;Além do mais, não se resolve um problema social criando mais um problema ambiental. Muitas das pequenas propriedades são inviáveis não porque respeitam as leis ambientais, mas porque são minifúndios, portanto, tecnicamente são áreas pequenas demais para viabilizar a vida de uma família naquele espaço. Portanto, a questão remete à concentração da terra no Brasil, não ao problema ambiental da preservação em si mesmo. Ele só aparece porque não há espaço outro para a expansão da atividade familiar. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;4) Novas técnicas agrícolas e preservação. &lt;p align="justify"&gt;Surgiram algumas técnicas para garantir a produção e evitar, por exemplo, a erosão dos solos. Uma delas é o chamado “plantio direto”. Evita-se o revolvimento do solo com máquinas, praticamente plantando sobre as palhas da cultura anterior as novas sementes. De fato, diminui em muito a erosão. Esse tipo de técnica está sendo usado como argumento para facilitar o desmatamento em função da agricultura extensiva.  &lt;p align="justify"&gt;Mas, é bom lembrar que o plantio direto não evita a força dos ventos, muito menos tem a capacidade de fixar carbono que as florestas têm. Além do mais, exige doses colossais de venenos. Portanto, é preciso olhar a questão no seu conjunto. &lt;p align="justify"&gt;Quanto à redução das matas ciliares, evidente que ter 12 metros é melhor que não ter nenhum metro. Mas, é preciso lembrar que só na área de Minas Gerais, nascentes do São Francisco, mais de 1200 pequenos riachos foram extintos, o que vai impactando diretamente na força do rio, nesse caso o São Francisco. Quando chove há água, mas quando ele precisa de seus afluentes e aquíferos de abastecimento – aqüífero Urucúia -, então o rio mostra a fragilidade a partir do desmatamento do Cerrado. Entre vegetação e água existe uma conexão indissolúvel.  &lt;p align="justify"&gt;É importante pensar a partir dos biomas, mas é essencial pensar a interconexão dos biomas. Por exemplo, o grande reservatório de águas do Brasil está no Cerrado. Ele abastece as bacias do sul (Prata), Nordeste (São Francisco) e Norte (Araguaia-Tocantis) e Amazônica. Preservar os Cerrados é preservar grande parte das águas brasileiras.  &lt;p align="justify"&gt;O Aquecimento Global, pelos estudos já realizados, vai aumentar a temperatura do semiárido, diminuir disponibilidade de solos agrícolas em torno de 1,5% ao ano e diminuir a disponibilidade hídrica. A perda total de solos agrícolas do semiárido pode chegar a 60% em alguns estados em 50 anos (Embrapa Semiárido). A Amazônia tende a tornar-se uma savana. Acontece que grande parte das chuvas que caem no sul e sudeste do Brasil tem sua origem no rio aéreo (umidade lançada no ar e ao vento pelas plantas) que desce da Amazônia para o sul. Sem Amazônia não há, portanto, agricultura no sul e sudeste.  &lt;p align="justify"&gt;Portanto, modificar todo esse sistema complexo, no qual a vegetação tem influência decisiva, é mais que temerário, é uma loucura. Quebrar a legislação por interesses econômicos e corporativos, assim facilitando a quebra das leis da natureza, é ainda mais temerário.&lt;br&gt;Portanto, um interessante posicionamento da CNBB, do ponto de vista ético, é fundamental. O imperativo de vencer a fome a sede imediatamente não pode comprometer o suporte natural de vencer a fome e a sede das gerações futuras. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Outra atitude interessante da CNBB seria ouvir o mundo da ciência, particularmente aqueles que discordam das mudanças propostas, já que eles reclamam não estarem sendo ouvidos. &lt;p align="justify"&gt;5) Novas atitudes. &lt;p align="justify"&gt;Por outro lado, diante da Campanha da Fraternidade desse ano, muitos agricultores começaram de forma espontânea ou organizada a reagir ao desmatamento. Há agricultores na Chapada Diamantina refazendo matas ciliares, assim como a comunidade extrativista de Serra do Ramalho na região da Lapa, assim como um interessante trabalho de recuperação de rios da Cáritas em Rio dos Cochos, em Minas.&lt;br&gt;Há agricultores na caatinga cultivando as árvores nativas como a aroeira e o angico. Enfim, há uma outra linhagem de pensamento que não a imediatista, mesmo no meio dos pequenos agricultores. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Enfim, como vamos produzir comida para toda a humanidade? Essa é uma resposta em construção. Em todo caso, segundo a ONU, não será devastando solos, consumindo água além do sustentável, erodindo a biodiversidade que a humanidade encontrará uma saída para a fome, a sede, desta e das futuras gerações. &lt;p align="justify"&gt;É possível vencer a fome e a sede em outro modelo agrícola e agrário, mas esse é um desafio do tamanho da humanidade.  &lt;p align="justify"&gt;Nesse caso, mais que nunca, cabe o princípio da precaução. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-3328838899476916193?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/3328838899476916193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=3328838899476916193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3328838899476916193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3328838899476916193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/10/codigo-florestal-futuro-das-aguas-e-da.html' title='Código Florestal: futuro das águas e da vida'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-4903108189975458276</id><published>2011-10-24T20:28:00.001-02:00</published><updated>2011-10-24T20:28:18.360-02:00</updated><title type='text'>Educadores lançam manifesto contra o fechamento de escolas no meio rural</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.mst.org.br/node/12562"&gt;Da Página do MST&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Um grupo de professores, intelectuais e entidades da área da educação assinaram manifesto lançado pelo MST, nesta sexta-feira (14/10), que denuncia o fechamento de 24 mil escolas no meio rural e cobra a implementação de políticas para o fortalecimento da educação do campo. &lt;p align="justify"&gt;“Fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!”, denuncia o documento. &lt;p align="justify"&gt;Entre 2002 e 2009, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/camfeccr/petition.html"&gt;&lt;strong&gt;Assine você também o manifesto&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;O manifesto é assinado pela filósofa Marilena Chauí, professora de Filosofia da Universidade de São Paulo, os educadores Dermeval Saviani, doutor em Filosofia da Educação e professor da Universidade Estadual de Campinas, Gaudêncio Frigotto, professor titular aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Roberto Leher, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outros. &lt;p align="justify"&gt;Entre as entidades, subscrevem o documento a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Ação Educativa. &lt;p align="justify"&gt;Abaixo, leia o manifesto. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CAMPANHA FECHAR ESCOLAS É CRIME! &lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas nos últimos oito anos &lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;A Educação é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal (Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo III, seção I) - direito de todos e dever do Estado. Entretanto, nos últimos anos, milhares de crianças e adolescentes, filhos e filhas de camponeses, estão sendo privados deste direito. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nos últimos oito anos, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para essas famílias camponesas, o anúncio do fechamento de uma escola na sua comunidade ou nas redondezas significa relegar seus filhos ao transporte escolar precarizado, às longas viagens diárias de ida e volta, saindo de madrugada e chegando no meio da tarde; à perda da convivência familiar, ao abandono da cultura do trabalho do campo e a tantos outros problemas. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O resultado comum desse processo é o abandono da escola, por grande parte daqueles levados do campo para estudar na cidade. É por essa razão que os níveis de escolaridade persistem muito baixos no campo brasileiro, em que pese tenha-se investido esforços e recursos para a universalização da educação básica. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Portanto, fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime! &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A situação seria ainda mais grave não fosse a luta dos movimentos sociais do campo, por políticas de ampliação, recuperação, investimentos, formação de educadores e construção de escolas no campo. Importantes para reduzir a marcha do descaso dos gestores públicos para com os sujeitos do campo, mas insuficiente para garantir a universalização do acesso à educação no campo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Denunciamos essa trágica realidade e conclamamos aos gestores públicos municipais, estaduais e federais que suspendam essa política excludente, revertendo o fechamento de escolas e ampliando o acesso à educação do campo e no campo. Conclamamos também a sociedade brasileira para que se manifeste em defesa do direito humano à educação, em defesa dos direitos das crianças, adolescentes e jovens do campo frequentarem a educação básica, no campo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Defender as escolas do campo é uma obrigação, fechar escolas é um crime contra as futuras gerações e a própria sociedade! &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assinam &lt;br&gt;Marilena Chauí - Professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) &lt;br&gt;Dermeval Saviani- Doutor em Filosofia da Educação – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), &lt;br&gt;Gaudêncio Frigotto, Professor Titular aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) mestre e doutor em Educação &lt;br&gt;Roberto Leher - Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) &lt;br&gt;Celi Zulke Taffarel - Doutora em Educação – Universidade Federal da Bahia (UFBA) &lt;br&gt;Sergio Lessa, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal de Alagoas (UFAL) &lt;br&gt;Elza Margarida de Mendonça Peixoto - Doutora em Educação - Universidade Federal da Bahia (UFBA) &lt;br&gt;Attíco Chassot- Atua na área de Educação, com ênfase em Alfabetização científica e História e Filosofia da Ciência - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) &lt;br&gt;Gelsa Knijnik- Doutora em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) &lt;br&gt;Luiz Carlos de Freitas- é professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)&amp;nbsp; &lt;br&gt;Cláudio Eduardo Félix dos Santos – Doutorando em Educação - Professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) &lt;br&gt;Mauro Titton - Professor do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) &lt;br&gt;Daniel Cara - Cientista Político - Coordenador Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. &lt;br&gt;&lt;strong&gt;Entidades &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)- Presidente Roberto Franklin de Leão &lt;br&gt;Ação Educativa - Sergio Haddad, economista, doutor em educação, coordenador geral &lt;br&gt;ActionAid &lt;br&gt;Centro de Cultura Luiz Freire – (CCLF) &lt;br&gt;Latinoamericana da educação - Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación – (CLADE) - Coordenadora Camilla Crosso&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA- CE) -– Coordenadora Margarida Marques &lt;p align="justify"&gt;E-Changer Brasil – Solidariedade, construção coletiva, intercambio entre os povos – Coordenação - Djalma Costa&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-4903108189975458276?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/4903108189975458276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=4903108189975458276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4903108189975458276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4903108189975458276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/10/educadores-lancam-manifesto-contra-o.html' title='Educadores lançam manifesto contra o fechamento de escolas no meio rural'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-4815227948435952554</id><published>2011-08-17T08:14:00.001-03:00</published><updated>2011-08-17T08:14:19.081-03:00</updated><title type='text'>Para além do “desenvolvimento sustentável”</title><content type='html'>&lt;h4 align="justify"&gt;&lt;a href="http://alainet.org/active/show_author.phtml?autor_apellido=Souza&amp;amp;autor_nombre=Israel"&gt;Israel Souza&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;hr&gt; &lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Projeto de Lei Complementar 30/2011, a partir do qual se forja o Novo Código Florestal brasileiro, mobilizou poderosas forças políticas, dividiu opiniões, suscitou violência e resistências. Do lado dos que dirigem criticas ao projeto, destaca-se a atuação do &lt;i&gt;Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável&lt;/i&gt;, responsável pela elaboração do &lt;i&gt;Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável&lt;/i&gt;, já assinado por quase uma centena de organizações. Algumas delas de grande peso, como CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa), CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil), CTA (Centro dos Trabalhadores da Amazônia), CUT (Central Única dos Trabalhadores) etc. &lt;p align="justify"&gt;Trata-se de uma atitude corajosa, a do Comitê. Sobretudo nesse momento em que aqueles que alertam para os riscos do projeto de crescimento econômico do governo brasileiro são tratados como “agentes” a serviço de interesses estrangeiros. Alguns são “demonizados”, até. Mas em nome de quê a resistência? Qual o alicerce? É realmente uma alternativa? &lt;p align="justify"&gt;A primeira pergunta é de fácil resposta. A resistência é em nome da defesa das florestas e do “desenvolvimento sustentável”, como denota o nome do comitê. Por isso, consta no Manifesto: “É mais do que hora de o País atualizar sua visão de desenvolvimento para incorporar essa atitude e essa visão sustentável em todas as suas dimensões”. E ainda: “Devemos aproveitar a discussão do Código Florestal para avançar na construção do desenvolvimento sustentável”. &lt;p align="justify"&gt;Salta aos olhos o fetiche de que é objeto o “desenvolvimento sustentável”, que, antes de ser “sustentável”, é “desenvolvimento” e é capitalista. Remendo novo em pano velho. Expressão de um sistema expansionista e de uma classe que, por paradoxal que seja, se guia pela perspectiva de curto prazo mas projeta seus interesses no infinito. Assim o “desenvolvimento”, uma das variantes que o capitalismo assumiu no pós-Segunda Guerra. Quando, na década de 1970, as mudanças climáticas e a depredação ambiental do “desenvolvimentismo” mostraram-se insofismáveis, foi posta em marcha uma “operação salvamento”.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-r7ybTp_brug/Tkuihj4qMnI/AAAAAAAAAhs/_RHliL_NhwA/s1600-h/motosserra%25255B4%25255D.png"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="motosserra" border="0" alt="motosserra" src="http://lh3.ggpht.com/-ptdsnbZZj_Q/TkuiiUWG6uI/AAAAAAAAAhw/xhBz9qGFRGk/motosserra_thumb%25255B4%25255D.png?imgmax=800" width="547" height="317"&gt;&lt;/a&gt; Exemplo de “desenvolvimento sustentável”: motosserra a favor da natureza &lt;p align="justify"&gt;Naquele momento, em que aflorava a “consciência ambiental”, a saída foi agregar o “sustentável” ao “desenvolvimento”. Dessa forma, o capitalismo ganhou uma ideologia poderosíssima, passando a operar encoberto pelo manto da “sustentabilidade”. Seguido pelo “sustentável”, o “desenvolvimento” passou a ser encarado não apenas como “ambientalmente correto”, mas como uma (para muitos, &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; única) força-projeto capaz de salvar a vida no planeta. Como que por força de uma “alquimia dos avessos”, o capital já não era a ameaça, e sim a salvação.  &lt;p align="justify"&gt;Empunhando a mesma bandeira clorofilada, os países centrais passaram a ditar aos países periféricos, por vias diversas, as políticas a serem adotadas no sentido de preservar a natureza. Lograram, assim, embotar a soberania destes sobre seus territórios e bens naturais. Em paralelo, intensificaram o processo de mercadificação da natureza e de espoliação das populações locais.  &lt;p align="justify"&gt;De maneira um tanto controversa, o Comitê aqui em foco reproduz e alimenta esse estado de coisas. Cala sobre a natureza intrinsecamente predatória do sistema do capital e trata a tudo como se fosse, basicamente, uma questão de escolha entre “boas” e “más” “opções desenvolvimentistas”. Todavia, é mister dizer que o “desenvolvimento sustentável” não é senão capitalismo. Como tal, ele está voltado para a produção de “valores de troca” e, portanto, para as necessidades do sistema e não das pessoas. &lt;p align="justify"&gt;Como se pouco fosse postular a eternização do sistema, o Manifesto aqui citado chega a fazer apologia à competição intercapitalista: “o grande trunfo do Brasil para chegar a ser potência é a sua condição ambiental diferenciada”. Ora, e a competição não é, em larga medida, responsável pelos problemas ambientais que hoje nos ameaçam? Não é por causa dela que os diversos países lançam mão de todos os meios a seu alcance para se afirmar diante dos outros? E não é pelo mesmo motivo que os maiores poluidores do mundo se negam a assinar acordos que limitem a atuação de suas indústrias?  &lt;p align="justify"&gt;Parece trata-se, como se vê, de deixar as questões de fundo, as que realmente interessam, intocáveis, impronunciáveis. Toma-se como quadro inelutável o atual sistema econômico. E a natureza é, ainda que de forma sutil, tratada como lenha a ser queimada no forno da locomotiva da acumulação capitalista. &lt;p align="justify"&gt;Outra coisa digna de atenção no Manifesto é a crença no poder da ciência e da técnica. Em verdade, essa é a base em que ele se alicerça. Diz-se ali: “Tudo o que aqui foi dito pode ser resumido numa frase: vamos usar, sim, nossos recursos naturais, mas de maneira sustentável. Ou seja, com o conhecimento, os cuidados e as técnicas que evitam sua destruição pura e simples”. &lt;p align="justify"&gt;É prova de ingenuidade depositar no “conhecimento” as esperanças de preservação das florestas. Não é preciso ir muito fundo para saber que o papel que ele desempenha em nossa sociedade é mais que ambíguo. Com efeito, alguns chegam mesmo a atribuir ao progresso técnico-científico parte considerável - senão a totalidade - dos problemas ambientais. No entanto, importa ter presente que é temerário atribuir à ciência e à tecnologia, isolando-as do contexto social em que são produzidas e apropriadas, a culpa pelo problema e/ou a responsabilidade pela solução esperada e necessária. Nem Adão nem Cristo. Sozinhas, elas não geraram a queda (problema) e, da mesma maneira, sozinhas elas não serão capazes de trazer a redenção (solução).  &lt;p align="justify"&gt;É louvável a resistência que, na defesa das florestas, o Comitê opõe ao Novo Código Florestal, congregando em torno de si dezenas de organizações. É lamentável, porém, que tal seja feito em nome do “desenvolvimento sustentável”. Isso atesta, eloquentemente, a fragilidade e a confusão que se abateram sobre as forças populares nos últimos anos.  &lt;p align="justify"&gt;A manutenção de qualquer forma de “desenvolvimento” (neo, sub, pós, sustentável etc.) é a manutenção do próprio capitalismo. Ou seja: é a manutenção de um sistema que, por natureza, gera desequilíbrio nas mais variadas esferas da vida: política, social, econômica, ecológica etc. A crise que hoje assombra a Europa e os EUA (e o mundo) bem mostra que os senhores do dinheiro preferem sacrificar nações inteiras a abrir mão do lucro. Nada indica que a natureza receberia tratamento diferenciado.  &lt;p align="justify"&gt;Muitos são os que têm alertado para a imprevisibilidade da crise em curso. O capitalismo parece realmente ferido de morte. Mas ameaça levar-nos a todos de roldão. Esse momento deve ser aproveitado não “para avançar na construção do desenvolvimento sustentável”, mas para buscar alternativas civilizacionais ao sistema econômico vigente. Nesse sentido, é imperativo ir para além do “desenvolvimento sustentável”. Ou, para dizer com István Mészáros, é preciso ir “para além do capital”. &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Israel Souza é Cientista Social, Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e membro do Núcleo de Pesquisa Estado, Sociedade e Desenvolvimento na Amazônia Ocidental – NUPESDAO.&lt;/em&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-4815227948435952554?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/4815227948435952554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=4815227948435952554' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4815227948435952554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4815227948435952554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/08/para-alem-do-desenvolvimento.html' title='Para além do “desenvolvimento sustentável”'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-ptdsnbZZj_Q/TkuiiUWG6uI/AAAAAAAAAhw/xhBz9qGFRGk/s72-c/motosserra_thumb%25255B4%25255D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6853462683269132426</id><published>2011-08-08T20:46:00.001-03:00</published><updated>2011-08-08T20:46:58.077-03:00</updated><title type='text'>Contribuição da América Latina para uma geosociedade</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Leonardo Boff (via &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=18290%3Acontribuicao-da-america-latina-para-uma-geosociedade&amp;amp;catid=100%3Aoutras-vozes&amp;amp;Itemid=21"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;)  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-yhLtbYrO3uI/TkB1bYEFg1I/AAAAAAAAAhk/gvjrhHZf0eg/s1600-h/Buen%252520Vivir%252520una%252520se%2525C3%2525B1al%252520de%252520salida%252520del%252520sistema-mundo%252520capitalista3%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 15px 0px 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Buen Vivir una se&amp;ntilde;al de salida del sistema-mundo capitalista3" border="0" alt="Buen Vivir una se&amp;ntilde;al de salida del sistema-mundo capitalista3" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/-lR3tNBdsCS0/TkB1cKeOUFI/AAAAAAAAAho/T85p4iM5ph4/Buen%252520Vivir%252520una%252520se%2525C3%2525B1al%252520de%252520salida%252520del%252520sistema-mundo%252520capitalista3_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="305" height="303"&gt;&lt;/a&gt;Por todas as partes no mundo cresce a resistência ao sistema de dominação do capital globalizado pelas grandes corporações multilaterais sobre as nações, as pessoas concretas e sobre a natureza.  &lt;div align="justify"&gt; &lt;hr width="50%"&gt; &lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Está surgindo, bem ou mal, um design ecologicamente orientado por práticas e projetos que já ensaiam o novo. A base é sempre a economia solidária, o respeito aos ciclos da natureza, a sinergia com a Mãe Terra, a economia a serviço da vida e não do lucro e uma política sustentada pela hospitalidade, pela tolerância, pela colaboração e pela solidariedade entre os mais diferentes povos, demovendo destarte as bases para o fundamentalismo religioso e político e do terrorismo que assistimos nos EUA e agora na Noruega.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Entre muitos projetos existentes na América Latina como a economia solidária, a agricultura orgânica familiar, as energias alternativas limpas, a Via Campesina, o Movimento Zapatista e outros queremos destacar dois pela relevância universal que representam: o primeiro é o "Bem Viver" e o segundo a "Democracia Comunitária e da Terra", como expressão de um novo tipo de socialismo.  &lt;p align="justify"&gt;O "Bem Viver" está presente ao longo de todo o continente Abya Yala (nome indígena para o Continente sulamericano), do extremo norte até o extremo sul, sob muitos nomes dos quais dois são as mais conhecidos: suma qamaña (da cultura aymara) e suma kawsay (da cultura quéchua). Ambas significam: "o processo de vida em plenitude". Esta resulta da vida pessoal e social em harmonia e equilibrio material e espiritual. Primeiramente é um saber viver e em seguida um saber conviver: com os outros, com a comunidade, com a Divindade, com a Mãe Terra, com suas energias presentes nas montanhas, nas águas, nas florestas, no sol, na lua, no fogo e em cada ser. Procura-se uma economia não da acumulação de riqueza mas da produção do suficiente e do decente para todos, respeitando os ciclos da Pacha Mama e as necessidades das gerações futuras.  &lt;p align="justify"&gt;Esse "Bem Viver" não tem nada a ver com o nosso "Viver Melhor" ou "Qualidade de Vida". O nosso Viver Melhor supõe acumular meios materiais, para poder consumir mais dentro da dinâmica de um progresso ilimitado cujo motor é a competição e a relação meramente de uso da natureza, sem respeitar seu valor intrínseco e sem se reconhecer parte dela. Para que alguns possam viver melhor, milhões têm que viver mal.  &lt;p align="justify"&gt;O "Bem Viver" não se identifica simplesmente com o nosso "Bem Comum", pensado somente em função dos seres humanos em sociedade, num antropo-e-sociocentrismo inconsciente. O "Bem Viver" abarca tudo o que existe, a natureza com seus diferentes seres, todos os humanos, a busca do equilíbrio entre todos também com os espíritos, com os sábios (avôs e avós falecidos), com Deus, para que todos possam conviver harmonicamente. Não se pode pensar o "Bem Viver" sem a comunidade, a mais ampliada possível, humana, natural, terrenal e cósmica. A "minga" que é o trabalho comunitário, expressa bem este espírito de cooperação.  &lt;p align="justify"&gt;Essa categoria do "Bem Viver" e do "Viver Bem" entrou nas constituições do Equador e da Bolívia. A grande tarefa do Estado é poder criar as condições deste "Bem Viver" para todos os seres e não só para os humanos.  &lt;p align="justify"&gt;Esta perspectiva, nascida na periferia do mundo, com toda sua carga utópica, se dirige a todos, pois é uma tentativa de resposta à crise atual. Ela poderá garantir o futuro da vida, da humanidade e da Terra.  &lt;p align="justify"&gt;A outra contribuição latino-americana para um outro mundo possível é a "Democracia Comunitária e da Terra". Trata-se de um tipo de vida social, existente nas culturas da Abya Yala, reprimida pela colonização mas que agora, com o movimento indígena resgatando sua identidade, está atraindo o olhar dos analistas. É uma forma de participação que vai além da democracia clássica representativa e participativa, de cunho europeu. Ela as inclui, mas aporta um elemento novo: a comunidade como um todo; esta participa na elaboração dos projetos, de sua discussão, da construção do consenso e de sua implementação. Ela pressupõe já uma vida comunitária estabelecida na população.  &lt;p align="justify"&gt;Ela se distingue do outro tipo de democracia por incluir toda a comunidade, a natureza e a Mãe Terra. Reconhecem-se os direitos da natureza, dos animais, das florestas, das águas, como aparece nas constitições novas do Equador e da Bolívia. Faz-se uma ampliação da personalidade jurídica aos demais seres, especialmente à Mãe Terra. Pelo fato de serem vivos, possuem um valor intrínseco e são portadores de dignidade e direitos e por isso são merecedores de respeito.  &lt;p align="justify"&gt;A democracia será então sócio-terrenal-planetária, a democracia da Terra. Há os que dizem: tudo isso é utopia. E de fato é. Mas uma utopia necessária. Quando tivermos superado a crise da Terra (se a superarmos) o caminho da Humanidade seria este: globalmente nos organizarmos ao redor do "Bem Viver" e de uma "Democracia da Terra", da "Biocivilização" (Sachs). Já existem sinais antecipadores deste futuro.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6853462683269132426?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6853462683269132426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6853462683269132426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6853462683269132426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6853462683269132426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/08/contribuicao-da-america-latina-para-uma.html' title='Contribuição da América Latina para uma geosociedade'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-lR3tNBdsCS0/TkB1cKeOUFI/AAAAAAAAAho/T85p4iM5ph4/s72-c/Buen%252520Vivir%252520una%252520se%2525C3%2525B1al%252520de%252520salida%252520del%252520sistema-mundo%252520capitalista3_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-1233668917401389454</id><published>2011-07-09T14:37:00.001-03:00</published><updated>2011-07-09T14:37:23.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agricultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fome'/><title type='text'>Fome: alimentos como negócio, por Leonardo Boff</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110709_africa_seca_refugiados_bg.shtml"&gt;“Seca na África leva milhares a campos de refugiados”&lt;/a&gt;. Essa notícia da BBC Brasil de hoje, mostra a barbárie a que estão submetidos mais de 900 milhões de seres humanos no mundo: a fome. Mas ao contrário do que muitos possam imaginar, a causa da fome não é causada por falta de alimentos, senão por falta de justiça. O mundo produz hoje cerca de 12 bilhões de toneladas de alimentos, o que daria para alimentar, mais que satisfatoriamente, os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta. Mas há algo de errado nessa equação, como bem mostra o teólogo Leonardo Boff no texto abaixo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;O mundo está se alarmando com a alta do preço dos alimentos e com as previsões do aumento da fome no mundo. A fome representa um problema ético, denunciado por Gandhi: "A fome é um insulto, ela avilta, desumaniza e destrói o corpo e o espírito; é a forma mais assassina que existe." Mas ela é também resultado de uma política econômica. O alimento se transformou em ocasião de lucro, e o processo agroalimentar, num negócio rentoso. Mudou-se a visão básica que predominava até o advento da industrialização moderna, visão de que a Terra era vista como a grande mãe. Entre a Terra e o ser humano vigoravam relações de respeito e de mútua colaboração. O processo de produção industrialista considera a Terra apenas como baú de recursos a serem explorados até a exaustão.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;A agricultura, mais que uma arte e uma técnica de produção de meios de vida, transformou-se numa empresa para lucrar. Mediante a mecanização e a alta tecnologia, pode-se produzir muito com menos terra. A "revolução verde", introduzida a partir dos anos 70 do século 20 e difundida em todo o mundo, quimicalizou quase toda a produção. Os efeitos são perceptíveis agora: empobrecimento dos solos, devastadora erosão, desflorestamento e perda de milhares de variedades naturais de sementes que são reservas face a crises futuras. A criação de animais modificou-se profundamente devido aos estimulantes de crescimento, práticas intensivas, vacinas, antibióticos, inseminação artificial e clonagem.&lt;br&gt;Os agricultores clássicos foram substituídos pelos empresários do campo. Todo esse quadro foi agravado pela acelerada urbanização do mundo e o conseqüente esvaziamento dos campos. A cidade coloca uma demanda por alimentos que ela não produz e que depende do campo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Vigora uma verdadeira guerra comercial por alimentos. Os países ricos subsidiam safras inteiras ou a produção de carnes para colocá-las a melhor preço no mercado mundial, prejudicando os países pobres, cuja principal riqueza consiste na produção e exportação de produtos agrícolas e carnes. Muitas vezes, para se viabilizarem economicamente, obrigam-se a exportar grãos e cereais que vão alimentar o gado dos países industrializados, quando poderiam, no mercado interno, servir de alimento para suas populações.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;No afã de garantir lucros, há uma tendência mundial, no quadro do modo de produção capitalista, de privatizar tudo, especialmente as sementes. Menos de uma dezena de empresas transnacionais controla o mercado de sementes em todo o mundo. Introduziram as sementes transgênicas que não se reproduzem nas safras e que precisam ser, cada vez, compradas com altos lucros para as empresas. A compra das sementes constitui parte de um pacote maior que inclui a tecnologia, os pesticidas, o maquinário e o financiamento bancário, atrelando os produtores aos interesses agroalimentares das empresas transnacionais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;No fundo, o que interessa mesmo é garantir ganhos para os negócios e menos alimentar pessoas. Se não houver uma inversão na ordem das coisas - isto é: uma economia submetida à política, uma política orientada pela ética e uma ética inspirada por uma sensibilidade humanitária mínima - , não haverá solução para a fome e a subnutrição mundial. Continuaremos na barbárie que estigmatiza o atual processo de globalização. Gritos caninos de milhões de famintos sobem continuamente aos céus sem que respostas eficazes lhes venham de algum lugar e façam calar este clamor. É a hora da compaixão humanitária traduzida em políticas globais de combate sistemático à fome.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Leonardo Boff é teólogo, professor e membro da Comissão da Carta da Terra&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-1233668917401389454?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/1233668917401389454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=1233668917401389454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1233668917401389454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1233668917401389454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/07/fome-alimentos-como-negocio-por.html' title='Fome: alimentos como negócio, por Leonardo Boff'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-4019100437582028792</id><published>2011-07-05T21:21:00.001-03:00</published><updated>2011-07-05T21:21:47.498-03:00</updated><title type='text'>Comprar é um ato político</title><content type='html'>&lt;p&gt;Comércio justo, alternativa ao consumismo&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-vcLJyRwXayE/ThOql_IfwJI/AAAAAAAAAhc/ucGDS58HDTA/s1600-h/001%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="001" border="0" alt="001" src="http://lh4.ggpht.com/-498bvh4cZS8/ThOqmhgaM-I/AAAAAAAAAhg/t1MIjGZdL1Q/001_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="507" height="484"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“A alimentação é um direito e não uma mercadoria e a agricultura tem que produzir alimentos e não bens de mercado”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a title="http://iconoclasistas.com.ar/" href="http://iconoclasistas.com.ar/"&gt;Fonte: iconoclasistas.com.ar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-4019100437582028792?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/4019100437582028792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=4019100437582028792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4019100437582028792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4019100437582028792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/07/comprar-e-um-ato-politico.html' title='Comprar é um ato político'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-498bvh4cZS8/ThOqmhgaM-I/AAAAAAAAAhg/t1MIjGZdL1Q/s72-c/001_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-2181782158098907104</id><published>2011-06-26T22:45:00.001-03:00</published><updated>2011-06-26T22:45:04.796-03:00</updated><title type='text'>Uma revolução ainda por fazer</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Artigo do mestre &lt;a href="http://www.leonardoboff.com/"&gt;Leonardo Boff&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Toda mudança de paradigma civilizatório é precedido por uma revolução na cosmologia (visão do universo e da vida). O mundo atual surgiu com a extraordinária revolução que Copérnico e Galileo Galilei introduziram ao comprovarem que a Terra não era um centro estável mas que girava ao redor do sol. Isso gerou enorme crise nas mentes e na Igreja, pois parecia que tudo perdia valor. Mas lentamente impô-se a nova cosmologia que fundamentalmente perdura até hoje nas escolas, nos negócios e na leitura do curso geral das coisas. Manteve-se, porém, o antropocentrismo, a idéia de que o ser humano continua sendo o centro de tudo e as coisas são destinadas ao seu bel-prazer.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Se a Terra não é estável –pensava-se – o universo, pelo menos, é estável. Seria como uma incomensurável bolha dentro da qual se moveriam&amp;nbsp; os astros celestes e todas as demais coisas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Eis que esta cosmologia começou a ser superada quando em 1924 um astrônomo amador Hubble comprovou que o universo não é estável. Constatou que todas as galáxias bem como todos os corpos celestes estão se afastando uns dos outros. O universo, portanto, não é estacionário como ainda acreditava Einstein. Está se expandindo em todas as direções. Seu estado natural é a evolução e não a estabilidade.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta constatação sugere que tudo tenha começado a partir de um ponto extremamente denso de matéria e energia que, de repente, explodiu (&lt;em&gt;big bang)&lt;/em&gt; dando origem ao atual universo em expansão. Isso foi proposto em 1927 pelo&amp;nbsp; padre belga, o astrônomo George Lemaître o que foi considerado esclarecedor por Einstein e assumido como teoria comum. Em 1965 Penzias e Wilson demonstraram que, de todas as partes do universo, nos chega uma radiação mínima, três graus Kelvin, que seria o derradeiro eco da explosão inicial. Analisando o espectro da luz das estrelas mais distantes, a comunidade científica concluiu que esta explosão teria ocorrido há 13,7 bilhões de anos. Eis a idade do universo e a nossa própria, pois um dia estávamos, virtualmente, todos juntos lá naquele ínfimo ponto flamejante.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ao expandir-se, o universo se auto-organiza, se auto-cria e gera complexidades cada vez maiores e ordens cada vez mais altas. É convicção de grande parte dos cientistas que, alcançado certo grau de complexidade, em qualquer parte, a vida emerge como imperativo cósmico. Assim também a consciência e a inteligência. Todos nós, nossa capacidade de amar e de inventar, não estamos fora da dinâmica geral do universo em cosmogênese. Somos partes deste imenso todo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Uma energia de fundo insondável e sem margens – abismo alimentador de tudo -&amp;nbsp; sustenta e perpassa todas as coisas ativando as energias sem as quais nada existe do que existe.&lt;br&gt;A partir desta nova cosmologia,&amp;nbsp; nossa vida, a Terra e todos os seres, nossas instituições, a ciência e a técnica, a educação, as artes, as filosofias e religiões devem ser resignificadas. Tudo e tudo são emergências deste universo em evolução, dependem de suas condições iniciais e devem ser compreendidas no interior deste universo vivo, inteligente, auto-organizativo e ascendente rumo a ordens ainda mais altas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta revolução não provocou ainda uma crise semelhante a do século XVI, pois não penetrou suficientemente nas mentes da maioria&amp;nbsp; da humanidade, nem da inteligentzia, muito menos nos empresários e nos governantes. Mas ela está presente no pensamento ecológico, sistêmico, holístico e em muitos educadores, fundando o paradigma da nova era, o ecozóico.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por que é urgente que se incorpore esta revolução paradigmática? Porque é ela que&amp;nbsp; nos fornecerá a base teórica necessária para resolvemos os atuais problemas do sistema-Terra em processo acelerado de degradação. Ela nos permite ver nossa interdependência e mutualidade com todos os seres. Formamos junto com a Terra viva a grande comunidade cósmica e vital. Somos a expressão consciente do processo cósmico e responsáveis por este pedaço dele, a Terra, sem a qual tudo o que estamos dizendo seria impossível.&amp;nbsp; Porque não nos sentimos parte da Terra, a estamos destruindo. O futuro do século XXI e de todas as COPs dependerá da assunção ou não desta nova cosmologia. Na verdade só ela nos poderá salvar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;Leonardo Boff com Mark Hathway escreveram The Tao of Liberation:exploring the ecology os transformation,N.Y.2010.w&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-2181782158098907104?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/2181782158098907104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=2181782158098907104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2181782158098907104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2181782158098907104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/06/uma-revolucao-ainda-por-fazer.html' title='Uma revolução ainda por fazer'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5684807621023113442</id><published>2011-06-25T13:01:00.001-03:00</published><updated>2011-06-25T13:01:00.055-03:00</updated><title type='text'>Na era das redes sociais, novo papel do jornalismo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Reproduzo entrevista publicada no site &lt;a href="http://ponto.outraspalavras.net/2011/06/23/para-especialista-mais-nunca-mundo-precisa-de-jornalistas/"&gt;Outras Palavras&lt;/a&gt;:&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-fY4IASoNTJM/TgYGOFdii-I/AAAAAAAAAhU/VASW1HXQNpg/s1600-h/image%25255B3%25255D.png"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 15px 0px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image" border="0" alt="image" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-h5rIp9AVN7w/TgYGOtZRPDI/AAAAAAAAAhY/ldUBFYIci-I/image_thumb%25255B1%25255D.png?imgmax=800" width="198" height="147"&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Por que produzir informações relevantes sobre a sociedade tornou-se mais necessário que nunca. Como profissionais e blogueiros podem ser complementares. Entrevista com diretor do Comitê de Proteção dos Jornalistas &lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por &lt;strong&gt;Sandra Petersmann&lt;/strong&gt;, na &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/"&gt;Deutsche Welle&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;Às vésperas do Global Media Forum, que se realizou em Bonn, entre 20 e 22/06, a Deutsche Welle conversou com Joel Simon, o diretor-executivo do &lt;a href="http://www.cpj.org/pt/"&gt;Comitê de Proteção aos Jornalistas&lt;/a&gt; (CPJ) – organização internacional representada este ano na conferência em Bonn, cujo tema principal é “Direitos humanos e globalização: um desafio para a mídia”. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual é a sua definição de jornalista?&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Joel Simon:&lt;/strong&gt; Os jornalistas existem para colher e disseminar informação de relevância para a população. Há jornalistas profissionais que fazem isso, e há pessoas que fazem isso como cidadãos. Isso vai se modificando com o tempo. &lt;p align="justify"&gt;As novas tecnologias garantiram que nos dias de hoje existam um número nunca visto de jornalistas cidadãos. Na Alemanha, o jornalismo não é profissão para a qual se precise de um diploma. Qualquer um pode ser um jornalista. Nós [do Comitê de Proteção aos Jornalistas] defendemos os direitos dos jornalistas profissionais, dos &lt;em&gt;freelancers &lt;/em&gt;e dos jornalistas cidadãos. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os blogueiros podem ser considerados automaticamente jornalistas?&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Blogueiros podem ser jornalistas. Nós usamos o bom senso para julgá-los [se podem ou não serem considerados jornalistas], se assim o quiserem. Quando estamos diante desta questão, avaliamos o blog desta pessoa. Lemos o blog no idioma original. Analisamos o contexto, como foi escrito, e julgamos a função do blog. Quase sempre chegamos a uma decisão. &lt;p align="justify"&gt;Nem todos os blogs fazem jornalismo. Mas existem vários que são absolutamente jornalísticos, que condizem com o que nós entendemos por jornalismo e cujos autores têm direito de serem defendidos pelo Comitê. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em 2009, você disse que os blogueiros encontram-se “no topo da revolução online”. Eles formam também a ápice do jornalismo moderno?&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Naquela época, os blogueiros eram o centro das atenções porque o blog era o meio mais importante pelo qual a população podia ativamente participar do jornalismo. Hoje já estamos, de novo, um passo adiante. Hoje existe o Twitter, o Facebook, o Youtube e outros meios. É um processo contínuo. &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,15172959_ind_1,00.html"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 0px 10px" border="0" alt="Comit&amp;ecirc; de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos Jornalistas luta pela liberdade de imprensa" align="right" src="http://www.dw-world.de/image/0,,15108536_1,00.jpg" width="194" height="143"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A revolução online institucionaliza a habilidade da população de se engajar no jornalismo. Ela institucionaliza a capacidade [dos não profissionais] de disseminar conhecimento e escolher para qual público vai escrever o que pensa e vê. Mas estes jornalistas cidadãos não substituem profissionais com formação e experiência em meios de comunicação e investigação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nós precisamos de jornalistas profissionais. Eles podem se complementar com os jornalistas cidadãos. Nós lucramos quando precisamos lidar com novas fontes e métodos de coletar ou disseminar informação. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No seu censo de 2010, você documentou 145 casos de detenção de jornalistas. Deles, 69 eram jornalistas da mídia online, a maioria era blogueiros. Até que ponto a revolução online muda o trabalho do Comitê de Proteção aos Jornalistas, que luta no mundo todo pelo direito dos jornalistas de reportar sem medo?&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Observe atentamente os casos. Quase todos os blogueiros detidos estão nas prisões por terem representado uma opinião. Eles escreveram comentários. Em sociedades opressivas, não existem canais oficiais pelos quais se poderiam expressar opinião ou criticar o governo. Portando os afetados [pela repressão] optaram por blogs ou outras mídias sociais. Os governos atingidos perceberam rapidamente que os novos jornalistas cidadãos eram uma ameaça para eles e reagiram. &lt;p align="justify"&gt;China e Irã são excelentes exemplos. São os países que mais aprisionam jornalistas no mundo. O fato é que os governos se sentem ameaçados pela crescente habilidade das pessoas de coletar e disseminar informação em sociedades reprimidas. Nos últimos meses, pudemos acompanhar isso no norte da África e no Oriente Médio. Para defender seus interesses, os governos reagiram às ameaças sempre com novas represálias. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem melhor pode relatar sobre a violação de direitos humanos: um jornalista cidadão, como blogueiro, ou um jornalista profissional apoiado por um grande meio de comunicação?&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Acredito que um reforça o outro. Os blogueiros alcançam quase sempre um publico mais selecionado. Chegam aos leitores que se interessam pelo tema abordado. Se compararmos, os meios de comunicação tradicionais alcançam a grande massa; são predominantemente destinados ao público em geral. &lt;p align="justify"&gt;O trabalho do blogueiro, ou dos outros jornalistas cidadãos nas redes sociais, estimula o trabalho dos profissionais e da mídia. Estes podem publicar a situação para um público ainda maior. &lt;p align="justify"&gt;A capacidade dos jornalistas cidadãos de se infiltrar no que está acontecendo, documentar secretamente a situação e depois publicar as informações é uma nova ferramenta de incalculável valor para os meios de comunicação profissionais. O jornalismo feito por cidadãos não profissionais melhora e reforça o jornalismo profissional dos meios tradicionais de comunicação. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista é necessário&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Joel Simon encerra a entrevista dizendo: “Mais do que nunca, este mundo precisa de nós jornalistas”. Ele acrescenta que os jornalistas têm um papel indispensável: “Embora eu também acredite que as forças obscuras como os governos opressores, os bandos criminosos e os grupos radicais farão de tudo para prejudicar o trabalho dos jornalistas”. &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;–&lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Joel Simon&lt;/strong&gt; dirige o Comitê de Proteção aos Jornalistas, fundado em 1981. Sediado em Nova York, a organização luta pela liberdade de imprensa, engajando-se pelos direitos dos jornalistas de fazer suas reportagens sem medo. O diretor também escreve regularmente como especialista em mídia para o &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Washington Post&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Columbia Journalism Review&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;World Policy Journal&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5684807621023113442?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5684807621023113442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5684807621023113442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5684807621023113442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5684807621023113442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/06/na-era-das-redes-sociais-novo-papel-do.html' title='Na era das redes sociais, novo papel do jornalismo'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-h5rIp9AVN7w/TgYGOtZRPDI/AAAAAAAAAhY/ldUBFYIci-I/s72-c/image_thumb%25255B1%25255D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-7415233404197966738</id><published>2011-06-23T18:54:00.004-03:00</published><updated>2011-06-23T19:21:51.156-03:00</updated><title type='text'>Marcha para Jesus não termina em confronto com a Polícia Militar - ou o Diabo é gay</title><content type='html'>&lt;h4 align="justify"&gt;Evento que foi realizado nesta quinta-feira não terminou com gás lacrimogêneo e balas de borracha&lt;/h4&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Polícia Militar da provínica da Gente do Bem não entrou em confronto com os manifestantes que participaram da Marcha para Jesus na tarde desta quinta. A Tropa de Choque também não foi acionada na tentativa de impedir que o grupo de cerca de cinco milhões de pessoas (???) – segundo os organizadores – fizesse apologia à intolerância e ao racismo. Amém ! Veja &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/marcha+para+jesus+vira+ato+contra+uniao+homoafetiva/n1597044443203.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que a capital paulista é a cidade da diversidade. Kassab ressaltou, ainda, que há espaço no município para todos os públicos – desde que fiquem à margem dos rios Pinheiros e Tietê e não queiram uma estação do metro em Higienópolis, ok?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-v1_8JGUT9AY/TgO2HRiBGTI/AAAAAAAAAhM/nZO0XaC3AUo/s1600-h/marcha%252520%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="marcha " border="0" height="406" src="http://lh5.ggpht.com/-_KcZMP1hj9w/TgO2IPTNpZI/AAAAAAAAAhQ/ba6fJOmNs6Q/marcha%252520_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline;" title="marcha " width="537" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tropa de Choque mandando bala em merece ir para o inferno, segundo os manifestantes da Marcha para Jesus&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-7415233404197966738?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/7415233404197966738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=7415233404197966738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7415233404197966738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7415233404197966738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/06/marcha-para-jesus-nao-termina-em.html' title='Marcha para Jesus não termina em confronto com a Polícia Militar - ou o Diabo é gay'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-_KcZMP1hj9w/TgO2IPTNpZI/AAAAAAAAAhQ/ba6fJOmNs6Q/s72-c/marcha%252520_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-4514360200896764072</id><published>2011-06-19T20:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-19T20:00:08.597-03:00</updated><title type='text'>Marcha da Liberdade</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;São Paulo amanheceu com um céu de imenso azul, típico dos dias do inverno que se aproxima. A temperatura estava amena. A natureza estava fazendo a sua parte para que a Marcha da Liberdade transcorresse da melhor forma possível.  &lt;p align="justify"&gt;Mais de duas mil pessoas caminharam pacificamente na Avenida Paulista, centro de São Paulo. Mais que liberdade de expressão, os presentes pediam por mais amor, pela descriminalização da maconha, por mais liberdade artística, por melhores condições de trabalho e, também, contra o aumento da passagem dos transportes coletivos. Protestavam por um mundo melhor, mais humano. E tudo ao som de maracatú! &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-WwyBmww39m0/Tf5_PhTb4lI/AAAAAAAAAfA/QV4BOY4b3cU/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520044%25255B10%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="" border="0" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/-kExaFEVmEk0/Tf5_QPuFDZI/AAAAAAAAAfE/73-L25ouPiw/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520044_thumb%25255B8%25255D.jpg?imgmax=800" width="541" height="411"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-YjfgmzlRm_A/Tf5_QzdOgPI/AAAAAAAAAfI/ptJ71uW7nT0/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520053%25255B10%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Marcha da Liberdade 053" border="0" alt="Marcha da Liberdade 053" src="http://lh4.ggpht.com/-F6Q32hxASdU/Tf5_RsRvlZI/AAAAAAAAAfM/dXG00Ap2S7k/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520053_thumb%25255B8%25255D.jpg?imgmax=800" width="541" height="420"&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-O8HoBcn5Iv0/Tf5_SQe0HGI/AAAAAAAAAfQ/qszsw79QcUk/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520050%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Marcha da Liberdade 050" border="0" alt="Marcha da Liberdade 050" src="http://lh4.ggpht.com/-4wFBA7mKcbg/Tf5_S5MiheI/AAAAAAAAAfU/lqwnuVvRXZU/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520050_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="349" height="454"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-AOUt6-n8H6s/Tf5_TbGxOEI/AAAAAAAAAfY/AFUOy6KQJmQ/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520062%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Marcha da Liberdade 062" border="0" alt="Marcha da Liberdade 062" src="http://lh5.ggpht.com/-gCCWjngLKZw/Tf5_T2gb5eI/AAAAAAAAAfc/jsCcYxVdRA0/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520062_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="336" height="437"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-QOEFjoDyeuI/Tf5_UtsjKyI/AAAAAAAAAfg/uPa-OLMlC1Y/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520068%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Marcha da Liberdade 068" border="0" alt="Marcha da Liberdade 068" src="http://lh6.ggpht.com/-UOuOyCf0Yj4/Tf5_VMrP8mI/AAAAAAAAAfk/Z2jA4-vcdrI/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520068_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="541" height="414"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-YGxmaVgpOLQ/Tf5_Vw64rWI/AAAAAAAAAfo/NuxjeClqfhE/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520070%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Marcha da Liberdade 070" border="0" alt="Marcha da Liberdade 070" src="http://lh5.ggpht.com/-bxQAxpTinbc/Tf5_WUSdazI/AAAAAAAAAfs/Jpy0iEBSqIw/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520070_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="541" height="416"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-c1Xu70YOZh8/Tf5_XL1IMUI/AAAAAAAAAfw/-VaoWPoLGYc/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520074%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Marcha da Liberdade 074" border="0" alt="Marcha da Liberdade 074" src="http://lh5.ggpht.com/--vJ2-HpBwIM/Tf5_X7_vQrI/AAAAAAAAAf0/vNSlkHm3nZU/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520074_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="541" height="414"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-gM1EgpTWoLs/Tf5_YRo8RHI/AAAAAAAAAf4/taDkZKrFnwM/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520079%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Marcha da Liberdade 079" border="0" alt="Marcha da Liberdade 079" src="http://lh3.ggpht.com/-StFW_6I7sII/Tf5_ZG5Qr0I/AAAAAAAAAf8/YMwoqrZ7nB8/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520079_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="386" height="506"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-kYbnUzZeaqo/Tf5_Z1pxdfI/AAAAAAAAAgA/lwlj8YIvANo/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520081%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Marcha da Liberdade 081" border="0" alt="Marcha da Liberdade 081" src="http://lh4.ggpht.com/-j8fz3CS2nc8/Tf5_aVYcF2I/AAAAAAAAAgE/rW1po5DhA6o/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520081_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="393" height="516"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-R8dInGiBINs/Tf5_bGIXznI/AAAAAAAAAgI/iwem1NRml7Q/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520091%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Marcha da Liberdade 091" border="0" alt="Marcha da Liberdade 091" src="http://lh6.ggpht.com/-1rmmH8cyURI/Tf5_bx8E2qI/AAAAAAAAAgM/sONVrAjEUhQ/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520091_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="406" height="524"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Houve até quem protestasse por mais amor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-VxcGDo3oF3s/Tf5_c3RwxMI/AAAAAAAAAgQ/epw4p8JKacg/s1600-h/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520099%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Marcha da Liberdade 099" border="0" alt="Marcha da Liberdade 099" src="http://lh6.ggpht.com/-rPzCatcu-s8/Tf5_d7D4gRI/AAAAAAAAAgY/xRrroQ1pBfM/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520099_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="541" height="415"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Liberdade: escrito com páginas do jornal Folha de S. Paulo. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-4514360200896764072?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/4514360200896764072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=4514360200896764072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4514360200896764072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4514360200896764072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/06/marcha-da-liberdade_2176.html' title='Marcha da Liberdade'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-kExaFEVmEk0/Tf5_QPuFDZI/AAAAAAAAAfE/73-L25ouPiw/s72-c/Marcha%252520da%252520Liberdade%252520044_thumb%25255B8%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-4612137292638526343</id><published>2011-06-12T14:49:00.001-03:00</published><updated>2011-06-12T14:49:27.915-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-ZCMb8Ryb6Kc/TfT8IHgOZTI/AAAAAAAAAec/LlBLyqnxa_s/s1600-h/NSDLR_A3%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="NSDLR_A3" border="0" alt="NSDLR_A3" src="http://lh3.ggpht.com/-d2MUHi8AnCs/TfT8JiSU3lI/AAAAAAAAAeg/67sVDxMgtO0/NSDLR_A3_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="573" height="778"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-4612137292638526343?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/4612137292638526343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=4612137292638526343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4612137292638526343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4612137292638526343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/06/nsdlra3.html' title=''/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-d2MUHi8AnCs/TfT8JiSU3lI/AAAAAAAAAeg/67sVDxMgtO0/s72-c/NSDLR_A3_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6499427148639762298</id><published>2011-06-08T20:53:00.001-03:00</published><updated>2011-06-08T20:53:15.643-03:00</updated><title type='text'>Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;* Por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://leonardoboff.wordpress.com/2011/06/07/sustentabilidade-adjetivo-ou-substantivo/"&gt;Leonardo Boff&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo. &lt;p align="justify"&gt;Explico-me: como adjetivo é agregada a qualquer coisa sem mudar a natureza da coisa. Exemplo: posso diminuir a poluição química de uma fábrica, colocando filtros melhores em suas chaminés que vomitam gases. Mas a maneira com que a empresa se relaciona com a natureza donde tira os materiais para a produção, não muda; ela continua devastando; a preocupação não é com o meio ambiente mas com o lucro e com a competição que tem que ser garantida. Portanto, a sustentabilidade é apenas de acomodação e não de mudança; é adjetiva, não substantiva. &lt;p align="justify"&gt;Sustentabilidade como substantivo exige uma mudança de relação para com a natureza, a vida e a Terra. A primeira mudança começa com outra visão da realidade. A Terra está viva e nós somos sua porção consciente e inteligente. Não estamos fora e acima dela como quem domina, mas dentro como quem cuida, aproveitando de seus bens mas respeitando seus limites. Há interação entre ser humano e natureza. Se poluo o ar, acabo adoecendo e reforço o efeito estufa donde se deriva o aquecimento global. Se recupero a mata ciliar do rio, preservo as águas, aumento seu volume e melhoro minha qualidade de vida, dos pássaros e dos insetos que polinizam as ávores frutíferas e as flores do jardim. &lt;p align="justify"&gt;Sustentabilidade como substantivo acontece quando nos fazemos responsáveis pela preservação da vitalidade e da integridade dos ecossistemas. Devido à abusiva exploração de seus bens e serviços, tocamos nos limites da Terra. Ela não consegue, na ordem de 30%, recompor o que lhe foi tirado e roubado. A Terra está ficando, cada vez mais pobre: de florestas, de águas, de solos férteis, de ar limpo e de biodiversidade. E o que é mais grave: mais empobrecida de gente com solidariedade, com compaixão, com respeito, com cuidado e com amor para com os diferentes. Quando isso vai parar? &lt;p align="justify"&gt;A sustentabilidade como substantivo é alcançada no dia em que mudarmos nossa maneira de habitar a Terra, nossa Grande Mãe, de produzir, de distribuir, de consumir e de tratar os dejetos. Nosso sistema de vida está morrendo, sem capacidade de resolver os problemas que criou. Pior, ele nos está matando e ameaçando todo o sistema de vida. &lt;p align="justify"&gt;Temos que reinventar um novo modo de estar no mundo com os outros, com a natureza, com a Terra e com a Última Realidade. Aprender a ser mais com menos e a satisfazer nossas necessidades com sentido de solidariedade para com os milhões que passam fome e com o futuro de nossos filhos e netos. Ou mudamos, ou vamos ao encontro de previsíveis tragédias ecológicas e humanitárias. &lt;p align="justify"&gt;Quando aqueles que controlam as finanças e os destinos dos povos se reunem, nunca é para discutir o futuro da vida humana e a preservação da Terra. Eles se encontram para tratar de dinheiros, de como salvar o sistema financeiro e especulativo, de como garantir as taxas de juros e os lucros dos bancos. Se falam de aquecimento global e de mudanças climáticas é quase sempre nesta ótica: quanto posso perder com estes fenômenos? Ou então, como posso ganhar comprando ou vendendo bonus de carbono (compro de outros paises licença para continuar a poluir)? A sustentabilidade de que falam não é nem adjetiva, nem substantiva. É pura retórica. Esquecem que a Terra pode viver sem nós, como viveu por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela. &lt;p align="justify"&gt;Não nos iludamos: as empresas, em sua grande maioria, só assumem a responsabilidade socio-ambiental na medida em que os ganhos não sejam prejudicados e a competição não seja ameaçada. Portanto, nada de mudanças de rumo, de relação diferente para com a natureza, nada de valores éticos e espirituais. Como disse muito bem o ecólogo social uruguaio E. Gudynas: “a tarefa não é pensar em desenvolvimento alternativo mas em alternativas de desenvolvimento”. &lt;p align="justify"&gt;Chegamos a um ponto em que não temos outra saída senão fazer uma revolução paradigmática, senão seremos vítimas da lógica férrea do Capital que nos poderá levar a um fenomenal impasse civilizatório.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://leonardoboff.wordpress.com/2011/06/07/sustentabilidade-adjetivo-ou-substantivo/"&gt;Leonardo Boff&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, Teólogo e Filósofo, é autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Ecologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6499427148639762298?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6499427148639762298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6499427148639762298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6499427148639762298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6499427148639762298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/06/sustentabilidade-adjetivo-ou.html' title='Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo?'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5200551555396520009</id><published>2011-05-29T12:18:00.001-03:00</published><updated>2011-05-29T12:18:26.827-03:00</updated><title type='text'>Aprovada a destruição. Que fazer?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://alainet.org/active/46799"&gt;Elaine Tavares&lt;/a&gt; * &lt;p align="justify"&gt;Vivemos um eterno retorno quando se trata da proteção aos latifundiários e grandes empresas internacionais. No Brasil contemporâneo, pós-ditadura, nunca houve um governo sequer que buscasse, de verdade, uma outra práxis no campo. Todos os dias, nas correntes ideológicas do poder, disseminadas pela mídia comercial – capaz de atingir quase todo o país via televisão&amp;nbsp; – podemos ver, fragmentadas, as notícias sobre a feroz e desigual queda de braço entre os destruidores capitalistas e as gentes que querem garantir vida boa e plena aos que hoje estão oprimidos e explorados. &lt;p align="justify"&gt;Nestes dias de debate sobre o novo Código Florestal, então, foi um festival. As bocas alugadas falavam da votação e dos que são contra o código como se fossem pessoas completamente desequilibradas, que buscam impedir o progresso e o desenvolvimento do país. Não contentes com todo o apoio que recebem da usina ideológica midiática, os latifundiários e os capatazes das grandes transnacionais que já dominam boa parte das terras brasileiras, ainda se dão ao luxo de usar velhos expedientes, como o frio assassinato, para fazer valer aquilo que consideram como seu direito: destruir tudo para auferir lucros privados.  &lt;p align="justify"&gt;Assim, nos exatos dias de votação do novo código, jagunços fuzilam Zé Claudio, conhecido defensor da floresta amazônica. Matam ele e a mulher, porque os dois incomodavam demais com esse papo verde de preservar as árvores. Discursos tolo, dizem, de quem emperra a distribuição da riqueza, deles próprios, é claro. E o assassinato acontece, sem pejo, no mesmo dia em que os deputados discutem como fazer valer – para eles – os seus 30 dinheiros sujos de sangue. &lt;p align="justify"&gt;Imagens diferentes, mas igualmente desoladoras. De um lado, a floresta devastada e as vidas ceifadas à bala, do outro a tal da “casa do povo”, repleta de gente que representa, no mais das vezes, os interesses escusos de quem lhes enche o bolso. Pátria? País? Desenvolvimento? Progresso? Bobagem! A máxima que impera é do conhecido personagem de Chico Anísio, o deputado Justo Veríssimo: eu quero é me arrumar! &lt;p align="justify"&gt;No projeto construído pelo agronegócio só o que se contempla é o lucro dos donos das terras, dos grileiros, dos latifundiários. Menos mata preservada, legalização da destruição, perdão de todas as dívidas e multas dos grandes fazendeiros. Assim é bom falar de progresso. Progresso de quem, cara pálida? Ao mesmo tempo, os “empresários” do campo, incapazes de mostrar a cara, lotam as galerias com a massa de manobra. Pequenos produtores que acreditam estar defendendo o seu progresso. De que lhes valerá alguns metros a mais de terra na beira de um rio se na primeira grande chuva, o rio, sem a proteção da mata ciliar, transborda e destrói tudo? Que lógica tacanha é essa que impede de ver que o homem não está descolado da natureza, que o homem é natureza. &lt;p align="justify"&gt;Que tamanha descarga de ideologia os graúdos conseguem produzir que leva os pequenos produtores a pensar que é possível dominar a natureza, como se ao fazer isso não estivessem colocando grilhões em si mesmo? Desde há muito tempo – e gente como Chico Mendes, irmã Doroty e Zé Claudio já sabia -&amp;nbsp; que o ser humano só consegue seguir em frente nesta terra se fizer pactos com as outras forças da natureza. E que nestes pactos há que se respeitar o que estas forças precisam sob pena de ele mesmo (o humano) sucumbir.  &lt;p align="justify"&gt;O novo código florestal foi negociado dentro das formas mais rasteiras da política. Por ali, na grande casa de Brasília, muito pouca gente estava interessa em meio ambiente, floresta, árvore, rio, pátria, desenvolvimento. O negócio era conseguir cargo, verba, poder. Que se danem no inferno pessoas como Zé Cláudio, que ficam por aí a atrapalhar as negociatas.&amp;nbsp; Para os que ali estavam no plenário da Câmara gente como o Zé e sua esposa Maria não existem. São absolutamente invisíveis e desnecessárias. Haverão de descobrir seus assassinos, talvez prendê-los por algum tempo, mas, nas internas comemorarão: menos um, menos um. &lt;p align="justify"&gt;Assim, por 410 x 63, venceram os destruidores. Poderão desmatar a vontade num tempo em que o planeta inteiro clama por cuidado. Furacões, tsunamis, alagamentos, mortes. Quem se importa? Eles estarão protegidos nas mansões. Não moram em beiras de rio. Dos 16 deputados federais de Santa Catarina apenas Pedro Uczai votou não. Até a deputada Luci Choinacki, de origem camponesa, votou sim, contrariando tudo o que sempre defendeu.  &lt;p align="justify"&gt;Então, na mesma hora em que a floresta chorava por dois de seus filhos abatidos a tiros, os deputados celebravam aos gritos uma “vitória” sobre o governo e sobre os ecologistas. Daqui a alguns dias se verá o tipo de vitória que foi. Mas, estes, não se importarão. Não até que lhes toque uma desgraça qualquer. O cacique Seatlle, da etnia Suquamish, já compreendera, em 1855, o quanto o capitalismo nascente era incapaz de viver sem matar: “Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende”. &lt;p align="justify"&gt;Zé Claudio e Maria eram assim, vistos como “selvagens que nada compreendem”. Mas, bem cedo se verá que não. Eles eram os profetas. Os que conseguiam ver para além da ganância. Os que conseguiam estabelecer uma relação amorosa com a terra e com as forças da natureza. Eles caíram à bala. E os deputados vende-pátria, quando cairão? &lt;p align="justify"&gt;Já os que gritam e clamam por justiça, não precisam esmorecer. Perdeu-se uma batalha. A luta vai continuar. Pois, se sabe: quem luta também faz a lei. Mas a luta não pode ser apenas o grito impotente. Tem de haver ação, organização, informação, rebelião. Não só na proteção do verde, mas na destruição definitiva deste sistema capitalista dependente, que superexplora o trabalho e a terra. É chegada a hora de uma nova forma de organizar a vida. Mas ela só virá se as gentes voltarem a trabalhar em cada vereda deste país, denunciando o que nos mata e anunciando a boa nova.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;* Elaine Tavares escreve em: &lt;p&gt;Existe vida no Jornalismo &lt;p&gt;Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com &lt;p&gt;América Latina Livre - www.iela.ufsc.br &lt;p&gt;Desacato - www.desacato.info &lt;p&gt;Pobres &amp;amp; Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com &lt;p&gt;Agencia Contestado de Noticias Populares - www.agecon.org.br&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5200551555396520009?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5200551555396520009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5200551555396520009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5200551555396520009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5200551555396520009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/05/aprovada-destruicao-que-fazer.html' title='Aprovada a destruição. Que fazer?'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5013787264273801197</id><published>2011-04-20T00:18:00.001-03:00</published><updated>2011-04-20T00:18:24.372-03:00</updated><title type='text'>Sejamos menos selvagens e mais índios</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Há 519 anos, os legítimos donos dessas terras, que os forasteiros ousaram chamar de América, são explorados e dizimados pelos homens brancos e “civilizados”. Os povos originários que aqui viviam – e tentam viver – perderam não somente milhares de vidas, mas também a soberania e o direito a viver na terra que sempre foi deles.Terra não no sentido mercantil da palavra – pedaço de chão que pode ser vendido e comprado. Mas Terra enquanto Mãe. Provedora de vida, Pachamama.  &lt;p align="justify"&gt;Desde então, o que lhes resta, quando muito, é um consolo que pode também ser chamado de reserva indígena. Enquanto isso, a casa, a terra, a Pachamama é violentada e estuprada pelos “não-selvagens”, os homens “civilizados”. Civilizados esses que exploram a própria mãe. O que antes era sagrado passou a ser vendável. O que era de todos, passou a ter dono. E poucos. O homem civilizado agora é dono da terra e, não, parte dela como os povos originários que a habitavam. O culto à natureza passou a ser proibido e em seu lugar surgia o culto ao deus mercado.  &lt;p align="justify"&gt;Bendito seja o “desenvolvimento” que transformou a Terra em objeto do homem, em propriedade privada. O cordão umbilical foi rompido. Natureza e homem tornaram-se elementos separados. A Terra que para os índios era um ser vivo, cíclico e interdependente tornou-se mercadoria.  &lt;p align="justify"&gt;Ao contrário dos indígenas, o homem “desenvolvido” passou a produzir mais do que é capaz de consumir e mais do que a terra pode dar. Perdeu-se o controle do processo. O necessário já não é mais o suficiente. Empobreceu-se o solo, a soberania alimentar ficou ameaçada. À terra restou a tarefa de produzir, produzir e produzir a todo custo – e quanto mais baixo ele for, melhor.  &lt;p align="justify"&gt;Contudo, algumas iniciativas foram tomadas visando à defesa da Terra. Como exemplo, o Estado Plurinacional da Bolívia que aprovou a lei em defesa da Mãe Terra. Mãe porque é a nossa genitora a qual nós não vendemos, não envenenamos e não exploramos. Da nossa mãe a gente cuida. E assim fazem os índios. As áreas mais preservadas, não por acaso, pertencem a territórios indígenas. Todavia, embora tenham tanta sabedoria em relação à natureza, os povos originários ainda são vistos como selvagens e atrasados. Os são porque hoje em dia só é civilizado e desenvolvido aquele indivíduo que consome: &lt;i&gt;Consumo, logo existo.&lt;/i&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas o dito homem “civilizado” é inteligente. Transborda nas aldeias indígenas inúmeros produtos industrializados, além de transformar os índios em mão de obra barata, baratíssima ou escrava. É o desenvolvimento e o progresso chegando às comunidades indígenas.  &lt;p align="justify"&gt;Mas esse não é, ao contrário do que apregoa-se, o único modelo de vida, de produção e de consumo. É preciso que sejamos mais índios. Que aprendamos com eles como viver em plenitude; em harmonia com a natureza. Retornar à Mãe Terra é retomar os vínculos com a natureza. Não apenas explorá-la em nosso favor. É preciso romper com a “globo-colonização” que nos impôs um único modelo de sociedade. É preciso voltar ao útero de nossa mãe.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5013787264273801197?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5013787264273801197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5013787264273801197' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5013787264273801197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5013787264273801197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/sejamos-menos-selvagens-e-mais-indios.html' title='Sejamos menos selvagens e mais índios'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-8143403520723349979</id><published>2011-04-18T15:17:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T15:17:03.440-03:00</updated><title type='text'>Conferência com Frei Betto: Imaginário, Futuro e Utopia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Conferência com Frei Betto, frade dominicano e escritor reconhecido no Brasil e no exteriorior por sua trajetória como intelectual e militante político, comprometido com as ideias de libertação e emancipação popular. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TayAGpLFmyI/AAAAAAAAAds/Z_BBLgX0WP4/s1600-h/fbetto_jerusalem%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img title="fbetto_jerusalem" border="0" alt="fbetto_jerusalem" align="right" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TayAHduCb7I/AAAAAAAAAdw/gH5BYB-TbaE/fbetto_jerusalem_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="264" height="157"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TayAGpLFmyI/AAAAAAAAAds/Z_BBLgX0WP4/s1600-h/fbetto_jerusalem%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dia 19 de abril, terça-feira, às 19h30.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sala de Leitura - 2º andar. SESC Pinheiros - Rua Paes Leme, 195.&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acesso livre até a capacidade do local.&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;Entrevista com Frei Betto via site &lt;a href="http://revolucoes.org.br/v1/"&gt;Revoluções&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Projeto Revoluções -&amp;nbsp; Podemos dizer que a relação entre Revoluções Sociais e Religião está repleta de controvérsias. É famosa a crítica de Marx ao pensamento teológico vigente no idealismo alemão, de que a “religião é o ópio do povo”. Por outro lado, autores como Walter Benjamin ou Ernest Bloch, contrários ao economicismo marxista de seu tempo, procuram recuperar elementos da crítica social na teologia. No caso brasileiro, podemos dizer que a religião ocupa um lugar paradoxal. Por um lado, obstrui os diálogos necessários com verdades universais (vejamos algumas manifestações exageradas de religiosos sobre o aborto quando apresentado o PNDH-3). Por outro lado, e podemos ver isso muito em sua trajetória, elementos como as pastorais estão e estiveram presentes em diversos momentos do diálogo social, como na luta contra a Ditadura Militar, na configuração da Constituição Federal e seus Estatutos, ou ainda, nos plebiscitos da Dívida Externa. Nesta via de mão dupla, por que a religião dá margem a estas ambiguidades?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frei Betto:&lt;/strong&gt; A religião, como qualquer outra instituição social (família, universidade, partido político etc) é uma faca de dois legumes... Enquanto houver desigualdade social e luta de classes as instituições, incluída a religião, haverão de refletir essa contradição ou ambigüidade. Isso porque uns se colocam no lugar social dos opressores e, outros, no dos oprimidos. O próprio Marx, ao analisar a religião, é coerentemente dialético, pois diz que ela é “ópio do povo” e também “coração de uma sociedade sem coração”. Ou seja, ela pode expressar o clamor de libertação, como ocorreu em Jesus e sob a ditadura militar no Brasil, como pode expressar a subm,issão, como Bush em seu messianismo contra o “eixo do mal” ou Bin Laden em seu fundamentalismo terrorista.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Projeto Revoluções&amp;nbsp; Sua participação no início do governo Lula foi intensa, sobretudo no que diz respeito a programas que hoje tem reconhecimento internacional, como o primeiro formato do Bolsa Família, o outrora “Fome Zero”. Fala-se muito de que, a partir de programas de distribuição de renda como estes, uma nova classe média está se formando no país. Deste modo, o senhor compartilha da opinião de que com o Bolsa Família houve uma absorção de direitos fundamentais que o Fome Zero ainda não dava conta? E ainda, o senhor acredita que tais programas alimentam mais o “fetiche” do consumo ou fortalece a solidariedade entre os beneficiários?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frei Betto:&lt;/strong&gt;O Fome Zero, como descrevo no livro “Calendário do Poder” (Rocco), era um programa de caráter emancipatório. O Bolsa Família tem caráter apenas compensatório, sem porta de saída para as famílias que dele dependem. De fato, o Bolsa Família é bom, mas o Fome Zero era ótimo. Foi escanteado pelo próprio governo que o criou por desagradar os prefeitos, o que poderia prejudicar o Planalto eleitoralmente...  &lt;p align="justify"&gt;De fato, as políticas sociais implementadas pelo governo Lula promovem uma vasta distribuição de renda. É muito bom que as pessoas possam comprar, adquirir bens, aquecer a economia. A questão é como evitar a volta da inflação e o estouro da bolha de crédito fácil... É evidente que eu gostaria que tais programas tivessem também uma dimensão pedagógica para evitar o consumismo. De certo modo isso foi feito através da Rede de Educação Popular organizada a partir da Presidência da República, porém pouco conhecida. No livro citado esclareço o que se trata.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Projeto Revoluções: Muito se fala de que o Brasil precisa crescer economicamente para enfrentar os desafios de seu novo papel no plano internacional. Isto significa a industrialização do território como também a busca de recursos naturais que forneçam energia e matéria-prima para este salto. Em contrapartida ao discurso do progresso sem freios, percebemos um fortalecimento das críticas ecológicas, de um “ecossocialismo”, que tomam para si não apenas a defesa do meio ambiente, como também a voz das vítimas deste processo sem limites (como os moradores desabrigados pela construção de barragens, as comunidades isoladas no interior das matas etc.). Deste modo, quando o senhor se depara com conflitos de interesse como este, que dispositivos utiliza para defesa dos movimentos sociais? Como é sua práxis?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frei Betto:&lt;/strong&gt; Não me agrada esse modelo neodesenvolvimentista refletido no PAC. Pouco se fala em sustentabilidade e menos ainda se faz. Basta ver a aprovação, a toque de caixa, de construções de usinas hidreléticas. Vide Belo Monte e a rebelião em Jirau. Tudo isso deveria fazer o governo repensar seus conceitos de desenvolvimento. Daí a importância de os movimentos sociais enfatizarem o ecossocialismo, a qualidade de vida acima da quantidade de bens, na linha do conceito indígena andino de “sumak kawsay”, o bem viver sem consumismo e prejuízo ao meio ambiente. A questão ambiental não faz distinção de classe e se reflete em todas as dimensões de nossas vidas. Disso discorro no livro, em parceria com Marcelo Barros, “O amor fecunda o Universo – ecologia e espiritualidade” (Agir).  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Projeto Revoluções: No cenário internacional, a década passada revisitou o conceito de “choque de civilizações”, pensando na incompatibilidade entre Oriente e Ocidente, de modo que o pivô da crise estaria sobretudo no peso religioso. Atualmente, com as manifestações dos conflitos árabes, é possível pensar que este paradigma do “choque” se tornou questionável? Neste caso, o senhor acredita que a religiosidade atrapalha ou auxilia no avanço de uma ampliação de direitos entre os povos árabes?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frei Betto:&lt;/strong&gt; É uma falácia atribuir à religiosidade a causa de conflitos. A questão é de classes, de direitos humanos, de relações de gêneros. Fundamentalistas existem em todas as religiões, no Oriente e no Ocidente, no islamismo e no cristianismo, como também na arte e na ciência. Os povos árabes querem é democracia, emancipação da mulher, acesso à informação. Ninguém ali está brigando por mais ou menos religião, e sim contra o intervencionismo ocidental (Iraque e Afeganistão) ou contra ditadores e governos autocráticos.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Projeto Revoluções&amp;nbsp; Diversos são os relatórios de organizações de direitos humanos que apontam no Brasil a grave crise jurídica no que diz respeito ao Estado policial. De acordo com dados do próprio Ministério da Justiça, é visível que a maior parcela dos condenados à “pena de morte das ruas” são jovens, negros e pobres. De novidade, podemos apontar programas de integração social como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP´s) instauradas nas comunidades pobres. Como o senhor considera isso: os movimentos sociais estão finalmente conquistando espaço junto aos órgãos de segurança, ou estão sendo dissolvidos pelo discurso policial?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frei Betto:&lt;/strong&gt;Em muitas regiões do Brasil, em especial Rio de Janeiro, os movimentos sociais tiveram suas lideranças cooptadas pelo poder público e o vácuo foi ocupado pelo narcotráfico e pelas milícias. Nossos governo têm enorme dificuldade de reconhecer a autonomia dos movimentos sociais e manterem com eles relações de alteridade. Ou tentam cooptar ou segregar, desacreditar. É isso que impede a população, agredida pela violência policial, de reagir à altura. E violência policial não é só milícia ou atirar antes de perguntar... É também aceitar propina, entrar na corrupção etc.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Projeto Revoluções: Pensando menos no presente e mais no que virá: o senhor considera que, como previu Stefan Zweig, o Brasil é um “país do futuro”? Ou seja, esta é uma “utopia concreta” ou um devaneio de um sonhador?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frei Betto:&lt;/strong&gt; Acho uma bobagem isso de país do futuro. Zweig predisse e Obama declarou que o Brasil já chegou ao futuro... de quê? Do neoliberalismo? Não quero o Brasil como país do futuro e sim como país de justiça social, livre da fome e da miséria, país de liberdade e paz, sem trabalho escravo, devastação ambiental e ilhas de prosperidade cercadas de exclusão social por todos os lados.  &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;Carlos Alberto Libânio Christo, o &lt;strong&gt;Frei Betto&lt;/strong&gt;, nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1944. Frade dominicano e escritor, autor de 51 livros editados no Brasil e no exterior, estudou Jornalismo, Antropologia, Filosofia e Teologia. Desde 2007, é membro do Conselho Consultivo da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, além de ser sócio fundador do Programa Educação para Todos. Com seu livro de memórias Batismo de Sangue (Rocco), recebeu o Prêmio Jabuti em 1982. Também foi condecorado com o Prêmio de Direitos Humanos da Fundação Bruno Kreisky (1987), em Viena, e com a Medalha Chico Mendes de Resistência (1988), concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais por sua luta em prol dos direitos humanos.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-8143403520723349979?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/8143403520723349979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=8143403520723349979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8143403520723349979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8143403520723349979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/conferencia-com-frei-betto-imaginario.html' title='Conferência com Frei Betto: Imaginário, Futuro e Utopia'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TayAHduCb7I/AAAAAAAAAdw/gH5BYB-TbaE/s72-c/fbetto_jerusalem_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-9026352371282021232</id><published>2011-04-18T13:57:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T15:22:09.655-03:00</updated><title type='text'>O dia da luta campesina pelo mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tumbaron tantos,corrió la sangre,llovieron llantos. Hoy por vuestras muertes gritamos con vida. Pues nuestro grito es vuestra resurección (&lt;/em&gt;&lt;a href="http://twitter.com/#!/huaynachasky"&gt;Huayna Chasky&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:4c479708-d4e2-4ba7-8de2-8c17a01e539a" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jMr-ECy57zE&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jMr-ECy57zE&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um dia de luta e resitência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mais de 100 acontecimentos &lt;a href="http://viacampesina.org/sp/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=1173:lista-de-las-actiones-mundiales-por-el-17-de-abril&amp;amp;catid=26:17-de-abril-dde-la-lucha-campesina&amp;amp;Itemid=33"&gt;(veja aqui)&lt;/a&gt; celebraram o dia da luta campesina pelo mundo, em defesa da agricultura campesina e da soberania alimentar. O dia 17 de abril foi declarado como “Dia Internacional da Luta Camponesa” após o massacre ocorrido em Eldorado dos Carajás (Pará), em 1996, no qual 29 companheiros do Movimento dos Sem terra foram assassinados. Entretanto, esse não foi o único e, infelizmente, não será o último ataque a movimentos campesinos. Em 1997, cinco camponeses bolivianos foram assassinados em Cochabamba, Bolivia, por defenderem os direitos de &lt;em&gt;Pachamama &lt;/em&gt;(Mãe Terra) e ao direito de plantio soberano da folha de coca. Entre eles, uma mulher e uma criança.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-9026352371282021232?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/9026352371282021232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=9026352371282021232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/9026352371282021232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/9026352371282021232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/o-dia-da-luta-campesina-pelo-mundo.html' title='O dia da luta campesina pelo mundo'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6925008978005263590</id><published>2011-04-17T21:51:00.001-03:00</published><updated>2011-04-17T21:51:27.191-03:00</updated><title type='text'>Eldorado dos Carajás</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TauLCzLJlnI/AAAAAAAAAdk/uq1-I2F2kvA/s1600-h/Eldorado_dos_Carajas_massacre_Latuff%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Eldorado_dos_Carajas_massacre_Latuff" border="0" alt="Eldorado_dos_Carajas_massacre_Latuff" src="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TauLDrC47mI/AAAAAAAAAdo/lZmAPUjAOzI/Eldorado_dos_Carajas_massacre_Latuff_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="554" height="357"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Disparos. Gritos. Dolor. Silencio. Rompimos el silencio. Por Carajás gritamos. Gritamos como ayer y siempre.Por Justicia,Tierra y Libertad. &lt;a href="http://twitter.com/huaynachasky"&gt;Huayna Chasky&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6925008978005263590?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6925008978005263590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6925008978005263590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6925008978005263590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6925008978005263590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/eldorado-dos-carajas.html' title='Eldorado dos Carajás'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TauLDrC47mI/AAAAAAAAAdo/lZmAPUjAOzI/s72-c/Eldorado_dos_Carajas_massacre_Latuff_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-135102828495956791</id><published>2011-04-17T19:01:00.001-03:00</published><updated>2011-04-17T19:01:29.665-03:00</updated><title type='text'>O MST</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sebastião Salgado os fotografou. Chico Buarque os cantou. José Saramago os escreveu: cinco milhões de famílias de camponeses sem-terra deambulam, “vagando entre o sonho e o desespero”, pelas despovoadas imensidões do Brasil.&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TatjNvNEfTI/AAAAAAAAAdc/jBiQi3vA4JU/s1600-h/cartaz%20semana%20camponesa%202011%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 25px 0px 0px 10px" title="cartaz semana camponesa 2011" border="0" alt="cartaz semana camponesa 2011" align="right" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TatjOX-ffII/AAAAAAAAAdg/cvziylv5wE8/cartaz%20semana%20camponesa%202011_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="255" height="484"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Muitos deles se organizaram no Movimento dos Sem-Terra. Desde os acampamentos, improvisados às margens das rodovias, jorra um rio de gente que avança em silêncio, durante a noite, para ocupar os latifúndios vazios. Rebentam o cadeado, abrem a porteira e entram. Às vezes são recebidos a bala por pistoleiros e soldados, os únicos que trabalham nessas terras não trabalhadas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Movimento dos Sem-terra é culpado: além de não respeitar o direito de propriedade dos parasitas, chega ao cúmulo de desrespeitar o dever nacional: os sem-terra cultivam alimentos nas terras que conquistam, embora o Banco Mundial determine que os países do sul não produzam sua própria comida e sejam submissos mendigos do mercado internacional.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Galeano, em “ De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso”. 9ª Ed. Porto Alegre: L&amp;amp;PM, 2007.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-135102828495956791?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/135102828495956791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=135102828495956791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/135102828495956791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/135102828495956791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/o-mst.html' title='O MST'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TatjOX-ffII/AAAAAAAAAdg/cvziylv5wE8/s72-c/cartaz%20semana%20camponesa%202011_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6978731175830890795</id><published>2011-04-16T19:24:00.001-03:00</published><updated>2011-04-16T19:24:55.592-03:00</updated><title type='text'>15 anos do massacre de Eldorado do Carajás</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aMvqegNsI90/Tam0vzZhiVI/AAAAAAAAB0o/s00FfZ1QRbM/s1600/caraj%25C3%25A1s-1.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px 25px 0px 0px; display: inline" border="0" align="left" src="http://4.bp.blogspot.com/-aMvqegNsI90/Tam0vzZhiVI/AAAAAAAAB0o/s00FfZ1QRbM/s320/caraj%25C3%25A1s-1.bmp" width="378" height="267"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Reproduzo artigo de Márcio Zonta, publicado no sítio do jornal &lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/node/6102"&gt;Brasil de Fato&lt;/a&gt;:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Ao andar pelas ruas da vila do assentamento 17 de abril em Eldorado dos Carajás, ainda escutam-se muitas histórias sobre a marcha que culminou no massacre da curva do S, na rodovia PA 150, em Eldorado do Carajás, há 15 anos. Os sobreviventes ainda têm dúvidas quanto ao número oficial de mortos divulgados pelo Estado, pois há crianças, homens e mulheres desaparecidos que não estavam na lista dos mortos e, tampouco, foram encontrados depois. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As marcas do massacre persistem tanto na simbologia da conquista das cinco fazendas, parte das 15 existentes no complexo Macaxeira, quanto no corpo dos mutilados ou na cabeça de muitos que viveram aquele 17 de abril de 1996.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;“Foi a tarde mais sangrenta da minha vida”, recorda Haroldo Jesus de Oliveira, o primeiro sobrevivente a conversar com a reportagem. Quem o vê trabalhando atencioso e calmo na Casa Digital 17 de abril, monitorando jovens e crianças no manuseio da internet, não imagina as recordações que ele guarda. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;“Acordamos felizes naquela manhã do dia 17, pois o Coronel Pantoja, junto a uma comissão, do então governador Almir Gabriel (PSDB), disse que daria os ônibus para que fossemos até Belém, onde pressionaríamos o governo para desapropriação dessas terras. Inclusive, já tínhamos desobstruído a rodovia na noite anterior, já que esse era nosso acordo, e preparado a alimentação para as famílias que participavam da marcha”, diz Oliveira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Onze horas da manhã venceu o prazo do acordo, e em vez de chegarem os ônibus, que levariam cerca das 1,8 mil famílias da marcha, chegou o batalhão da Polícia Militar, o que fez com que as famílias retomassem a estrada. “Eu me lembro como se fosse hoje. Estávamos de prato na mão, almoçando, sob uma chuvinha leve, um sereninho bom. Muitos homens começaram a descer dos ônibus da polícia e montar o acampamento, por volta de três da tarde, e ficaram cerca de 90 minutos preparando-se, como se fossem para uma guerra”, relata Oliveira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Depois de estabelecidos os policiais no local, a mesma comissão disse que não providenciaria os ônibus e que tinha ordens do governador para retirar as famílias da via. “Nós nunca pensamos que poderia acontecer aquilo. Perto das 17 horas, começaram a jogar bombas de efeito moral contra as pessoas e a atirar no chão. Pessoas tomavam tiros nas pernas e caiam. Mas aqueles que iam para cima, eles atiravam no peito mesmo”. A carnificina começou naquele momento e pelas contas de Oliveira durou cerca de cinquenta minutos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;“Tive que sair pelo chão me arrastando para o miolo de gente junto à água da chuva, que se misturava com sangue, tinha muita gente no asfalto ferida, gritando, chorando...”, lembra emocionado Oliveira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;b&gt;Premeditado&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Amanhece no assentamento 17 de abril e, enquanto, muitos agricultores já estão na roça, as 7h, começa a entrada das crianças na escola que leva o nome de Oziel Alves Pereira, sem-terra de 17 anos espancado até a morte no hospital pelos policiais, por gritar palavras de ordem do MST, na noite do dia 17 de abril, em Curianópolis (PA), para onde foram levados os feridos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Zé Carlos, companheiro de linha de frente junto a Oziel no dia do massacre, confere a mochila do filho na frente da escola, passa algumas recomendações e o beija ao se despedir. Sobre o dia da chacina, que lhe custou uma bala alojada na cabeça e a perda de um olho, Zé Carlos é enfático: “Utilizaram-se de táticas de guerra”. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Zé lembra que um caminhão que estava parado na estrada, por causa do bloqueio, foi oferecido às famílias como proteção. “O motorista chegou e disse: ‘vou atravessar esse caminhão na pista para ajudar vocês’. Mas estranhamente toda a ação policial iniciou-se atrás desse veículo, sendo o escudo principal deles, tapando nossa visão. Foram os policiais que pediram”, garante.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Zé conta que os policiais vinham do sentido de Parauapebas e Marabá, ambas cidades paraenses interligadas pela rodovia, além dos que saíam do meio da mata dos dois lados da pista. “Nos cercaram para matar mesmo, pois vinham de todas as direções atirando”. &lt;br&gt;Segundo Zé, é difícil para quem esteve no dia aceitar o número de apenas 21 mortos ditos pelo Estado.“Isso é brincadeira. Morreu muita gente, entre homens, mulheres e crianças. Vi muita gente morta, não pode ser, Tenho até medo de falar, deixa isso para lá. Mas garanto que foi muito mais”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;b&gt;Ao apagar das luzes&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Como se um espetáculo tivesse acabado, ao anoitecer no dia 17 de abril, as luzes do município de Eldorado do Carajás foram apagadas e seu cenário de morte, desmontado. Essa é a sensação que teve a jovem Ozenira Paula da Silva, com 18 anos na época do acontecido. “Apagaram as luzes para desmontar o que tinham feito, para limparem a via. Jogavam corpos e mais corpos em caçambas de caminhão, que tomavam rumos diferentes”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Após os primeiros disparos, Ozenira só teve tempo de pegar os seus três filhos, todos com menos de cinco anos, e correr para a mata ao lado, percebendo momentos depois que tinha sido baleada na perna esquerda, na altura da coxa. “Tinha muita gente escondida na mata, próximo às margens da rodovia e foi justamente essas pessoas que viram muitos corpos sendo desviados para fora do caminho do Instituto Médico Legal (IML), de Marabá, para onde eram levados os mortos”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Ozenira diz que algo lhe intriga até hoje. “Depois que terminou a matança, uma criança branquinha de uns dois anos foi achada na escuridão do mato, aos prantos, por uma mulher que procurava seus familiares. Essa mulher a recolheu. Sei que essa criança viveu com ela bastante tempo em Curianópolis, mas depois perdi o contato”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Onde estariam os pais da criança naquela noite? Ozenira responde: “Não tenho como provar, mas tenho quase certeza que estavam em algum caminhão de remoção de cadáveres”, finaliza.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;b&gt;O massacre continua&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Poucos mutilados receberam seus direitos de indenização e até hoje, quinze anos depois, muitos nem recebem a pensão mensal de R$ 346. Ozenira é uma delas. “Fui atendida no hospital apenas no dia do acontecido, depois nunca mais tive atendimento médico, tenho dias de dores horríveis e outros de dormência na perna”, conta.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Já Zé, hoje aos 32 anos, foi um dos únicos a receber, em 2008, uma indenização de R$ 85 mil reais, mais a pensão mensal no valor citado acima. Hoje vive do que seus irmãos plantam em seu lote, já que tem dificuldades para trabalhar em função das sequelas do tiro na cabeça.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Mas, um caso em especial entre os mutilados chama a atenção. Mirson Pereira, um dos únicos que conseguiu uma cirurgia, no Hospital Regional de Marabá, para retirar uma bala alojada na perna esquerda. “Pensei que seria o fim das dores, mas quando voltei da sala de cirurgia o médico disse que havia errado e feito o corte na perna errada, disse que no outro dia realizaria o procedimento na perna certa, mas desisti, fiquei com medo e saí do hospital”. Pereira continua com a bala na perna e ainda aguarda sua indenização.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;O descaso do Estado brasileiro em relação ao massacre de Eldorado dos Carajás já gerou contra o governo um processo, em 1998, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, feita pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL). “O governo brasileiro agiu de duas formas quando foi notificado pela entidade internacional. Primeiramente, culpou os próprios marchantes pelo ocorrido e, num segundo momento, por força da opinião pública, disse que já fazia coisas no assentamento, o que compensava o ocorrido”, explica Viviam Holzhacker, advogada assistente da CEJIL, que acompanha o caso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;No entanto, por pressão internacional, a advogada diz que o governo brasileiro aderiu a um processo, recentemente, de buscar acordo com os mutilados. “São feitas propostas de ambos os lados até chegar a um acordo. Deve levar mais uns cinco anos para ser resolvido o caso de todos”, explica.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Diante deste imbróglio, na ausência de um tratamento médico adequado que cuide do corpo e da mente dos participantes da marcha, Índio, um dos mutilados, com duas balas alojadas na perna esquerda desabafa: “Aconteceu o massacre em 1996. Mas ele terminou? Não! Pois esse grupo [do assentamento] ficou apenas porque o Estado não deu conta de matar no dia. Ficamos para contar a história, sofrer e ir morrendo aos poucos num massacre diário, que só terminará por completo com nossa morte”.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6978731175830890795?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6978731175830890795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6978731175830890795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6978731175830890795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6978731175830890795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/15-anos-do-massacre-de-eldorado-do.html' title='15 anos do massacre de Eldorado do Carajás'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aMvqegNsI90/Tam0vzZhiVI/AAAAAAAAB0o/s00FfZ1QRbM/s72-c/caraj%25C3%25A1s-1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-1111097659384466148</id><published>2011-04-10T19:58:00.002-03:00</published><updated>2011-04-10T20:15:44.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Boff'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia'/><title type='text'>A era ecocida</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Leonardo Boff  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TaI6GwpptNI/AAAAAAAAAdI/kE4Lwjui7dc/s1600-h/la%20tierra%20es%20nuestra%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="la tierra es nuestra" border="0" alt="la tierra es nuestra" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TaI6HRNo3VI/AAAAAAAAAdM/ltMX75IgpwQ/la%20tierra%20es%20nuestra_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="384" height="228"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;No processo conhecido como hominização, o ser humano se deu os instrumentos de sua própria destruição. Além de termos sido suicidas, homicidas e etnocidas, agora começamos a ser ecocidas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A era ecocida &lt;b&gt;São Paulo&lt;/b&gt; - A lógica do capital, como modo de produção e como cultura, é essa: produzir acumulação mediante a exploração - da força do trabalho das pessoas, pela dominação de classes, pelo submetimento dos povos e, finalmente, pela pilhagem da natureza. Uma análise mesmo superficial entre ecologia e capitalismo identifica uma contradição básica. Onde impera a prática capitalista se envia ao exílio ou ao limbo a preocupação ecológica. Ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível. Se, apesar disso, a lógica do capital assume o discurso ecológico... ou é para obter lucro, ou para espiritualizá-lo e assim esvaziá-lo ou simplesmente para impossibilitá-lo e, portanto, destruí-lo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O capitalismo não só quer dominar a natureza, mas arrancar tudo dela, depredá-la. Hoje, pela unificação do espaço econômico mundial nos moldes capitalistas, o saque sistemático do processo industrial contra a natureza e contra a humanidade, torna o capitalismo claramente incompatível com a vida. Coloca-se assim uma bifurcação: ou o capitalismo triunfa ao ocupar todos os espaços como pretende e então acaba com a ecologia e põe em risco o sistema-Terra ou triunfa a ecologia e destrói o capitalismo ou o submete a tais transformações e reconversões que não possa já ser reconhecível como tal. Desta vez não há uma arca de Noé que salve alguns e deixe perecer os demais. Ou nos salvamos todos ou pereceremos todos. O capitalismo produziu também uma cultura, derivada de seu modo de produção, assentada na exportação e pilhagem. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sem uma cultura capitalista que veicula as mil razões justificadoras da ordem do capital, o capitalismo não sobreviveria. A cultura capitalista exalta o valor do indivíduo, garante a ele a apropriação privada da riqueza, feita pelo trabalho de todos, coloca como mola de seu dinamismo a concorrência de todos contra todos, tenta maximalizar os ganhos com o mínimo investimento possível , procura transformar tudo em mercadoria para ter sempre benefícios, instaura o mercado, hoje mundializado, como o mecanismo articulador de todos os processos de produção, de concorrência e de distribuição. Se alguém buscar solidariedade, respeito às alteridades, compaixão e veneração frente à vida e ao mistério do mundo... que não os busque na cultura do capital. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;George Soros, um dos maiores especuladores das finanças mundiais e profundo conhecedor da lógica da acumulação sem piedade (vive disso), afirma claramente em seu livro &lt;i&gt;The Crisis of Global Capitalism&lt;/i&gt; que o capitalismo mundialmente integrado ameaça todos os valores societários democráticos, pondo em risco o futuro das sociedades humanas. Queremos mostrar como o capitalismo, como modo de produção e como cultura, inviabiliza a ecologia tanto ambiental como social. Comecemos com a ecologia ambiental. A este respeito, as hipóteses sobre o futuro da Terra são dramáticas. Grandes analistas confessam que o tempo atual se assemelha muito às épocas de grande ruptura no processo de evolução, épocas caracterizadas por extinções em massa. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Efetivamente, a humanidade se encontra diante de uma situação inaudita. Deve decidir se quer continuar vivendo, ou se prefere sua própria auto-destruição. Por primeira vez no processo conhecido como hominização, o ser humano se deu os instrumentos de sua própria destruição. Criou-se o princípio de auto-destruição que tem no princípio de responsabilidade e de cuidado sua contrapartida. De agora em diante a existência da biosfera estará à mercê da decisão humana. Para continuar vivendo o ser humano deverá positivamente querê-lo. Os indicadores são alarmantes. Deixam pouca margem de tempo para as mudanças necessárias. Estimativas otimistas estabelecem a data-limite o ano 2030-2034. A partir daí, se não forem tomadas medidas urgentes e eficazes, a sustentabilidade de sistema-Terra , já não estará garantida. Entre outros, três são os nós problemáticos criados pela ordem do capital, que devem ser desatados: o nó do esgotamento dos recursos, o da sustentabilidade da Terra e o nó da injustiça social mundial. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;O nó da exaustão dos recursos naturais&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A cada dia desaparecem para sempre 10 espécies de seres vivos. Desde a época do desaparecimento dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, nunca se viu um extermínio tão rápido. Com esses seres vivos desaparece para sempre uma biblioteca de conhecimentos que a natureza sabiamente havia acumulado. A partir de 1972 a desertificação no mundo cresceu igual ao tamanho de todas as terras cultivadas da China e da Nigéria juntas. Perdeu-se cerca de 480 milhões de toneladas de solo fértil, uma superfície equivalente às terras agricultáveis da Índia e da França juntas. 65% das terras que um dia foram cultiváveis, atualmente já não o são. A metade das florestas existentes no mundo em 1950 foi abatida. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Só nos últimos 30 anos foram derrubados 600 mil km2 de floresta amazônica brasileira, o equivalente à Alemanha unida, ou a duas vezes o Zaire. As imensas reservas naturais de água, formadas ao longo de milhões e milhões de anos, neste século passado foram sistematicamente bombeados e estão próximos à exaustão. A água potável já é um dos recursos naturais mais escassos, pois somente 0,7% de toda a água doce é acessível ao uso humano. Haverá guerras pelas fontes de água potável. Por detrás deste processo de pilhagem, se oculta uma imagem reducionista da Terra. Ela é vista somente como um reservatório morto de recursos a serem explorados. Não é respeitada em sua alteridade e autonomia nem se lhe reconhece nenhuma sacralidade. Muito menos ainda é amada como um superorganismo vivo, a Grande Mãe dos antigos, a Pacha Mama dos nossos indígenas e a Gaia dos cosmólogos. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;O nó da sustentabilidade da Terra&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quanta agressão a Terra agüenta sem desestruturar-se? As 60 mil armas nucleares construídas, se explodirem poderão causar um inverno nuclear. As finas partículas de fumaça das grandes queimadas por elas produzidas, junto com os elementos radioativos injetados na atmosfera, escureceriam e resfriariam a Terra de forma mais intensa que nas eras glaciais do pleistoceno. Haveria um colapso da humanidade e de todo o sistema de vida, conseqüências perversas sempre descuidadas pelas potências militaristas. Outra ameaça importante é representada pelo aquecimento crescente da Terra. É o assim chamado efeito estufa. A queima de petróleo, de carvão e das florestas, libera o dióxido de carbono que aquece a atmosfera. No último século a temperatura da Terra aumentou entre 0,3 e 0,6ºC. Para os próximos 100 anos calcula-se um aumento de 1,5ºC a 5,5ºC. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Tais mudanças provocarão desastres descomunais, como secas e degelo das calotas polares. As inundações das costas marítimas, onde vivem 60% da população mundial, causariam milhões de vítimas. Que capacidade tem a Terra face a tantas agressões produzidas primordialmente pelo modo de produção capitalista? Teme-se que o efeito acumulativo das agressões chegue a um ponto crítico tal que quebre o equilíbrio físico-químico-biológico da Terra. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;O nó da injustiça social mundial&lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Passemos à ecologia social: quanta injustiça e violência agüentam o espírito humano? É injusto e sem piedade que, na atual ordem do capital mundializado, 20% da humanidade detenham 83% dos meios de vida (em 1970 eram 70%) e 20% mais pobre tenham que contentar-se com apenas 1,4% (em 1960 era 2,3%) dos recursos. Este cataclismo social não é inocente nem natural. É resultado direto de um tipo de desenvolvimento que não mede as conseqüências sobre a natureza e sobre as relações sociais. Por isso constitui uma armadilha do sistema capitalista o chamado “desenvolvimento sustentável”, que evidencia uma contradição em seu próprio nome. A categoria “desenvolvimento” é tirada da área da economia capitalista. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O desenvolvimento capitalista (deveríamos dizer o crescimento) é profundamente desigual: cria acumulação apropriada por uns poucos à custa da exploração e do prejuízo das grandes maiorias. Esse crescimento pretende ser linear e sempre crescente. A categoria “sustentabilidade” provém de outro âmbito: da biologia e da ecologia. Significa capacidade que um ecossistema possui de incluir a todos, de manter um equilíbrio dinâmico que permita a subsistência da maior biodiversidade possível, sem explorar nem excluir. Como se vê, sustentabilidade e desenvolvimento capitalista se negam mutuamente; não combinam os interesses da produção humana com os interesses da conservação ecológica; pelo contrário, se negam e destroem. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que se precisa é de uma sociedade sustentável que se dê a si um desenvolvimento que satisfaça as necessidades de todos, e do entorno biótico. Que o planeta seja sustentável e possa manter seu equilíbrio dinâmico, refazer suas perdas e manter-se aberto a ulteriores formas de desenvolvimento. Além de termos sido, no passado, suicidas, homicidas e etnocidas, agora começamos a ser ecocidas. O capitalismo não nos levará a sermos, em breve, também geocidas? Mas uma esperança nos acompanha: em sua história, a Terra passou por cerca de 15 grandes extermínios. Sempre saiu com mais energia e biodiversidade. Agora não será diferente. Superaremos a enfermidade do capitalismo com a solidariedade, a cooperação e as interdependências assumidas, pois elas garantiram o futuro da Terra. E garantirão também nosso futuro. &lt;br&gt;__________________&lt;br&gt;&lt;b&gt;Leonardo Boff Teólogo Este artigo foi publicado originalmente em Ecoportal&lt;b&gt; .&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-1111097659384466148?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/1111097659384466148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=1111097659384466148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1111097659384466148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1111097659384466148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/era-ecocida.html' title='A era ecocida'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TaI6HRNo3VI/AAAAAAAAAdM/ltMX75IgpwQ/s72-c/la%20tierra%20es%20nuestra_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5726564365724792919</id><published>2011-04-10T11:31:00.001-03:00</published><updated>2011-04-10T11:31:18.304-03:00</updated><title type='text'>Outro jornalismo é possível !</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TaG_M06lylI/AAAAAAAAAcY/utGCUy9Wwkg/s1600-h/periodismo-solidario%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="periodismo-solidario" border="0" alt="periodismo-solidario" src="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TaG_NCqhaCI/AAAAAAAAAcc/ttp8ZxqSTyw/periodismo-solidario_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="549" height="354"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5726564365724792919?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5726564365724792919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5726564365724792919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5726564365724792919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5726564365724792919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/outro-jornalismo-e-possivel.html' title='Outro jornalismo é possível !'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TaG_NCqhaCI/AAAAAAAAAcc/ttp8ZxqSTyw/s72-c/periodismo-solidario_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6119341457204081009</id><published>2011-04-09T16:43:00.001-03:00</published><updated>2011-04-09T16:43:42.936-03:00</updated><title type='text'>Começa a agenda de mobilização/2011 do movimento pela democom</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&amp;amp;cont_key=678276"&gt;FNDC&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;O lançamento pela Câmara dos Deputados, dia 19 de abril, da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular, e uma audiência dos movimentos sociais com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no dia seguinte, dão início à agenda nacional de mobilização para o ano de 2011. &lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/i&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nos dias 19 e 20 de abril, em Brasília, ocorrerão atividades importantes para o movimento pela democratização da comunicação. Elas integram a agenda nacional de mobilização preparada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) em parceria com outras entidades, como o Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, o Centro de Estudos Barão de Itararé e a Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub). A agenda tem como objetivo retomar a mobilização da sociedade civil, qualificando e unificando o movimento para debater os projetos do setor. Entre eles destacam-se o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e o novo marco regulatório para as comunicações.  &lt;p align="justify"&gt;Às 14h do dia 19 será lançada oficialmente a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular, da Câmara dos Deputados (&lt;a href="http://frentecom.wordpress.com/"&gt;saiba mais&lt;/a&gt;). Proposta pelos deputados Luiza Erundina (PSB-SP) e Emiliano José (PT-BA) a Frente contará com a participação de entidades da sociedade civil (confira &lt;a href="http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&amp;amp;cont_key=663544"&gt;aqui&lt;/a&gt;).  &lt;p align="justify"&gt;Após o evento haverá a Plenária Nacional do Movimento pela Democratização da Comunicação, com a participação de entidades nacionais e estaduais. A reunião segue na manhã do dia 20, e terá como pautas a conjuntura nacional e nos estados, os pontos prioritários de um plano de ação do movimento e a sua reorganização em nível nacional.  &lt;p align="justify"&gt;No final da tarde as entidades serão recebidas pelo Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Roseli Goffman, representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) na Coordenação Executiva do FNDC, salienta a importância das entidades estarem articuladas e construírem uma pauta conjunta para essa audiência. “Ela precisa ser o mais produtiva possível em relação ao marco regulatório e ao PNBL”, reforça, lembrando que a reunião foi agendada ainda em fevereiro, quando entidades integrantes do FNDC foram recebidas pelo Ministro.  &lt;p align="justify"&gt;A agenda nacional para 2011 conta ainda com um seminário sobre o marco legal das comunicações no dia 06 de maio. Promovido pelo FNDC, o encontro ocorrerá no Rio de Janeiro. Entre os meses de maio e junho, as organizações nos estados devem intensificar a realização de atividades de capacitação dos militantes, pressão social e formulação da plataforma da sociedade civil para o marco regulatório. Durante a XVI Plenária Nacional do FNDC, prevista para ocorrer no próximo semestre, as propostas devem ser consolidadas.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aposta na unidade e na pressão social&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nos últimos dois anos, o movimento esteve pautado pela realização da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e pela disputa eleitoral. Agora o foco deve ser o marco regulatório e dentro dele a implementação das decisões encaminhadas pela Confecom. “Para isso é importante que o movimento esteja unificado e reconstrua a sua mobilização”, afirma o Coordenador Geral do FNDC, jornalista Celso Schröder.  &lt;p align="justify"&gt;O momento também é visto como estratégico para João Brant, da Coordenadoria Executiva do Intervozes. Segundo ele é preciso construir a unidade no movimento de comunicação, com atitudes propositivas. “Por isso é muito propícia a ideia de um calendário de mobilização e de articulação nos estados e no âmbito nacional, para construir uma síntese das propostas da sociedade civil para o novo marco regulatório”, acredita Brant.  &lt;p align="justify"&gt;O lançamento da Frente Parlamentar nesse período reforça a mobilização nacional. “É um momento histórico em que o Congresso se posiciona claramente em favor de medidas de democratização da comunicação”, aponta Brant. Schröder também considera a Frente uma parceira importante nesse momento, mas alerta que o movimento social não pode ser tutelado nem pelo Parlamento, nem pelo Executivo. “Temos que ir para as ruas”, reforça.  &lt;p align="justify"&gt;As forças contrárias à regulamentação do setor estão mais ativas do que nunca, adverte o jornalista. “Após esse ano de silêncio do governo elas se reagruparam, se reorganizaram, e estão de novo enfrentando a tese da regulação com a velha cantilena da censura e do autoritarismo”, assinala. “A palavra de ordem agora deve ser mobilização”, finaliza.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Agenda nacional de mobilização dos movimentos pela democratização da comunicação:&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;19 de abril &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;14h – Lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular.&lt;br&gt;Local: Auditório Nereu Ramos - Câmara dos Deputados&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;17h – Plenária Nacional do Movimento pela Democratização da Comunicação (parte 1). &lt;br&gt;Local: Câmara dos Deputados&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;20 de abril&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;9h30 – Plenária Nacional do Movimento pela Democratização da Comunicação (parte 2). &lt;br&gt;Local: Auditório do Conselho Federal de Psicologia - SAF Sul, Quadra 2, Bloco B, Ed. Via Office, sala 104&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;17h – Audiência com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (agenda a confirmar).&lt;br&gt;Local: Gabinete do Ministério das Comunicações&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;06 de maio&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Seminário sobre marco regulatório, promovido pelo FNDC. &lt;br&gt;Local: Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro (a confirmar)&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Maio/Junho&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Nesse período serão realizadas atividades (atos públicos e debates) nos estados.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Julho/Agosto&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Consolidação das propostas durante XVI Plenária Nacional do FNDC.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6119341457204081009?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6119341457204081009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6119341457204081009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6119341457204081009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6119341457204081009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/04/comeca-agenda-de-mobilizacao2011-do.html' title='Começa a agenda de mobilização/2011 do movimento pela democom'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-883585140018038110</id><published>2011-02-20T14:42:00.001-03:00</published><updated>2011-02-20T14:42:54.328-03:00</updated><title type='text'>Darcy Ribeiro e as perguntas que nunca fiz</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TWFSl08aIxI/AAAAAAAAAcM/COc7uKN2y1k/s1600-h/darcy-ribeiro%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="darcy-ribeiro" border="0" alt="darcy-ribeiro" src="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TWFSnJ50q5I/AAAAAAAAAcQ/F-MFbtyJPvw/darcy-ribeiro_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="414" height="280"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/"&gt;Fonte: Blog “A trincheira”&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nunca perguntei a Darcy Ribeiro se ele costumava cochilar, mas posso assegurar que não. Mesmo breves, seus sonhos seriam profundos. Porque profundos e infinitos em sua ousadia foram seus sonhos. E não se sonha grande com cochilos leves.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Darcy não sonhou pequeno, nunca. E também não se limitou a sonhar um mundo melhor, mais justo e possível. Não ficou nos sonhos, jamais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Foi à vida, foi ao mundo, para torná-los realidade. Conseguiu, algumas vezes. Fracassou em outras. Disse, muitas e muitas vezes, que sentia orgulho de ter sido derrotado lutando pelo que lutou, do que jamais conseguiria sentir se estivesse ao lado dos vencedores.&lt;br&gt;Nunca perguntei a Darcy se ele gostava de contas redondas. Volta e meia penso nisso, quando recordo que por poucos meses ele não chegou aos 75 anos de idade. Nasceu em outubro, morreu em fevereiro.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nove meses separaram Darcy dos 75 anos completos. Curioso isso: nove meses. Uma gestação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Às vezes o que mais me impressionava é a quantidade de coisas que Darcy Ribeiro fez e foi, e aí me parece curto demais o tempo que lhe foi dado para viver.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E seus quase 75 anos de vida ele foi ministro da Educação, ministro-chefe da Casa Civil, vice-governador do Rio de Janeiro, secretário da Cultura do Rio de Janeiro, secretário de Desenvolvimento Social de Minas Gerais. Foi, até o fim, senador da República. E ele, que se dizia e se sabia eterno, conseguiu ainda a proeza de morrer imortal – porque também teve tempo de sacudir o chão da Academia Brasileira de Letras.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Escreveu romances, ensaios antropológicos, ensaios sobre educação, análises críticas da história do Brasil e da América Latina.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Só de artigos, conferências, palestras e ensaios que nunca foram reunidos em livro, há mais de uma centena.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Seus livros de antropologia, principalmente &lt;em&gt;O Processo Civilizatório, As Américas e a Civilização&lt;/em&gt;, e acima de todos &lt;em&gt;O Dilema da América Latina&lt;/em&gt; fizeram de Darcy Ribeiro, ao lado de Celso Furtado, o intelectual brasileiro mais respeitado e influente na América Latina da segunda metade do século XX.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Formaram gerações de intelectuais e acadêmicos do continente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Escreveu histórias infantis e poemas eróticos. Foi indigenista, antropólogo, agitador, romancista, conspirador, mas gostava mesmo é de ser chamado de educador – coisa, aliás, que também foi.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Morreu senador. Darcy Ribeiro adorava ser senador da República.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nunca perguntei a Darcy Ribeiro qual o fascínio que provocava nele o linho branco. Aquele mesmo linho que meu avô José Augusto usava e dizia ter mandado trazer do Panamá, linho 120.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Lembro que no dia em que foi eleito senador, Darcy Ribeiro vestiu um terno branco, de linho formidável, e ficou andando pela sala de seu apartamento em Copacabana, vendo o mar e falando sem parar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Estava descalço.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não consigo tirar da memória essa imagem: Darcy, em casa, em qualquer uma das muitas casas que teve pela vida e pelo mundo, sempre descalço.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Dizia que era por causa de seu sangue índio. Até hoje desconfio que na verdade ele andava descalço para sentir os pés no chão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Naquele tempo, Chico Buarque ainda não havia escrito o verso que diz “é preciso pôr o chão nos pés”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para mim, aquele andar descalço de Darcy de um lado a outro era mais ou menos a antecipação da imagem que Chico criaria anos depois, sem saber disso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nunca perguntei a Darcy Ribeiro se ele se considerava um intelectual peculiar. Não perguntei nem precisei perguntar: evidentemente Darcy era peculiar em tudo que fez, e sabia disso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Jamais se recolheu aos claustros acadêmicos ou da burocracia oficial para de lá ficar olhando a vida ao longe, a realidade transformada em números e estatísticas, a vida como objeto de análise fria, calculada, distante, indolor.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não: Darcy Ribeiro mergulhou fundo, participou de todas as maneiras que pôde da vida política deste país. E quando foi impedido de continuar participando aqui, engajou-se nos países por onde passou o exílio. No Uruguai, no Chile de Allende, no Peru, ao lado do general Velasco Alvarado, nas suas andanças pela Costa Rica, pelo México, pela Venezuela, Darcy Ribeiro não sossegou um só instante.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não, não era homem de cochilos e sonos leves: sonhava grande.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Jamais foi homem de ficar na superfície. Acreditava no poder transformador da realidade. Acreditava na indignação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Seu compromisso básico, o mais perene, chamava-se Brasil. Quis mudar a educação, criando escolas de qualidade para todos; quis salvar os índios, preservando suas culturas e protegendo suas terras; quis mudar a estrutura social que beneficia alguns às custas de todos os outros.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Perdeu.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Num de seus textos mais contundentes, lido quando ele recebeu o título de doutor honoris causa na Sorbonne, em 1978 – foi, aliás o primeiro brasileiro a receber essa honraria, e na época não gozava das glórias de nenhum cargo público ou as benesses das embaixadas: estava exilado – Darcy Ribeiro falou dessas perdas, dessas derrotas. Dizia ele: Fracassei como antropólogo no propósito mais generoso que me propus: salvar os índios do Brasil. Sim, simplesmente salvá-los.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fracassei também na realização da minha principal meta como ministro da Educação: a de pôr em marcha um programa educacional que permitisse escolarizar todas as crianças brasileiras.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fracassei, por igual, nos dois objetivos maiores que me propus como político e como homem de governo: realizar a reforma agrária e pôr sob controle do Estado o capital estrangeiro de caráter mais aventureiro e amoral.&lt;br&gt;Terminou dizendo que “esses fracassos da minha vida inteira” eram também “os únicos orgulhos que tenho”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Anos mais tarde, um dos intelectuais latinoamericanos que ele mais influenciou, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, escreveu:&lt;br&gt;“Estes são os seus fracassos. Estas são as suas dignidades”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No mundo destes tempos de culto ao individualismo, em que a ânsia de ter supera o sonho de ser, em que a generosidade é restrita às coisas e não se refere às pessoas, mais que nunca as dignidades de Darcy Ribeiro são necessárias. Tão desesperadamente necessárias.&lt;br&gt;Nunca perguntei a Darcy quais eram suas urgências, suas emergências além de viver até a última gota, é claro.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Porque Darcy era um homem de urgências permanentes, de emergências que se alongavam no tempo. Tinham raízes profundas. Eram perenes. Uma espécie de emergência contínua, num renovar incessante.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Havia, em sua maneira de olhar e pensar o Brasil, a América Latina e o mundo, um eixo nítido: o fato de não estarmos condenados a ser o que somos, a certeza de que não somos vítimas de um destino malvado, e sim de um sistema perverso.&lt;br&gt;O trabalho de Darcy Ribeiro – os sonhos que ele quis transformar em realidade – estava e está destinado a soprar o fogo dessa brasa adormecida, a incendiar a mansidão dos derrotados, a provar que somos sempre e acima de tudo um povo viável, digno de uma outra – e nova – realidade.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para ele, o Brasil era um problema que só teria e só terá solução a partir de nós mesmos, de nossa capacidade de impulsionar e consolidar mudanças.&lt;br&gt;Nunca perguntei a Darcy Ribeiro se ele tinha idéia, por menor que fosse, do impacto que algumas das imagens que guardaria dele para sempre provocaram em mim. Convivemos lado a lado, não importando as distâncias, ao longo de 22 anos. E desse tempo todo, lembro agora de duas imagens, e de pelo menos uma certeza.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A certeza:&lt;br&gt;Foi o único amigo que nasceu no mesmo ano de meu pai e conseguiu ser, até o fim, mais jovem que meu filho.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Dele, ouvi certa vez uma frase que mudou minha vida e assim ficou. Dizia Darcy: “Na América Latina, só temos duas saídas: ser resignados, ou ser indignados. E eu não vou me resignar nunca.”&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A primeira imagem que guardo para sempre:&lt;br&gt;Alta noite do dia 31 de dezembro de 1995, e Darcy Ribeiro estava sentado na varanda do seu apartamento na Avenida Atlântica. Olhava a multidão espalhada pela praia e pelo asfalto e pelas calçadas da avenida. Das alturas daquele quinto andar, ele contemplava tudo com olhos de piloto atento, percorrendo as pessoas, as ondas do mar oceano, as embarcações iluminadas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quando faltava pouco para a virada do ano – a penúltima que ele iria ver – duas amigas chegaram na varanda, aproximaram-se da cadeira em que ele estava sentado e colocaram no chão um grande balde prateado, um desses baldes que são usados para esfriar garrafas de vinho.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No balde havia água do mar e areia da praia.&lt;br&gt;Quando viu o foguetório da meia-noite e do ano que se iniciava, ele mergulhou os pés no balde.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Darcy, naquela noite, adoentado – e muito – não podia ir até o mar. Pois deu um jeito de trazer o mar até ele. Até seus pés descalços. De pôr enfim o mar, a areia, o chão nos pés.&lt;br&gt;Assim quero me lembrar dele para sempre. Também assim.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A segunda imagem:&lt;br&gt;Certo fim de tarde de um sábado, poucos meses antes de nos deixar para sempre, ele saiu do escritório de Oscar Niemeyer, naquela mesma Avenida Atlântica.&lt;br&gt;Vestia um terno branco, e foi caminhando devagar pela calçada até o táxi que esperava por ele.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Do mar, vinha uma brisa cálida. Visto lá do alto, o paletó branco esvoaçando, caminhando devagar, Darcy Ribeiro parecia um veleiro desafiando os ventos, rumo a um futuro – um porto – que só ele poderia adivinhar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Guardo essa imagem e a certeza de que o porto, aquele porto, é preciso agora, mais do que nunca, merecê-lo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Porque desta vez Darcy não perdeu, não foi derrotado.&lt;br&gt;Mudou de rumo.&lt;br&gt;E aonde quer que esteja, continua como sempre: indignado. E descalço.&lt;br&gt;&lt;strong&gt;.......................&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; O texto acima emocionou as 200 pessoas que participaram do lançamento da coleção Darcy de Bolso. Foi lido por seu autor, o jornalista Eric Nepomuceno, na &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=4550"&gt;&lt;em&gt;Universidade de Brasília&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-883585140018038110?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/883585140018038110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=883585140018038110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/883585140018038110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/883585140018038110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2011/02/darcy-ribeiro-e-as-perguntas-que-nunca.html' title='Darcy Ribeiro e as perguntas que nunca fiz'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TWFSnJ50q5I/AAAAAAAAAcQ/F-MFbtyJPvw/s72-c/darcy-ribeiro_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-4900291816134628642</id><published>2010-12-26T11:02:00.001-02:00</published><updated>2010-12-26T11:02:19.412-02:00</updated><title type='text'>“Precisamos de um socialismo ecológico”, afirma economista mexicano</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Por Natalia Viana (&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/entrevistas_ver.php?idConteudo=136&amp;amp;utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=twitter"&gt;Opera Mundi&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Enrique Leff não é um velho hippie ou um ecologista fanático. Mas para o economista mexicano, é impossível discutir economia hoje sem levar em conta a crise ambiental e as mudanças climáticas. Um dos maiores expoentes da corrente “ecomarxista”, Leff é doutor em Desenvolvimento pela Universidade de Sorbonne, leciona Ecologia Política na Universidade Autônoma do México e coordena a Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUD). Ele conversou com o Opera Mundi em Manaus durante o TEDx Amazônia, conferência independente realizada em Manaus.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;sup&gt;Divulgação&lt;/sup&gt;&lt;br&gt;&lt;img border="0" alt="" src="http://www.operamundi.com.br/arquivos/upload/Enrique-Leff.jpg"&gt;&lt;br&gt;&lt;sub&gt;Leff: a transição de uma lógica econômica e tecnológica para outra, com princípios ambientais&lt;/sub&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor costuma dizer que a humanidade errou. Como esse erro gerou a atual situação, em sua opinião, uma “insustentabilidade da vida”?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A civilização ocidental gerou uma forma de compreensão que transforma o mundo em objeto, não respeitando a essência da natureza e do ser humano. As religiões judaico-cristãs pensavam o ser humano como criação divina, mas com direito de intervir sobre todos os seres vivos, com quase uma obrigação de subjugar a natureza. Depois houve muitos momentos de construção desse pensamento, como a fundação da metafisica, da filosofia grega. Ali se começa a pensar o mundo não como um ser complexo, mas como entes, coisas. É também o começo da fragmentação do mundo – não se via mais a vida em termos de processos complexos, interatuantes, interdependentes. E começava também uma obsessão de unidade do mundo, de ideias universais. Isso permanece ao longo de todo esse trajeto que vai desde a concepção originária da metafísica até a ciência moderna. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No fundamento da ciênca moderna essa lógica se perpetua?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sim. A ciência não é o conhecimento universal. É um modo de produção de conhecimento. Mas foi idealizada pela modernidade como a forma suprema de criação de conhecimento. E pretende gerar um controle; é a ideia de controlar a natureza. A ciência pretendeu e pretende ainda chegar a um conhecimento objetivo da vida. Com isso, gerou também uma ideia de progresso, de que o destino dos seres humanos teria que ser um processo sempre crescente. Com todas essas ideias de fundo, vem o mito da ciência capaz de gerar conhecimentos sem a intervenção das paixões, dos interesses dos cientistas ou de grupos sociais. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quando essa lógica passa da ciência para a economia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No período da revolução industrial, dois fatos foram determinantes. O primeiro, a construção do novo modo de produção com a máquina de vapor, transformou a lógica do trabalho, surgindo o trabalhador desumanizado, destinado a produzir. Ao mesmo tempo, ciência econômica imaginada estava sendo estabelecida. Karl Marx fez uma crítica de uma lucidez maravilhosa e profunda para desentranhar onde que estava a relação social de dominação no modo de produção, que se pensava neutra... &lt;br&gt;Como uma lei natural.&lt;br&gt;Sim, como algo natural. Não se pensou que era uma relação de dominação, mas que o capital era mais forte que a força de trabalho, e assim se equilibravam as forças de produção para gerar uma produção de bem-estar. Uma falácia. A partir disso, a ciência e a tecnologia foram usadas para manter o capital produtivo, para salvar as crises cíclicas do capital. E finalmente a força de trabalho começou a ser substituída por uma aplicação direta da ciência convertida em tecnologia. Ou seja, não tem nem o humano. Hoje, o grande suporte do capital não é mais a força de trabalho. Isso gerou uma artificialidade, que é a economia completamente isolada da natureza. Não quer dizer que ela não utiliza a natureza, mas que utiliza a natureza já tratada como objeto, retirada dessa trama complexa que faz com que a biosfera continue a funcionar como um planeta vivo. &lt;br&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Onde Marx errou?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Marx foi o maior pensador crítico, mas nenhum pensamento é um pensamento final. Não conseguiu chegar nisso que agora chamamos de ecomarxismo, ou a segunda contradição: o capital estava se construindo sobre a destruição de suas bases ecológicas de sustentação. Estava objetivando, fragmentando a natureza, rompendo ciclos ecológicos necessários para manter a oferta de natureza de que a economia precisa. O que a economia fez foi explorar em demasia o trabalho, mas ao mesmo tempo, exauriu a natureza. Podemos dizer que Marx estava inserido no seu tempo. Em 1860 se acreditava que a natureza conseguiria se recuperar sempre. Não é o caso hoje. Mais de 100 anos depois, podemos fazer a crítica e avançar em uma conceitualização ainda mais complexa do que esse modo de produção gera. É por isso que precisamos de um socialismo ecológico, com foco na mudança dessa racionalidade econômica. Não é só uma questão do protelariado tomar os meios de produção, não é uma mudança de mãos do mesmo processo, é uma transformação profunda dessa racionalidade econômica. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Então, um marxista hoje tem que considerar a questão ambiental?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sem dúvida. Hoje não se pode continuar a ser marxista sem pensar nessa contradição entre capital e natureza. O aquecimento global é gerado pela economia, não é uma coisa natural. É isso que ninguém compreende. Nem mesmo os cientistas, os políticos que discutem o aquecimento global. Precisamos entender que não é só uma questão da economia estar produzindo escassez da água, de recursos naturais, mas que está gerando a morte entrópica do mundo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como mudar essa racionalidade?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O primeiro passo é baixar a ciência do pedestal. A ciência construiu coisas maravilhosas, mas é só um modo de produção de conhecimentos. Não é o único, a vida humana gerou outros modos de compreensão do mundo. A academia não somente tem que ir para a interdisciplinaridade dentro da academia, mas debater os princípios científicos com outros princípios, como os saberes tradicionais. Hoje em dia há um grande debate se devemos seguir construindo pelas potencialidades da ciência e da tecnologia, ou se deve haver uma ética para normalizar essas potencialidades, porque a ciência gera grandes possibilidades, construiu a bomba atômica, o genoma humano que pode agora produzir seres vivos... É disso que estamos falando, é uma questão ética. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Outro conceito que você aponta nesse novo paradigma é o da alteridade...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A ciência gerou uma unificação do mundo através da dominação do sistema de mercado, a globalização econômica. Cria hábitos e formas de viver unificadas. A desconstrução desse modelo de produção deve pensar a produção a partir de potenciais ecológicos de cada território. A articulação entre a conformação de um território natural e uma cultura gera um mapa de modos diferenciados de produção que não podem ser unificados pela lei do mercado. Devemos conviver nessas diferenças. Mas a alteridade é um conceito ainda mais forte. A ciência diz que vamos construindo sobre as certezas que ela descobre, o que é errado. A verdade, se aceitarmos nossa condição de seres humanos, de seres simbólicos, é que nós não vamos nunca atingir um momento de totalidade, de sapiência absoluta.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-4900291816134628642?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/4900291816134628642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=4900291816134628642' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4900291816134628642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/4900291816134628642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/12/precisamos-de-um-socialismo-ecologico.html' title='“Precisamos de um socialismo ecológico”, afirma economista mexicano'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-1158668909653205256</id><published>2010-11-21T15:50:00.001-02:00</published><updated>2010-11-21T15:50:43.706-02:00</updated><title type='text'>Duas mulheres-duas abolições?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Por Leonardo Boff&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É fato notável a ascensão de mulheres, em muitos países do mundo, ao status de chefes de Estado e de governo. Isso revela uma mutação do estado de consciência que se está operando no interior da humanidade. Foi mérito principal da reflexão feminista que já possui mais de um século inaugurar esta transformação. As mulheres começaram a se ver com os próprios olhos e não mais com os olhos dos homens. Descobriram sua identidade, sua diferença e a relação de reciprocidade e não de subordinação frente aos homens. Produziram talvez a crítica mais consistente e radical da cultura, marcada pelo patriarcalismo e pelo androcentrismo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O patriarcado designa uma forma de organização social centrada no poder exercido pelos homens dominantes, subordinando e hierquizando todos os demais. O androcentrismo se caracteriza por estabelecer como padrão para todos, as formas de pensamento e de ação características dos homens. Eles são o sol e os demais, como as mulheres ou outras culturas, seus satélites e meros coadjuvantes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O patriarcado e o androcentrismo subjazem à principais instituições das sociedades atuais com as tensões e os conflitos que provocam. A eles se deve o surgimento do Estado, das leis, da burocracia, da divisão de trabalho, do tipo de ciência e tecnologia imperantes, dos exércitos e da guerra. As feministas do Terceiro Mundo viram além da dominação cultural, também a dominação social das mulheres, feitas pobres e oprimidas pelos donos do poder. O ecofeminismo denunciou a devastação da Terra levada a efeito por um tipo de tecnociência masculina e masculizante, já antes percebida pelo filósofo da ciência Gaston Bachelard, pois a relação não é de diálogo e de respeito, mas de dominação e de exploração até à exaustão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As mulheres nos ajudaram a ver que realidade humana não é feita apenas de razão, eficiência, competição, materialidade, concentração de poder e de exterioridade. Nela há afeto, gratuidade, cuidado, cooperação, interioriade, poder como serviço e espiritualidade. Tais valores são comuns a todos os humanos, mas as mulheres são as que mais claramente os vivem. O ser-mulher é uma forma de estar no mundo, de sentir diferentemente o amor, de relacionar corpo e mente, de captar totalidades, de pensar não só com a cabeça mas com todo o ser e de ver as partes como pertencentes a um Todo. Tudo isso permitiu que a experiência humana fosse mais completa e inclusiva e abrisse um rumo de superação da guerra dos sexos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Hoje, devido à crise que assola a Terra e a biosfera, pondo em risco o futuro do destino humano, estes valores se mostram urgentes, pois neles está a chave principal da superação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É neste contexto que vejo a presença de mulheres à frente dos governos, no caso, de Dilma Rousseff como presidente. A dimensão da anima levada para dentro das relações de mando, pode trazer humanização e mais sensibilidade para as questões ligadas à vida, especialmente dos mais vulneráveis.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na nossa história tivemos uma mulher, considerada a Redentora: a princesa Isabel (1846-1921). Substituindo o pai Dom Pedro II em viagem à Europa, num gesto bem feminino, proclamou em 28 de setembro de 1871 a Lei do Ventre Livre. Os filhos e filhas de escravos já não seriam mais escravos. Financiava com seu dinheiro sua alforria, protegia fugitivos e montava esquemas de fuga para eles. Numa outra ausência do pai, a 13 de maio de 1888, fez aprovar pelo Parlamento a Lei Aurea da abolição da escratura. A um de seus críticos que lhe gritou:”Vossa Alteza liberou uma raça mas perdeu o trono” retrucou:”Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil”. Queria indenizar os ex-escravos com recursos do Banco Mauá. Preconizava a reforma agrária e sufrágio político das mulheres. Foi a primeira abolição.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Cabe agora à presidente Dilma realizar a segunda abolição, propugnada já há anos pelo senador Cristovam Buarque, num famoso livro com esse mesmo título: a abolição da pobreza e da miséria. Ela colocou como primeira prioridade de seu governo “o fim da miséria”. Esta é concretamente possível. Por enquanto é apenas uma promessa. Se realizar esta façanha, verdadeiramente messiânica, poderá ser a segunda Redentora. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como cidadãos urge apoiar e cobrar a promessa e impedir que se transforme numa má utopia. Podemos ser condenados pelos poderosos mas não podemos defraudar os pobres e os oprimidos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-1158668909653205256?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/1158668909653205256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=1158668909653205256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1158668909653205256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1158668909653205256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/duas-mulheres-duas-abolicoes.html' title='Duas mulheres-duas abolições?'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6019469237310007459</id><published>2010-11-18T00:10:00.001-02:00</published><updated>2010-11-18T00:10:51.581-02:00</updated><title type='text'>Sim, o mundo pode ser reencantado !</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“Um agitador cultural”. Foi dessa maneira que o escritor Leonardo Boff se definiu na última palestra da 5ª Edição do Fórum das Letras em Ouro Preto, &lt;em&gt;‘Escrita, liberdade e transformação do mundo’&lt;/em&gt;. Chovia muito e o vento frio ardia a pele. Era mais um convite para se jogar nas almofadas que cobriam o chão do Cine Vila Rica. Não que os participantes precisassem de um motivo a mais para assistir à palestra. Os convidados eram ninguém menos que o teólogo Leonardo Boff e o escritor e biólogo moçambicano Mia Couto.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TOSLHaTCL4I/AAAAAAAAAbs/rH2aGHixTfE/s1600-h/DSC02187%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="DSC02187" border="0" alt="DSC02187" src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TOSLJYiPlgI/AAAAAAAAAbw/UpKgXi6GfMc/DSC02187_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="542" height="412"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;div align="justify"&gt; Além de sererm conceituados escritores, Leonardo Boff e Mia Couto têm em comum o engajamento. O que os aproxima, afirma Boff, é que “nós interrogamos perante o mundo aquilo que nos oprime. Somos engajados não para salvar o planeta, mas sim porque se trata do destino humano”.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Incansável em sua batalha a favor dos oprimidos, Leonardo Boff defende uma nova relação do homem com a Terra “Mãe Geradora”. Segundo ele, é necessário incluir o pobre que é a Terra dentro da Teologia da Libertação, tema do seu novo livro &lt;em&gt;Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres. &lt;/em&gt;Para o teólogo é preciso construir tanto um novo paradigma civilizacional que inclua a Mãe Terra, quanto uma nova dimensão relacional entre os seres humanos “todos com todos coexistindo”.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Para Boff um outro mundo não só é possível como é urgente e necessário.‎"Do jeito que as coisas estão, no futuro seremos todos socialistas. Não por ideologia, mas por matemática".&amp;nbsp; &lt;/div&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:485a43e2-bb7b-429f-9240-7aac8e6c1107" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="145a3d04-4ee3-48ff-b708-c91690e79b71" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XEebpTjoY7A&amp;amp;feature=youtube_gdata_player" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TOSLKRfbElI/AAAAAAAAAb0/bJv_kLHPq9g/video62272add73fb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('145a3d04-4ee3-48ff-b708-c91690e79b71'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/XEebpTjoY7A&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/XEebpTjoY7A&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;É preciso retormar as dimensões do rito e das festas, por é através deles, segundo Boff, que equilibramos a Mãe Terra. É preciso reencantar o mundo! &lt;p align="justify"&gt;(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6019469237310007459?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6019469237310007459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6019469237310007459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6019469237310007459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6019469237310007459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/sim-o-mundo-pode-ser-reencantado.html' title='Sim, o mundo pode ser reencantado !'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TOSLJYiPlgI/AAAAAAAAAbw/UpKgXi6GfMc/s72-c/DSC02187_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-3204635220127907129</id><published>2010-11-17T19:23:00.001-02:00</published><updated>2010-11-17T19:23:17.162-02:00</updated><title type='text'>Veja e suas capas eleitorais - 1994/2010</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Via &lt;a href="http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17192"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Há algum tempo nutri a curiosidade de saber como Veja – a revista semanal de informação com maior circulação no país – produziu suas capas nas duas últimas semanas dos pleitos presidenciais de 1994, 1998, 2006 e este mais recente de 2010. Parece que o baú de Veja não guarda truques novos. Apostar no medo, no pânico da população está sempre ao alcance de suas mãos. Também soa extemporâneo declarar o óbvio sobre quem “dividiu o país” e quem “fará o país funcionar”. O artigo é de Washington Araújo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TORHu_6uzhI/AAAAAAAAAbk/4CDsgfuBozE/s1600-h/veja%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="veja" border="0" alt="veja" src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TORHwjYmV9I/AAAAAAAAAbo/5f6jPvS4tR8/veja_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="532" height="507"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vez por outra sinto-me inclinado a observar como a história do Brasil é contada através do cotejo de capas e manchetes dos principais jornais e revistas do país em momentos singulares de nossa história política e social. Há algum tempo nutri a curiosidade de saber como Veja – a revista semanal de informação com maior circulação no país – produziu suas capas nas duas últimas semanas dos pleitos presidenciais de 1994, 1998, 2006 e este mais recente de 2010. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;A edição de Veja n° 1389, de 28/9/1994, trazia um macaco na capa e a manchete “O elo perdido” e o educativo subtítulo “pesquisadores descobrem na África o ancestral do homem mais próximo dos macacos”. O sucesso do Plano Real era de tal magnitude que a revista se abstinha de tratar do assunto mais impactante (e palpitante!) do ano, do mês e da quinzena: a eleição presidencial. Mas, faltando apenas uma semana para o dia da eleição, a revista da Abril não conseguiu controlar sua ansiedade e resolveu transformar em panfleto sua última edição antes de os votos serem lançados na urna. É emblemática a capa da Veja (1360, de 5/10/1994) trazendo a ilustração de uma mão colocando o voto em uma urna e a manchete “O que o eleitor quer: Ordem, Continuidade e Prudência – O que o eleitor não quer: Salvador da Pátria, Pacotes e Escândalos”. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Todo o palavreado poderia ser descrito em apenas nove letras: Vote em FHC.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Quatro anos depois, novo pleito presidencial. A grande novidade dessas eleições – e também o maior escândalo político-financeiro do ano – foi a introdução na política brasileira do instituto da reeleição. A penúltima capa de Veja antes das eleições (1566, de 30/9/1998) trazia a imagem de um executivo engravatado e com a cabeça de madeira. Ou sejam, óleo de peroba é bom quando é para lustrar a cara-de-pau dos outros. A manchete colocava todos os políticos no mesmo balaio de gatos: “Por que o Brasil desconfia dos políticos” e o subtítulo “Os melhores e os piores deputados e senadores às vésperas das eleições”. Desnecessário dizer qual o critério de valoração utilizado pela revista. Se a capa anterior tratava de fincar o prego, na semana das eleições a revista tratava de lhe entortar a ponta. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;E assim, sem qualquer melindre, sem ninguém para lhe chamar de governista ou para denunciar seu jornalismo como típico daquele produzido em comitê de campanha, a capa de Veja (1567, de 7/10/1998) trazia a foto de um sorridente Fernando Henrique Cardoso, fazendo o sinal de positivo com o polegar e a manchete “Agora é guerra”. Dificilmente uma imagem contraria tanto a mensagem escrita quanto esta. É que ninguém vai para a guerra sorrindo de orelha a orelha e cheio de otimismo. Mas foi essa a imagem escolhida pelo carro-chefe das revistas da Abril. A opção preferencial da revista ficava bem em alto relevo nos subtítulos: &lt;i&gt;“O desafio de FHC reeleito é impedir que a crise afunde o Brasil do Real – A mexida secreta na Previdência – As outras medidas que vêm por aí – Em maio ele pensou em desistir da reeleição”&lt;/i&gt;. Bem no estilo Jean-Paul Sartre para quem “o inferno são os outros”, Veja acenava com o paraíso a ser conquistado com a reeleição de seu presidente e carregava na cores do medo ao pintar um cenário em que o Plano Real afundaria e com este o país como um todo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Nada como a constatação do filósofo contemporâneo Cazuza (1958-1990) de que realmente “o tempo não para”. Novo pleito presidencial. Estamos em 2002. Na semana em que se realizaria o primeiro turno a capa de Veja (1773, de 16/10/2002) trazia fotomontagem de dinossauros com cabeças de políticos simbolizando Quércia, Newton Cardoso, Brizola, Collor e Maluf. A manchete foi “O parque dos dinossauros” e uma tabuleta com o subtítulo “Estas espécies foram tiradas de circulação”. Como aprendiz de clarividente a revista não foi aprovada como os anos seguintes iriam mostrar: Quércia sempre manteve seu poder político em São Paulo (e em 2010 estava em vias de se eleger senador caso não tivesse enfrentado grave problema de saúde na reta final da campanha); Newton Cardoso foi eleito Deputado Federal em 2010; Brizola morreu; Collor foi absolvido pela Supremo Tribunal Federal dos vários episódios que culminaram com seu impeachment em 1992 e em 2006 foi eleito senador por Alagoas; Paulo Maluf foi eleito Deputado Federal em 2006 com a maior votação proporcional do país e reeleito em 2010 com a terceira maior votação de São Paulo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Na semana em que se realizou o segundo turno para presidente da República em 2002, a capa da revista Veja (1774, de 23/10/2002) trazia ilustração e fotomontagem de cachorro na coleira com três cabeças – Marx, Trotsky e Lênin. A manchete: “O que querem os radicais do PT?”. Na lateral superior esquerda o alerta “Brasil – o risco de um calote na dívida”. Como subtítulo: “Entre os petistas, 30% são de alas revolucionárias. Ficaram silenciosos durante a campanha. Se Lula ganhar, vão cobrar a fatura. O PT diz que não paga”. Ainda assim, é comum que a revista se apresente ao país como revista independente, sem qualquer vínculo político-partidário, plural etc., etc., etc.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Chega 2006 e com ele mais um pleito presidencial. Deixemos de lado as capas nas duas semanas dos primeiro turno. A capa de Veja (1979, de 25/10/2006) trazia a foto (um tanto assustado) do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e como a lhe fazer sombra a imagem em tons fantasmagórica do pai presidente. A manchete: “O ´Ronaldinho´ de Lula” e o subtítulo “O presidente comparou o filho empresário ao craque de futebol. Mas os dons fenomenais de Fábio Luís, o Lulinha, só apareceram depois que o pai chegou ao Planalto”. As matérias internas eram compostos de livres exercícios de desconstrução da imagem do presidente candidato à reeleição.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Tudo o que podia existir de errado no país ao longo dos últimos quatro anos era creditado na conta de Luiz Inácio Lula da Silva. E o que, porventura, dera certo, estava creditado na conta de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso, agora representado pelo candidato tucano Geraldo Alckmin. Este raciocínio, compartilhado não apenas pela revista da Abril, -- mas também pelos principais jornais e emissoras de rádio e tevê do país -- continua vigente até este ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na semana das eleições a capa de Veja (1980, de 01/11/2006) trazia duas cabeças de perfil – Alckmin e Lula, olhando em direções opostas. A manchete “Dois Brasis depois do voto?” Mais o subtítulo alarmista: “Os desafios do presidente eleito para unir um país dividido e fazer o Brasil funcionar”. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Parece que o baú de Veja não guarda truques novos. Apostar no medo, no pânico da população está sempre ao alcance de suas mãos. Também soa extemporâneo declarar o óbvio sobre quem “dividiu o país” e quem “fará o país funcionar”. Isso fica claro nas reportagens internas dessa edição.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Mudemos agora um pouco o padrão de análise a que me incumbi. Em relação ao pleito recém-concluído optei por destacar quatro capas de Veja, em sequência. Elas dizem à larga como a revista tomou partido ao longo dos últimos anos, como explicitou suas preferências partidárias e como encontrou fôlego para manter o discurso que é ‘politicamente independente e sem nenhum compromisso, a não ser perante ela própria e os seus leitores, e que não se identifica com nenhum partido ou grupo social’.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;– Veja n° 2181, de 8/9/2010 trazia na capa a ilustração em primeiro plano de um polvo se enroscando no brasão da República. A aterrorizante imagem é realçada pelo fundo negro contra o qual é inserida a medonha ilustração. A manchete “O partido do polvo” e o subtítulo “A quebra de sigilo fiscal de filha de José Serra, é sintoma do avanço tentacular de interesses partidários e ideológicos sobre o estado brasileiro”. A revista pode até ter pudores de não dizer na capa quem é o seu candidato à presidência do Brasil mas não guarda nenhum pudor em satanizar quem, definitivamente, não merece seu respaldo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;– Veja n° 2182, de 15/9/2010 repetia na capa a mesma ilustração sendo que agora o polvo enrosca seus tentáculos em maços de dinheiro. Mudou o pano de fundo que agora é avermelhado. Manchete “Exclusivo – O polvo no poder”. Subtítulo “Empresário conta como obteve contratos de 84 milhões de reais no governo graças à intermediação do filho de Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil, que foi o braço direito de Dilma Rousseff”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;– Veja n° 2183, de 22/9/2010 tem novamente na capa o famoso molusco marinho da classe Cephalopoda lançando gigantescos tentáculos dentro do espelho d´água do Palácio do Planalto. Alguns tentáculos já se enroscando nas colunas projetadas por Oscar Niemeyer. A manchete: “A alegria do polvo”, um balão daqueles de revista em quadrinhos e delimitado por raios abarcava a interjeição “Caraca! Que dinheiro é esse?”. Ao lado longo texto explicativo sobre o autor da espantada locução: “Vinícius Castro, ex-funcionário da Casa Civil, ao abrir uma gaveta cheia de pacotes de dinheiro, na reação mais extraordinária do escândalo que derrubou Erenice Guerra”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;– Veja n° 2184, de 29/9/2010 mostra que os dias de celebridade do predador octopoda haviam terminado. Agora a capa reproduz página da Constituição Federal, onde se podia ler excertos do Art. 220 – Da Comunicação Social. Até aí nada demais. O que chama a atenção é uma estrela vermelha apunhalando a página. Coisa de ninja assassino lançando sua mais letal arma. Manchete: “A liberdade sob ataque”. Subtítulo: “A revelação de evidências irrefutáveis de corrupção no Palácio do Planalto renova no presidente Lula e no seu partido o ódio à imprensa livre”. Para uma revista que tanto preza a Constituição do Brasil resta lamenta a falta que fez nessa edição uma boa reportagem sobre a regulamentação dos cinco artigos constitucionais dedicados à Comunicação Social. Especialmente aquele de número 225. Sim, este mesmo!, o que inicia com estas palavras: “Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei.”&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;A grande imprensa brasileira parece usar dicionário bem diferente daquele usado por cerca de 200 milhões de brasileiros. Palavras como isenção, apartidarismo, independência editorial, adesão à pluralidade de pensamento, parecem completamente divorciadas de seu significado real, aquele mais comezinho, aquele que figura logo no início de cada verbete. E quanto mais parte considerável da imprensa mais vistosa – essa que tem maior circulação, maior carteira de assinantes, maior audiência etc. - afirma ser uma coisa mais demonstra ser exatamente o seu bem acabado oposto. O fenômeno parece com crise de identidade tardia, constante e renitente. Quer ser algo que não é. E a todo custo. Custo que inclui credibilidade, responsabilidade. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;E não é por outro motivo que ao longo do mês de setembro de 2010 pululavam no microblog twitter mensagens como esta de 16/9/2010 dizendo o seguinte: “Faltam 18 dias, 2 capas de Veja e 2 manchetes de domingo da Folha para as eleições em que o povo brasileiro mostrará sua força política.”&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Pelo jeito como a realidade deu conta de dar seu recado os efeitos das capas foram absolutamente inócuas junto à população. Se eram destinadas a produzir um efeito X, terminaram por produzir um efeito Y. Tanto em 2002 quanto em 2006 e há poucas semanas, também em 2010. Talvez tenha chegado o momento de voltar a dedicar suas capas à busca do elo perdido, aquele que deve nos ligar indissoluvelmente ao macaco ou então direcionar suas energias para encontrar algo mais nobre como o Cálice Sagrado, o Santo Graal. Outra opção poderia ser investir na localização de lugares como Avalon nas cercanias das Ilhas Britânicas. Mas como Veja tem mostrado pendores para eternizar seres marinhos talvez tenha mais proveito se buscar vestígios da Atlântida. Uma pista: boas indicações foram deixadas por Platão (428 a.C. – 348 a.C.) em suas célebres obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-3204635220127907129?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/3204635220127907129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=3204635220127907129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3204635220127907129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3204635220127907129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/veja-e-suas-capas-eleitorais-19942010.html' title='Veja e suas capas eleitorais - 1994/2010'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TORHwjYmV9I/AAAAAAAAAbo/5f6jPvS4tR8/s72-c/veja_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-1937526838986210756</id><published>2010-11-17T19:18:00.001-02:00</published><updated>2010-11-17T19:18:28.848-02:00</updated><title type='text'>A educação indígena que queremos</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;“A escola deve ser&amp;nbsp; formadora de guerreiros...A educação deve reforçar nossa&amp;nbsp; identidade e ensinar a lutar pelos nossos direitos...A escola deve estar a serviço da comunidade...a escola indígena deve ter autonomia, ser diferenciada, com ensino de qualidade”&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Avaliando o momento atual da educação escolar&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Kaiowá Guarani&lt;/strong&gt;, percebeu-se que ainda existe uma distância muito grande entre a escola que queremos e a escola que temos nas comunidades.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TORGmHgwPLI/AAAAAAAAAbc/bCASycWVMmQ/s1600-h/escola_indigena_700%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="escola_indigena_700" border="0" alt="escola_indigena_700" src="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TORGolwgTtI/AAAAAAAAAbg/arJtWsjBtNs/escola_indigena_700_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="521" height="397"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fazendo uma análise do processo de construção da educação escolar indígena, percebeu-se&amp;nbsp; um caminho promissor já percorrido.Porém continuam muitos e grandes desafios. Apesar dos direitos conquistados na lei, e alguns avanços nas políticas educacionais nas terras indígenas, ainda existe um ranço colonial nas escolas, nas secretarias de educação da maioria dos municípios e do Estado.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;Os marcos legais são muitos e garantem a educação específica, diferenciada e de qualidade, porém na prática ainda falta muito para que a educação escolar que seja para a vida, reforce&amp;nbsp; a cultura e identidade Guarani, dentro da dinâmica social de construção de um presente e futuro cada vez melhor para os mais de quarenta mil Kaiowá Guarani. O movimento dos professores conseguiu&amp;nbsp; conquistas, mas está com dificuldade para mantê-las e avançar para novos patamares. “Autonomia é conquista e ação”.  &lt;p align="justify"&gt;Constatou-se uma paralisação e até retrocesso em vários aspectos da educação escolar nas aldeias.&amp;nbsp; Isso tem a ver com a luta pela terra, e a&amp;nbsp; postura antiindigena do atual governo e das elites econômicas e políticas regionais.Não permitem que “se fale e discuta a luta pela terra nas escolas!”. Isso é um absurdo afirmaram as lideranças, pois esse deve ser exatamente um dos temas importantes a serem discutidos na escola, pois dele dependem o futuro do &lt;strong&gt;povo Guarani&lt;/strong&gt;.  &lt;p align="justify"&gt;Apesar da boa vontade&amp;nbsp; e consciência dos professores indígenas&amp;nbsp; o diálogo entre eles e as lideranças tradicionais nem sempre tem sido fácil e continuado.  &lt;p align="justify"&gt;Uma política e pratica lingüística,&amp;nbsp; com&amp;nbsp; reforço da &lt;strong&gt;língua Guarani&lt;/strong&gt; é um&amp;nbsp; importante instrumento de luta e afirmação da identidade . Porém nem sempre os professores tem conseguido implementar as políticas definidas pelo próprio movimento.  &lt;p align="justify"&gt;Outra dificuldade constatada é a representação indígena nos espaços de debate e decisão das instituições acadêmicas, educacionais e organismos governamentais. Isso atropela e desrespeita os processos coletivos, próprios das comunidades indígenas.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dialogando com o passado construindo o futuro&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No trabalho em grupos, debates e exposições uma questão sobressaiu – hoje a educação escolar indígena tem uma importância fundamental na consolidação de caminhos para o presente e futuro das comunidades &lt;strong&gt;Kaiowá Guarani&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp; Conseqüentemente a responsabilidade dos mais de 300 professores&amp;nbsp; indígenas é cada vez maior, não apenas na transmissão de conhecimentos, mas principalmente no diálogo, aprendizado e transmissão da sabedoria&amp;nbsp; milenar Guarani.&amp;nbsp; Isso acontece principalmente na convivência da família, nos rituais, na vivencia espiritual nas &lt;strong&gt;oga pysy&lt;/strong&gt; (casas de reza), nos roçados (onde ainda é possível, pois a grande maioria vive nos confinamentos ou na beirar da estrada), na convivência com os sábios(os mais velhos, os ñanderu e&amp;nbsp; ñandesi), enfim, na hoje difícil vivência nas aldeias, marcadas por muita violência.  &lt;p align="justify"&gt;Uma das sugestões&amp;nbsp; para&amp;nbsp; reforçar o diálogo e a luta pelos direitos é a construção de oga pysy junto das escolas. Esse seria o espaço em que os alunos teriam a transmissão de sabedoria e rituais pelos ñanderu. Seria uma atividade integrada dentro do currículo e projeto pedagógico das escolas. Porém tudo isso certamente exigirá muito diálogo e compromisso das comunidades, hoje muito marcadas por&amp;nbsp; interferências religiosas e políticas partidárias que se opõem a essa caminhada, dividindo as comunidades.  &lt;p align="justify"&gt;A partir da década de oitenta, iniciou-se, através do Cimi regional, um trabalho com os professores indígenas. Esse trabalho foi ampliado através da construção de diversos mecanismos e espaços,&amp;nbsp; articulando-se com instituições em&amp;nbsp; diversos níveis, desde o local, até o federal. Duas iniciativas importantes nessa caminhada são o Magistério Indígena Ará Verá, que iniciou em 1999 e o curso de licenciatura indígena &lt;strong&gt;Teko Arandu&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp; implantado na &lt;strong&gt;Universidade Federal da Grande Dourados&lt;/strong&gt;, em 2006.  &lt;p align="justify"&gt;Essa é uma conquista importante dentro do universo de mais de 500 estudantes universitários indígenas no Mato&amp;nbsp; Grosso do Sul. Sobre a formação, compromisso e responsabilidade desses estudantes&amp;nbsp;&amp;nbsp; também se fez vários questionamentos. É uma realidade que tem que ser integrado na conjuntura maior da luta do povo por seus direitos, identidade Guarani e autonomia dentro de seus territórios.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;Educação, escola e luta pela terra devem ser um conjunto de ações e estratégias que se articulam e fortalecem&amp;nbsp; mutuamente.  &lt;p align="justify"&gt;Uma questão presente deste o inicio do processo de formação dos professores, foi sempre fazê-lo com a participação das lideranças políticas e tradicionais, pois só assim se conseguirá definir uma estratégias de educação a partir, com e para a comunidade. O que está se realizando aqui na aldeia de &lt;strong&gt;Cerrito&lt;/strong&gt; é uma grande Assembléia, &lt;strong&gt;Aty Guasu&lt;/strong&gt;, dos professores e lideranças Kaiowá Guarani.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3615&amp;amp;secao=348"&gt;Egon Heck&lt;br&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;Movimento Povo Guarani Grande Povo, &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-1937526838986210756?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/1937526838986210756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=1937526838986210756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1937526838986210756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1937526838986210756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/educacao-indigena-que-queremos.html' title='A educação indígena que queremos'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TORGolwgTtI/AAAAAAAAAbg/arJtWsjBtNs/s72-c/escola_indigena_700_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-7002404546096465637</id><published>2010-11-06T14:35:00.001-02:00</published><updated>2010-11-06T14:35:55.954-02:00</updated><title type='text'>Homenagem arretada</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TNWD45H_o0I/AAAAAAAAAbU/_54naQtiXMg/s1600-h/patativa-do-assare-charge%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="patativa-do-assare-charge" border="0" alt="patativa-do-assare-charge" src="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TNWD6oanvmI/AAAAAAAAAbY/9lnLz1xGAoA/patativa-do-assare-charge_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="513" height="338"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;(Assaré-CE, 5 de março de 1909 — 8 de julho de 2002)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-7002404546096465637?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/7002404546096465637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=7002404546096465637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7002404546096465637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7002404546096465637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/homenagem-arretada.html' title='Homenagem arretada'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TNWD6oanvmI/AAAAAAAAAbY/9lnLz1xGAoA/s72-c/patativa-do-assare-charge_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-2726629784852215298</id><published>2010-11-06T10:47:00.001-02:00</published><updated>2010-11-06T11:03:59.260-02:00</updated><title type='text'>Somos todos (i)migrantes. Somos todos nordestinos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:5a4c5402-232d-4837-9125-19fb98791d90" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="c14942ea-0753-4adb-bc89-409aae1bbd59" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hrnT3RD2h6I&amp;amp;feature=related" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TNVSPZV2yZI/AAAAAAAAAbQ/exTCtpcj9g8/video6a4a9aa4005d%5B2%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('c14942ea-0753-4adb-bc89-409aae1bbd59'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;521\&amp;quot; height=\&amp;quot;436\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/hrnT3RD2h6I&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/hrnT3RD2h6I&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;521\&amp;quot; height=\&amp;quot;436\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear:both;font-size:.8em;"&gt;Los inmigrantes, en El mundo seg&amp;uacute;n Galeano. Canal Encuentro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Desde siempre, las mariposas y las golondrinas y los flamencos vuelan huyendo del frío, año tras año, y nadan las ballenas en busca de otra mar y los salmones y las truchas en busca de su río. Ellos viajan miles de leguas, por los libres caminos del aire y del agua.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;No son libres, en cambio, los caminos del éxodo humano. En inmensas caravanas, marchan los fugitivos de la vida imposible. Viajan desde el sur hacia el norte y desde el sol naciente hacia el poniente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Les han robado su lugar en el mundo. Han sido despojados de sus trabajos y sus tierras. Muchos huyen de las guerras, pero muchos más huyen de los salarios exterminados y de los suelos arrasados.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Los náufragos de la globalización peregrinan inventando caminos, queriendo casa, golpeando puertas: las puertas que se abren, mágicamente, al paso del dinero, se cierran en sus narices. Algunos consiguen colarse. Otros son cadáveres que la mar entrega a las orillas prohibidas, o cuerpos sin nombre que yacen bajo la tierra en el otro mundo adonde querían llegar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Sebastiao Salgado los ha fotografiado, en cuarenta países, durante varios años. De su largo trabajo, quedan trescientas imágenes de esta inmensa desventura humana caben, todas, en un segundo. Suma solamente un segundo toda la luz que ha entrado en la cámara, a lo largo de tantas fotografías: apenas una guiñada en los ojos del sol, no más que un instantito en la memoria del tiempo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;----------------------------------------&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;"... somos todos africanos emigrados. Hasta los blancos blanquísimos vienen del África.&lt;br&gt;Quizá nos negamos a recordar nuestro origen común porque el racismo produce amnesia, o porque nos resulta imposible creer que en aquellos tiempos remotos el mundo entero era nuestro reino, inmenso mapa sin fronteras, y nuestras piernas eran el único pasaporte exigido."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eduardo Galeano&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-2726629784852215298?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/2726629784852215298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=2726629784852215298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2726629784852215298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2726629784852215298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/somos-todos-imigrantes-somos-todos.html' title='Somos todos (i)migrantes. Somos todos nordestinos'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TNVSPZV2yZI/AAAAAAAAAbQ/exTCtpcj9g8/s72-c/video6a4a9aa4005d%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-2531607597130224535</id><published>2010-11-01T23:35:00.001-02:00</published><updated>2010-11-01T23:35:16.260-02:00</updated><title type='text'>Uma mulher na presidência</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Elaine Tavares, jornalista &lt;p align="justify"&gt;Sempre admirei as mulheres valentes e ainda me arrepio ao lembrar Micaela Bastidas, vendo seus filhos e seu marido serem esquartejados, impávida, sabendo que havia feito a coisa certa: lutar pela liberdade, contra o colonialismo, pela sua terra e pelo direito de ser quem era. Encanta-me a história de Juana Azurduy, espada em punho, lutando pela libertação desta “nuestra América”, encurralada, com seus filhos nos braços, sem nenhuma vacilação. Ou ainda Bartolina Sisa, comandando as tropas aymaras no cerco a La Paz, poderosa como uma deusa, a alertar para o perigo da conciliação de classe. E Manuelita Saenz que, desde seu profundo amor por Bolívar, se fez generala, defendendo a liberdade assim como defendia seu homem, adaga na mão, lutando contra os assassinos. Ou Anita Garibaldi, que enfrentou o olhar de reprovação dos seus e partiu, montada em seu cavalo, com seu amor, empunhando a espada na luta pela liberdade. Ah, essas mulheres... &lt;p align="justify"&gt;Poderia ainda citar outras tantas que, nestas terras de Abya Yala, mostraram seu valor, entregando a vida para construir um mundo novo, que garantisse a liberdade e a soberania popular. Mulheres guerreiras que simplesmente foram à luta sem reivindicar diferença de gênero, porque o que estava em jogo era o futuro das gentes e isso era tudo o que importava. E foi porque me criei ouvindo estas histórias que nunca fui muito afeita a esse debate feminista. Desde pequena, nas planuras da fronteira, as mulheres da minha vida, poderosas, estavam muito mais para Ana Terra que para Bibiana. Sempre prenhas de minuano e horizontes, as mulheres da minha infância empunhavam armas, corcoveavam nos cavalos bravios, banhavam-se nuas nas sangas, dormiam com seus homens na campina, disputavam carreira, queda de braço, tomavam caçacha e ainda lavavam roupa e faziam comida, com o palheiro acesso entre os lábios e aquele olhar de picardia.  &lt;p align="justify"&gt;Digo isso para alertar sobre o fato de que termos agora a primeira mulher presidente não quer dizer muita coisa. Porque antes de tudo é preciso saber: que projeto de país tem essa mulher? Que propostas têm para a educação, a saúde? Que modelo econômico vai defender? Com que valentia vai enfrentar a oligarquia agrária? Como vai enfrentar o tema dos povos originários? Até onde vai ceder diante da pressão das transnacionais? O quanto vai efetivamente tornar real o serviço público capaz de atender as demandas concretas da população? Assim, o fato de ser mulher não a torna especial. O que a fará única e “imorrível” é o caminho que vai trilhar. Basta lembrar Margareth Tatcher, a dama de ferro, mulher. E aí? Qual o seu legado para a Inglaterra? Para quem governou? Quem não se lembra da lenta e cruel destruição da categoria dos mineiros?  &lt;p align="justify"&gt;Dilma Russef tem uma linda história. É, sem dúvida, uma guerreira. Passou pela luta contra a ditadura, foi presa, torturada e tudo o mais do pacote básico das violentas ditaduras desta nossa América. Sobreviveu não só no que diz respeito à vida mesma, mas também na capacidade de superar e constituir uma bonita carreira profissional e política. Mas, no governo de Luis Inácio, foi “a mãe” do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que, muitas vezes, mal planejado e eleitoreiro, não cumpriu com a sua promessa de melhorar a vida das gentes. Um exemplo da minha aldeia: aqui, no bairro Campeche, o PAC financiou a construção de uma rede coletora de esgoto. Isso é bom. Mas a proposta que tem para o destino final é a construção de um emissário que leve os dejetos todos para o mar, poluindo e destruindo a natureza. Que crescimento isso acelerou? Também foi ela quem ajudou a derrubar os “entraves ambientais” para a construção de grandes usinas, comprovadamente nocivas ao meio ambiente e as gentes. Isso foi ruim, muito ruim. Que o digam as gentes ribeirinhas e os povos indígenas.  &lt;p align="justify"&gt;Agora ela aí está. Competente, séria, dedicada, criatura do Lula, a quem agradeceu emocionada no seu discurso de posse. “Sou uma mulher de esquerda”, declarou em uma entrevista. “Vou governar para todos”, insistiu na sua fala à nação pouco depois de eleita, e deu bastante ênfase a idéia de desenvolvimento, fazendo crer que o Brasil pode entrar para o seleto clube dos países centrais. Mas, é isso que se quer? Ser “desenvolvido” como a Inglaterra, os Estados Unidos, a França? Ser predador, explorador, imperialista? Há que ver qual é a estação final a qual Dilma quer chegar.  &lt;p align="justify"&gt;Os oito anos de Luis Inácio foram anos de bonança para a elite nacional. Nunca os ricos ganharam tanto, nunca os bancos ganharam tanto, nunca os latifundiários ganharam tanto. O próprio Luis Inácio admitiu isso em um de seus discursos. É fato que os pobres tiveram um quinhão do bolo, mas, vamos combinar, um pequeno quinhão. O bolsa família deu sobrevida a uma gente que definhava, mais ainda não lhes apontou o caminho da libertação. Criaram-se 14 novas universidades, que ainda patinam na qualidade. Com o Reuni, deu-se muita grana para as escolas privadas, embora isso garantisse vaga para alunos carentes. Então, não dá para negar que houve alguns avanços, mas sempre se reivindicou que era preciso mais. Muito mais.  &lt;p align="justify"&gt;Hoje, na senda neodesenvolvimentista apregoada por Dilma, estão encerradas as promessas de crescimento econômico e social, o que parece coisa boa. Mas, talvez falte ao governo explicar a custa do quê isso pode acontecer. Se antes o chamado desenvolvimento estava bloqueado pela dívida externa, hoje, sendo o Brasil periferia e dependente, esse tal desenvolvimento só pode chegar com o sacrifício da maioria, os mais pobres. E sempre tem sido assim. Desenvolvem-se os mais ricos, recorrentemente. &lt;p align="justify"&gt;Dilma falou em diminuir a diferença entre os mais ricos e os mais pobres, em acabar com a miséria, com a cracolândia, com o atraso. Promessas grandiosas que serão cobradas. Mas, na queda de braço com a elite nacional é que se poderá ver até onde vai a posição de esquerda da nova presidente. Existe aí um grande desafio que não será vencido sem uma mudança radical na proposta de organização da vida. O desenvolvimento sonhado não pode ser o mesmo dos países centrais. Há que se avançar para uma proposta nacional popular, capaz de realmente garantir a participação popular efetiva e protagônica. Sem a soberania do povo os avanços serão pífios.  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, aí está a nova presidenta, uma mulher que “sim, pode”. Mas, feminina ou não, sua proposta de governo estará sob as luzes, e a nós cabe acompanhar. Sabemos que na composição PT/PMDB não deve haver espaço para o avanço no rumo do socialismo. O que se pode esperar são algumas reformas, e muitas delas serão contra as gentes, como a anunciada nova reforma da previdência, cuja versão européia está levando milhões às ruas no velho continente. Isso significa que não há tempo para esmorecer na luta por outra forma de viver. A luta das gentes segue e seguirá até que se construa, coletiva e conscientemente, a nova sociedade.  &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;FONTE: &lt;a href="http://eteia.blogspot.com/2010/11/uma-mulher-na-presidencia.html"&gt;Palavras Insurgentes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-2531607597130224535?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/2531607597130224535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=2531607597130224535' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2531607597130224535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2531607597130224535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/uma-mulher-na-presidencia.html' title='Uma mulher na presidência'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6187080245739858319</id><published>2010-11-01T23:26:00.001-02:00</published><updated>2010-11-01T23:26:55.100-02:00</updated><title type='text'>Minha posição nessas eleições</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt; - [Leônidas Dias de Faria]  &lt;p&gt;* Professor e filósofo e pesquisador de Karl Marx. &lt;p align="justify"&gt;Meu partido é o PPNR (Partido do Povo Nas Ruas), que vem dando mostras de seu efetivo poder na Grécia, na França, na Inglaterra, além das demonstrações cabais que já fez na Venezuela, no Haiti e Honduras, bem como em vários outros cercados em que se criam humanos para o capital. Nunca fui, não sou, nem serei petista ou algo que se aproxime dessa posição. Apesar disso, apoio o voto em Dilma, para que sejam criadas as condições de uma oposição real de esquerda. &lt;p align="justify"&gt;Tal retomada das movimentações de esquerda não decorrerá, obviamente, da manutenção do PT no poder, mas será facilitada por ela. Aquilo que se promove por meio dos programas ditos assistencialistas à população carente é algo muito melhor (em todos os sentidos) que o produto do assistencialismo às instituições financeiras e demais instâncias do capital em geral reiteradas vezes praticado pelo PSDB, sob a batuta de FHC. &lt;p align="justify"&gt;E o que se promove de melhoria para essa parcela da população? &lt;p align="justify"&gt;Para irmos além do provérbio expresso na metáfora surrada da pescaria, segundo o qual devemos ensinar a pescar ao invés de dar o peixe (que, note-se, tem a limitação de não tocar na questão de que aquele que aprende a pescar irá pescar para outro, no rio do outro, com a vara do outro, para manter-se vivo enquanto alguém que enriquece outro...), é necessário dizer que esse contingente de pessoas que antes deveria se ocupar com a mera sobrevivência, por meio de atividades irregulares e irregularmente remuneradas, agora já não precisa de tal empenho desesperado de tudo o que tem em si (quase nada, por falta de escola e de boa educação familiar – que nada tem a ver com o “F” da “TFP”) na busca pelo mínimo para subsistir. Além disso, cabe dizer que a essas pessoas vêm sendo ofertadas oportunidades de crescimento efetivo em capacidade crítica, como decorrência não intencional de uma qualificação geral para o trabalho que se vem promovendo via inclusão no sistema de ensino público, que sofreu incremento considerável nos últimos anos. &lt;p align="justify"&gt;Sem qualquer ilusão quanto a um levante popular, creio, sim, que a longo prazo teremos uma população em média mais esclarecida, mais apta a absorver e reforçar o pensamento, o discurso e a ação de esquerda. E isso não decorre da promiscuidade do governo FHC, com seu ministro Paulo Renato, que desestruturou as federais e ampliou a porção a ser abocanhada pelas escolas privadas. Decorre do programa que, entre outras coisas, criou unidades diversas do CEFET, além de 14 universidades federais, pra dizer o pouco que sei. &lt;p align="justify"&gt;Votar em Serra é devolver o poder ao que há de mais baixo. Além disso, é reenviar o PT para a oposição patética que lhe era peculiar. Com o agravante de, no caso, o partido ter que fazer oposição a um PSDB rancoroso e raivoso (disposto a tudo, como nos mostra a hedionda campanha de seu lamentável candidato). Definitivamente, o quadro com o PT no governo e o PSDB derrotado e desmoralizado nas urnas, não obstante a baixaria eleitoral, é muito mais promissor do que o outro que se pode pintar com as tintas dadas... &lt;p align="justify"&gt;Nesses dois cenários possíveis, as forças realmente progressistas ocupariam: ou a posição de pressionar o governo nominal e tendencialmente de esquerda para mudanças efetivas nessa direção, no caso de uma vitória de Dilma; ou a posição de apoiar o PT, como única legenda viável, em sua luta para a retomada de Brasília, para a remoção do PSDB do poder, no caso da vitória do canalha. Certamente, pressionar o PT para a esquerda (conforme projeto assumido pelas porções mais radicais do partido, associadas a outras legendas partidárias e instituições diversas) é algo mais produtivo que pressionar o PT em direção ao poder de Estado. E é por isso que me empenho pela configuração do primeiro cenário, com a Dilma na presidência. &lt;p align="justify"&gt;Negar-se à conformação com a “escolha do mal menor” por coerência moral, por firmeza de princípios, em nome da liberdade, contra a alienação religiosa (com a qual a candidata do PT se sentiu constrangida a compactuar, sob pena de entregar ao oponente o que baixamente ele buscava com a estratégia do aborto) ou o que for, é algo egoísta. Pois, no caso concreto em questão, a fibra moral se afirma em prol do bem estar subjetivo próprio e contra a melhoria efetiva da vida de muitos milhões e a continuidade de tal melhoria – incremento que se mostra como algo desejável, de qualquer modo, por propiciar-nos convivas mais saudáveis. &lt;p align="justify"&gt;Assim, votar nulo nessa eleição por firmeza de princípios é garantir o próprio sossego moral às custas do desassossego multidimensional de milhões, cuja ascensão social nos últimos anos (ainda que capenga e sob as diretrizes do capital) deixou sem sossego a porção mais mesquinha e reacionária de nossa opulenta elite, assim como aos aspirantes a nela se ingressarem (seja essa aspiração fundada ou não). &lt;p align="justify"&gt;Pra finalizar, reitero que se trata da escolha do “mal menor”. Mas, a isso é necessário acrescentar que, quando se pode avaliar um mal como menor (na falta daquilo que se possa qualificar como um bem), já se têm razões suficientes para elegê-lo em detrimento do mal maior. Não? &lt;p align="justify"&gt;Em respaldo à afirmação de que a candidatura Serra constitui o pior que pode ocorrer imediatamente, basta lembrar que o canalha não só se rendeu à pressão dos religiosos, como fez deles um instrumento para a sua própria promoção. Foi esse mau caráter, e não a Dilma, que recorreu a isso como estratégia de campanha, do que se têm abundantes provas à disposição de quem se interessar. E a Dilma, se ficasse apegada a seus princípios (e não fosse circunstancialmente hipócrita), entregaria de mãos beijadas àquele facínora o que ele mais quer a qualquer preço. E, fazendo isso, ela deixaria “órfãos” aqueles que nela confiam, ainda que com moderação e cautela. &lt;p align="justify"&gt;Desse modo, preservando esse ponto de sua integridade (a firmeza quanto à questão religiosa etc.), ela entregaria todos os outros. A primeira mulher a chegar às portas do Palácio do Planalto, mesmo depois de haver pego em armas contra a corja asquerosa dos quartéis (que lá permanece, sendo alimentada por nós, apesar de haverem dado golpe tão duro nas movimentações para a esquerda que se ensaiavam no país, matando e torturando centenas de milhares de militantes, simpatizantes e familiares); essa mulher, que lutava enquanto o FHC fazia bacanais em Paris e o Serra se “auto-exilava” no Chile, e que por isso querem dizer ser um monstro, agiria monstruosamente se inviabilizasse sua própria eleição, expressamente desejada por muitos milhões de outras pessoas, cujo apego à religião é mais decorrente de fraqueza, debilidade, do que de convicção profunda em tais ou quais dogmas. &lt;p align="justify"&gt;Pau mandado por pau mandado, ambos o são até certo ponto: a primeira é herdeira do Lula; o segundo, herdeiro do FHC. E é sob orientação desse “código genético” que agirão se forem&amp;nbsp; eleitos. Então, o que está em jogo não é encontrar aquele que se conforma com as nossas próprias posições (que, pelo menos no meu caso, é algo ausente do horizonte) ou negar-se a optar; mas, contribuir com os meios limitados à disposição para a construção lenta e paciente de um ambiente mais propício para o fortalecimento e a propagação dessas mesmas posições. Desse modo, negar-se aqui e ali em prol da continuidade do governo PT é mais digno que abster-se em momento tão importante. E isso por que pode contribuir para a criação de condições para irmos além da mera adequação de nossa conduta pessoal aos valores que ostentamos; para irmos em frente na construção de um mundo compatível com tais valores. &lt;p align="justify"&gt;Espero que entendam tais considerações não como um fraquejar de princípios e uma conversão ao politicismo (convicção ingênua de que por dispositivos e atos políticos se pode promover uma regeneração do tecido social, sem qualquer intervenção radical nas relações de propriedade). Ao invés disso, espero que as percebam como uma reprodução do alerta dado por Marx contra os proudhonianos: ainda que a esfera política não seja fundante nem definitiva, ela é efetiva; assim, a pior posição política possível é aquela de abandono do Estado, ainda mais nas garras da porção mais encarniçada da direta, no caso representada pelo desprezível senhor José Serra.   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6187080245739858319?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6187080245739858319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6187080245739858319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6187080245739858319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6187080245739858319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/11/minha-posicao-nessas-eleicoes.html' title='Minha posição nessas eleições'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5492022588049358402</id><published>2010-09-23T22:50:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T22:50:08.732-03:00</updated><title type='text'>Ato pela democracia: Pela mais ampla liberdade de expressão</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://altamiroborges.blogspot.com/2010/09/pela-mais-ampla-liberdade-de-expressao.html"&gt;Do blog do Miro&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Reproduzo documento do Centro de Estudos Barão de Itararé, lido durante o ato que lotou o auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na noite desta quinta-feira, 23 de setembro: &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJwDx3w2fYI/AAAAAAAAAaI/SbHnOPAaL7E/s1600-h/pigg%5B5%5D.gif"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="pigg" border="0" alt="pigg" src="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJwDzqEzT6I/AAAAAAAAAaM/9AL507TKY0E/pigg_thumb%5B3%5D.gif?imgmax=800" width="460" height="380"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, proposto e organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, adquiriu uma dimensão inesperada. Alguns veículos da chamada grande imprensa atacaram esta iniciativa de maneira caluniosa e agressiva. Afirmaram que o protesto é “chapa branca”, promovido pelos “partidos governistas” e por centrais sindicais e movimentos sociais “financiados pelo governo Lula”. De maneira torpe e desonesta, estamparam em suas manchetes que o ato é “contra a imprensa”. &lt;p align="justify"&gt;Diante destas distorções, que mais uma vez mancham a história da imprensa brasileira, é preciso muita calma e serenidade. Não vamos fazer o jogo daqueles que querem tumultuar as eleições e deslegitimar o voto popular, que querem usar imagens da mídia na campanha de um determinado candidato. Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Este não é momento de baixarias e extremismos. Para evitar manipulações, alguns esclarecimentos são necessários: &lt;p align="justify"&gt;1. A proposta de fazer o ato no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo teve uma razão simbólica. Neste auditório que homenageia o jornalista Vladimir Herzog, que lutou contra a censura e foi assassinado pela ditadura militar, estão muitos que sempre lutaram pela verdadeira liberdade de expressão, enquanto alguns veículos da “grande imprensa” clamaram pelo golpe, apoiaram a ditadura – que torturou, matou, perseguiu e censurou jornalistas e patriotas – e criaram impérios durante o regime militar. Os inimigos da democracia não estão no auditório Vladimir Herzog. Aqui cabe um elogio e um agradecimento à diretoria do sindicato, que procura manter este local como um espaço democrático, dos que lutam pela verdadeira liberdade de expressão no Brasil. &lt;p align="justify"&gt;2. O ato, como já foi dito e repetido – mas, infelizmente, não foi registrado por certos veículos e colunistas –, foi proposto e organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, entidade criada em maio passado, que reúne na sua direção, ampla e plural, jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação. Antes mesmo do presidente Lula, no seu legítimo direito, criticar a imprensa “partidarizada” nos comícios de Juiz de Fora e Campinas, o protesto contra o golpismo midiático já estava marcado. Afirmar o contrário, insinuando que o ato foi “orquestrado”, é puro engodo. Tentar atacar um protesto dos que discordam da cobertura da imprensa é tentar, isto sim, censurar e negar o direito à livre manifestação, o que fere a própria Constituição. É um gesto autoritário dos que gostam de criticar, mas não aceitam críticas – que se acham acima do Estado de Direito. &lt;p align="justify"&gt;3. Esta visão autoritária, contrária aos próprios princípios liberais, fica explícita quando se tenta desqualificar a participação no ato das centrais sindicais e dos movimentos sociais, acusando-os de serem “ligados ao governo”. Ou será que alguns estão com saudades dos tempos da ditadura, quando os lutadores sociais eram perseguidos e proibidos de se manifestar? O movimento social brasileiro tem elevado sua consciência sobre o papel estratégico da mídia. Ele é vítima constante de ataques, que visam criminalizar e satanizar suas lutas. Greves, passeatas, ocupações de terra e outras formas democráticas de pressão são tratadas como “caso de polícia”, relembrando a Velha República. Nada mais justo que critique os setores golpistas e antipopulares da velha mídia. Ou será que alguns veículos e até candidatos, que repetem o surrado bordão da “república sindical”, querem o retorno da chamada “ditabranda”, com censura, mortos e desaparecidos? O movimento social sabe que a democracia é vital para o avanço de suas lutas e para conquista de seus direitos. Por isso, está aqui! Ele não se intimida mais diante do terrorismo midiático. &lt;p align="justify"&gt;4. Por último, é um absurdo total afirmar que este ato é “contra a imprensa” e visa “silenciar” as denúncias de irregularidades nos governos. Só os ingênuos acreditam nestas mentiras. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre (inclusive da truculência de certos chefes de redação). Quem defende golpes e ditaduras, até em tempos recentes, são alguns empresários retrógrados do setor. Quem demite, persegue e censura jornalistas são os mesmos que agora se dizem defensores da “liberdade de imprensa”. Somos contra qualquer tipo de corrupção, que onera os cidadãos, e exigimos apuração rigorosa e punição exemplar dos corruptos e dos corruptores. Mas não somos ingênuos para aceitar um falso moralismo, típico udenismo, que é unilateral no denuncismo, que trata os “amigos da mídia” como santos, que descontextualiza denúncias, que destrói reputações, que desrespeita a própria Constituição, ao insistir na “presunção da culpa”. Não é só o filho da ex-ministra Erenice Guerra que está sob suspeição; outros filhos e filhas, como provou a revista CartaCapital, também mereceriam uma apuração rigorosa e uma cobertura isenta da mídia. &lt;p align="justify"&gt;5- Neste ato, não queremos apenas desmascarar o golpismo midiático, o jogo sujo e pesado de um setor da imprensa brasileira. Queremos também contribuir na luta em defesa da democracia. Esta passa, mais do que nunca, pela democratização dos meios de comunicação. Não dá mais para aceitar uma mídia altamente concentrada e perigosamente manipuladora. Ela coloca em risco a própria a democracia. Vários países, inclusive os EUA, adotam medidas para o setor. Não propomos um “controle da mídia”, termo que já foi estigmatizado pelos impérios midiáticos, mas sim que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista. Neste sentido, este ato propõe algumas ações concretas: &lt;p align="justify"&gt;- Desencadear de imediato uma campanha de solidariedade à revista CartaCapital, que está sendo alvo de investida recente de intimidação. É preciso fortalecer os veículos alternativos no país, que sofrem de inúmeras dificuldades para expressar suas idéias, enquanto os monopólios midiáticos abocanham quase todo o recurso publicitário. Como forma de solidariedade, sugerimos que todos assinemos publicações comprometidas com a democracia e os movimentos sociais, como a Carta Capital, Revista Fórum, Caros Amigos, Retrato do Brasil, Revista do Brasil, jornal Brasil de Fato, jornal Hora do Povo, entre outros; sugerimos também que os movimentos sociais divulguem em seus veículos campanhas massivas de assinaturas destas publicações impressas; &lt;p align="justify"&gt;- Solicitar, através de pedidos individuais e coletivos, que a vice-procuradora regional eleitoral, Dra. Sandra Cureau, peça a abertura dos contratos e contas de publicidade de outras empresas de comunicação – Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo –, a exemplo do que fez recentemente com a revista CartaCapital. É urgente uma operação “ficha limpa” na mídia brasileira. Sempre tão preocupadas com o erário público, estas empresas monopolistas não farão qualquer objeção a um pedido da Dra. Sandra Cureau. &lt;p align="justify"&gt;- Deflagrar uma campanha nacional em apoio à banda larga, que vise universalizar este direito e melhorar o PNBL recentemente apresentado pelo governo federal. A internet de alta velocidade é um instrumento poderoso de democratização da comunicação, de estimulo à maior diversidade e pluralidade informativas. Ela expressa a verdadeira luta pela “liberdade de expressão” nos dias atuais. Há forte resistência à banda larga para todos, por motivos políticos e econômicos óbvios. Só a pressão social, planejada e intensa, poderá garantir a universalização deste direito humano. &lt;p align="justify"&gt;- Apoiar a proposta do jurista Fábio Konder Comparato, encampada pelas entidades do setor e as centrais sindicais, do ingresso de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por omissão do parlamento na regulamentação dos artigos da Constituição que versam sobre comunicação. Esta é uma justa forma de pressão para exigir que preceitos constitucionais, como o que proíbe o monopólio no setor ou o que estimula a produção independente e regional, deixem de ser letra morta e sejam colocados em prática. Este é um dos caminhos para democratizar a comunicação. &lt;p align="justify"&gt;- Redigir um documento, assinado por jornalistas, blogueiros e entidades da sociedade civil, que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições brasileiras e que o papel da chamada grande imprensa tem jogado neste processo decisivo para o país. Ele deverá ser amplamente divulgado em nossos veículos e será encaminhado à imprensa internacional.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5492022588049358402?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5492022588049358402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5492022588049358402' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5492022588049358402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5492022588049358402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/09/ato-pela-democracia-pela-mais-ampla.html' title='Ato pela democracia: Pela mais ampla liberdade de expressão'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJwDzqEzT6I/AAAAAAAAAaM/9AL507TKY0E/s72-c/pigg_thumb%5B3%5D.gif?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-7792581695905319594</id><published>2010-09-19T20:10:00.001-03:00</published><updated>2010-09-19T20:10:43.872-03:00</updated><title type='text'>Centro Barão de Itararé promove ato contra o golpismo midiático</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Reproduzo convite do Centro de Estudos Barão de Itararé:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;COMPAREÇA AO ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA!  &lt;p align="justify"&gt;CONTRA A BAIXARIA NAS ELEIÇÕES!  &lt;p align="justify"&gt;CONTRA O GOLPISMO MIDIÁTICO!  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJaYbdDzVHI/AAAAAAAAAaA/zxMcEWyfDpU/s1600-h/pig%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="pig" border="0" alt="pig" src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJaYcotwPkI/AAAAAAAAAaE/SjKpfA0_TYE/pig_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="535" height="354"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o país e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na “presunção da culpa”, numa afronta à Constituição que fixa a “presunção da inocência”.  &lt;p align="justify"&gt;Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha no programa de TV do candidato das forças conservadoras.  &lt;p align="justify"&gt;Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil.  &lt;p align="justify"&gt;A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha. Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso.  &lt;p align="justify"&gt;Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando da ofensiva estão grupos de comunicação que – pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar – já mostraram seu desapreço pela democracia.  &lt;p align="justify"&gt;É por isso que centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e personalidades das mais variadas origens realizarão – com apoio do movimento de blogueiros progressistas - um ato em defesa da democracia.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Participe! Vamos dar um basta às baixarias da direita!&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Abaixo o golpismo midiático! &lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Viva a Democracia!&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Data: 23 de setembro, 19 horas  &lt;p align="justify"&gt;Local: Auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista).  &lt;p align="justify"&gt;Presenças confirmadas de dirigentes do PT, PCdoB, PSB, PDT, de representantes da CUT, Força Sindical, CTB, CGTB, MST e UNE e de blogueiros progressistas.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-7792581695905319594?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/7792581695905319594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=7792581695905319594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7792581695905319594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7792581695905319594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/09/centro-barao-de-itarare-promove-ato.html' title='Centro Barão de Itararé promove ato contra o golpismo midiático'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJaYcotwPkI/AAAAAAAAAaE/SjKpfA0_TYE/s72-c/pig_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-7949536346435805612</id><published>2010-09-16T23:42:00.001-03:00</published><updated>2010-09-16T23:42:44.269-03:00</updated><title type='text'>Depois da birra, Zéladeira promete criar o piriPAC</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJLVnRA1JII/AAAAAAAAAZ4/_okkGBH2r4E/s1600-h/serral%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="serral" border="0" alt="serral" src="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJLVotJWBYI/AAAAAAAAAZ8/1h_eGuyhsXM/serral_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="516" height="484"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-7949536346435805612?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/7949536346435805612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=7949536346435805612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7949536346435805612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7949536346435805612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/09/depois-da-birra-zeladeira-promete-criar.html' title='Depois da birra, Zéladeira promete criar o piriPAC'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TJLVotJWBYI/AAAAAAAAAZ8/1h_eGuyhsXM/s72-c/serral_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6354189456159520948</id><published>2010-09-13T23:07:00.002-03:00</published><updated>2010-09-13T23:37:12.332-03:00</updated><title type='text'>Para mulheres habitadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Seria lícito sonhar assim? (…)&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TI7YxQFrV4I/AAAAAAAAAZg/m_Z-9wtaHDg/s1600-h/A_MULHER_HABITADA_1233155233P%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img align="right" alt="A_MULHER_HABITADA_1233155233P" border="0" height="265" src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TI7YyvLwkVI/AAAAAAAAAZk/NEZvpBm_F44/A_MULHER_HABITADA_1233155233P_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 40px;" title="A_MULHER_HABITADA_1233155233P" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Ela podia escolher viver no mundo paralelo no qual tinha nascido. Só ver o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;outro mundo de passagem, do carro, virando o rosto nos bairros de tábuas e chão de terra, para olhar as nuvens no horizonte (…) E assim tinham sido as coisas desde sempre, pensava. Quem se atrevia a sonhar e em mudar tudo aquilo? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;b&gt;A Mulher Habitada&lt;/b&gt;” -romance da escritora nicaraguense Gioconda Belli- é, sem sombra de dúvidas, um livro destinado às mulheres habitadas. Mulheres que trazem dentro de si a rebeldia, o sentimento de luta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“América Latina, década de 70. Ditaduras militares impõem regimes de terror contra os quais grupos de revolucionários idealistas se rebelam”. É neste contexto que a história de duas mulheres se cruzam. Duas mulheres oprimidas que partilham do mesmo sentimento de indignação frente ao tradicional papel submisso que lhes era reservado pela sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Itzá é índia que abandona seu papel de mulher na aldeia e transforma-se em guerreira ao lado de seu amor, Yarince, na luta contra a invasão espanhola na América. Seu espírito renasce na década de 70 em uma laranjeira, no quintal de Lavínia, em plena ditadura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lavínia é arquiteta. Mulher moderna e independente, filha de uma tradicional família aristocrata. Estudou na Europa de onde retornou para morar da cidade fictícia de Fáguas, trazendo consigo ideais humanistas. Mas uma coisa é não se resignar com o &lt;i&gt;Staus quo, &lt;/i&gt;outra era pegar em armas. Mas o inconformismo, que antes habitava somente o plano das ideias, toma corpo quando Lavínia conhece seu amor. Tal paixão e a indignação frente as verdades que os jornais não noticiam, estimulam-na a ir à luta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Itzá e Lavínia, duas mulheres separadas por quatro séculos e unidas por um sonho romântico de liberdade”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;b&gt;Sobre a autora:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TI7Yz3060SI/AAAAAAAAAZo/hPJvhGXTgZM/s1600-h/belli%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img align="left" alt="belli" border="0" height="244" src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TI7Y0ywnylI/AAAAAAAAAZs/hkeZPiYUr24/belli_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" style="border-width: 0px; display: inline; margin: 0px 10px 0px 0px;" title="belli" width="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Gioconda Belli: “&lt;/b&gt;A história da autora bem poderia ser a de qualquer dessas duas mulheres. Libertária, essa escritora nicaraguense, antes de dedicar-se à literatura, militou na guerrilha sandinista que derrubou o ditador Somoza. A experiência é a base deste seu romance de estreia, publicado em 1992, que narra o entrelaçamento da vida dessas duas heoínas”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td width="199"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TI7Y19bboPI/AAAAAAAAAZw/MY5_yX0Yvec/s1600-h/clip_image001%5B3%5D.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6354189456159520948?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6354189456159520948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6354189456159520948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6354189456159520948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6354189456159520948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/09/para-mulheres-habitadas.html' title='Para mulheres habitadas'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TI7YyvLwkVI/AAAAAAAAAZk/NEZvpBm_F44/s72-c/A_MULHER_HABITADA_1233155233P_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5791610563033327586</id><published>2010-09-07T22:38:00.000-03:00</published><updated>2010-09-11T22:39:44.190-03:00</updated><title type='text'>As eleições e a independência do povo brasileiro</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6427%3Aas-eleicoes-e-a-independencia-do-povo-brasileiro&amp;amp;catid=69%3Abatalha-de-ideias&amp;amp;Itemid=83"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt; - [Lucas Morais]  &lt;p align="justify"&gt;No contexto das eleições brasileiras, a candidatura do “economista”* José Serra, ex-Governador do estado de São Paulo e membro do Partido da Social-Democracia Brasileira, iniciou-se com três duros golpes. O primeiro golpe foi operado pelo igualmente tucano Aécio Neves (PSDB-MG), então Governador do estado de Minas Gerais, que se empenhou na disputa partidária interna pela decisão da candidatura à presidência mediante referendo partidário, em que o mais votado seria o candidato do partido, abrindo a possibilidade de uma chapa puro-sangue, com Aécio à testa da máquina tucana nacionalmente. &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TIa7HXbAEAI/AAAAAAAAAX8/sttI9y0i1tk/s1600-h/070910_tucanic%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img title="070910_tucanic" border="0" alt="070910_tucanic" src="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TIa7JbkXLMI/AAAAAAAAAYA/A2HDzz46wRk/070910_tucanic_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="527" height="306"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;primeiro duro golpe&lt;/strong&gt; foi dado, na verdade, às ordens de Fernando Henrique Cardoso, “Rei” do Partido e ideólogo defensor das perspectivas neoliberais das escolas norte-americanas, comprovadamente atuante como funcionário da Fundação Ford**, atuando politicamente e ideologicamente a partir de instituições acadêmicas, com larga influência política dentro do PSDB. Ao defender uma candidatura paulista, com Serra à presidência e Aécio como vice, FHC optou pela pior tática para uma tentativa de (re)conquistar o Governo Federal e implementar políticas já adotadas pelo Estado de São Paulo sob os governos tucanos, bem como as criminosas contrarreformas neoliberais das quais José Serra fora um dos protagonistas mais centrais, à frente no Governo FHC (1994-2002) do Ministério do Planejamento (1994-1998), central para a viabilização das privatizações criminosas e absurdas que viriam a seguir, como foi com a Vale e as telecomunicações, vendidas a preços literalmente de bananas. &lt;p align="justify"&gt;Para tirar Aécio Neves da disputa interna, José Serra soltou seus cachorros “semioficiais”. Seu companheiro de clube, o palmeirense e jornalista Juca Kfouri, solta em seu blog uma &lt;a href="http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-11-01_2009-11-07.html"&gt;postagem&lt;/a&gt; que sugere que Aécio Neves, em uma festa no Rio de Janeiro, teria agredido sua namorada em público, dando a entender inclusive alterações psicológicas em função do uso de drogas. Posteriormente, um editorial do jornal simpático aos tucanos, O Estado de S. Paulo, através do editor Mauro Chaves, publica um discurso em que termina com a menção “nonsense” de “&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php"&gt;pó pará, Governador?&lt;/a&gt;” (Ver “&lt;a href="http://cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4769"&gt;Pó pará, Serra!&lt;/a&gt;”, de Marco Aurélio Weissheimer). &lt;p align="justify"&gt;Diante destas agressões, Aécio Neves teria supostamente solicitado a jornalistas do jornal Estado de Minas para que levantassem informações acerca de José Serra e seus aliados, para que, caso necessário, pudesse responder ao fogo-amigo. Dentro deste contexto, acontece o primeiro vazamento da Receita Federal, que teria fornecido informações preciosas para o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que trabalha atualmente para o Grupo Record, e promete lançar em 2011 seu livro sobre a privataria corrupta que ocorrera nos governos FHC, chamado “&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/os-poroes-da-privataria.html"&gt;Os Porões da Privataria&lt;/a&gt;”. Aécio Neves, então pressionado pela “massa cheirosa” do tucanato paulista, ao fim de 2009, a assumir o papel de candidato a vice-presidente, ofuscado por ninguém menos que José Serra, desiste desta promessa política suicida, e decide se lançar para o Senado representando o estado de Minas Gerais, forjando seu candidato a Governador, Anastasia, e sendo também o único cabo eleitoral efetivo de todo o quadro dos demotucanos (Democratas + PSDB) em todo o Brasil, cabendo a ele o papel de derrotar a penosa aliança dos petistas mineiros com o rolo compressor das rádios comunitárias, o obscuro funcionário da Rede Globo Hélio Costa, o cirurgião do aborto do projeto de televisão digital aberta que estava sendo gestada por pesquisadores da UnB em parceria com outras universidades do País, entre diversas outras políticas entreguistas quando esteve à frente do Ministério das Comunicações. &lt;p align="justify"&gt;Entretanto o quadro dos golpes não se encerra aí. Antes mesmo de se cogitar Aécio Neves como vice na chapa de José Serra, um candidato a vice já havia sido desenhado por FHC e Serra. Eis o &lt;strong&gt;segundo golpe&lt;/strong&gt;. Seria ninguém menos que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Roberto_Arruda"&gt;José Roberto Arruda&lt;/a&gt; (DEM-DF). Em uma reunião entre representantes dos governos do Distrito Federal e de São Paulo, José Serra, com a mão carinhosamente apoiada nos ombros de José Roberto Arruda, dizia que para as próximas eleições, o eleitor poderia finalmente &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NImym3T_Ozw"&gt;votar em um careca e eleger dois&lt;/a&gt;, deixando ali claro suas pretensões e ambições. Serra pensa que nasceu para presidir este país e o que está na frente dele é obstáculo. Entretanto, uma testemunha do esquema da quadrilha forjada por José Roberto Arruda não somente flagrou, como filmou todo o processo, exibindo imagens a todo o Brasil de um Governador do Distrito Federal, representante nacional do partido Democratas (composto por banqueiros e latifundiários), sendo preso com provas explosivas, com vídeos que mostrava a ocultação de maços de dinheiro em meias. Foi o primeiro governador na história do Brasil a ser preso, extraordinário em um país em que reina a impunidade judicial com relação aos políticos. A mídia oligarca dos Marinho, Mesquitas, Maiorana, Magalhães, Sirotsky, Collor, Sarney, Frias, Maias, Franco, entre outros, não noticiou a relação de Arruda e Serra e, após o esfriar do escândalo, jogou panos mornos e, desde o início de 2010, não pronuncia-se mais sobre o “Escândalo do Mensalão do DEM”. José Roberto Arruda continuou preso até o dia 12 de abril de 2010. &lt;p align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;terceiro golpe&lt;/strong&gt; fora dado pela própria indefinição do prepotente José Serra que, se fosse possível, seria candidato a presidente com sua filha, Verônica Serra, como vice, dado que esta sim é de confiança do líder tucano. A coligação “O Brasil Pode Mais”, representada pelo PSDB-DEM-PPS-PTB, deveria então definir através de um consenso entre o alto birô do tucanato paulista junto ao birô dos DEM quem seria o vice da chapa. Entretanto, Serra deixou o tempo esgotar, tendo os representantes do DEM ameaçado sair da coligação em função da indefinição e não nomeação de um quadro deste “partido”. Eis que o playboy mal chamado Índio da Costa, representante dos Democratas do Rio de Janeiro, inicia sua campanha como um garoto eufórico, disparando contra o PT afirmando que o Partido dos Trabalhadores tem relações com as FARC e, por isto, teria relações com o narcotráfico. Nenhuma prova fora apresentada. Alguns representantes da FSP – Força Serra Presidente –, como a cada dia mais decadente revista semanal do Grupo Abril, a Veja, e o jornal da família Frias, a Folha de São Paulo, insistiram nas acusações, enquanto o PT negava veementemente em cartas públicas e ameaçando recorrer na justiça contra a irresponsabilidade golpista e imunda dos tucanos. Poucas semanas depois de tais acusações sem provas, o presidente recém-eleito da Colômbia, o ex-ministro de Defesa de Álvaro Uribe, Juan Manuel Santos, &lt;a href="http://vistolidoouvido.blogspot.com/2010/08/juan-manuel-santos-da-um-chega-pra-la.html"&gt;disse em entrevista à Veja&lt;/a&gt;, nas páginas amarelas, que ele mesmo já teve relações com as FARC para negociações. A mentira, como bem disse Lula no dia 6 de setembro, merecendo destaques nos jornais, tem perna curta, muito curta por sinal. &lt;p align="justify"&gt;Diante de três golpes frontais, Serra tem diante de si um cenário de colapso, enquanto seu partido e coligados nas eleições regionais para deputados federais, senadores e governadores, apelam para a política do “Salve-se quem puder”. Em Minas Gerais, Milton Nascimento e Lô Borges aceitaram fazer campanha para o candidato de Aécio Neves, Anastasia, mas com um porém: O nome e nem a imagem de Serra podem aparecer. O comitê de campanha de Antônio Anastasia se comprometeu a não exibir Serra. &lt;p align="justify"&gt;Enquanto isso, Dilma Rousseff, pelo menos nas pesquisas, quebra alguns recordes; o primeiro, de superar o número de votos obtidos por Lula nas eleições de 2002 e 2006; o segundo que, se esses números se confirmarem no dia 3 de outubro, Dilma terá mais votos que o ator do maior filme de ficção realista de toda a história das eleições norte-americanas, o &lt;em&gt;Yes We Can&lt;/em&gt;, interpretado espetacularmente pelo Nobel da Paz, Barack Hussein Obama. &lt;p align="justify"&gt;Segundo &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/tracking%20vox%20populibandig%20dilma%2056%20serra%2021/n1237771226304.html"&gt;pesquisa divulgada&lt;/a&gt; nesta terça-feira pela VoxPopuli/Band/IG, Dilma abre 56% contra 21% de Serra, com Marina tendo 8% dos votos. &lt;p align="justify"&gt;Diante desta realidade, o PiG*** é a única tábua de salvação para a candidatura de José Serra. A Folha de São Paulo, em sua neutralidade tucana, apoia cada uma das acusações sem provas realizadas por Serra e seu comitê de campanha, ou melhor dizendo, de guerra, como o foi na tentativa de impugnação contra a candidatura de Dilma Rousseff, acusando-a de ter mandado um suposto grupo de inteligência de seu comitê de campanha para levantar dados obtidos no vazamento da Receita Federal, alegando que ela está envolvida inclusive no escândalo nacional. Este absurdo foi rechaçado e repudiado não somente entre o espectro político petista e da esquerda em geral, mas também por liberais e conservadores críticos à ausência de projetos e programa da candidatura de Serra. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dilma e as eleições&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Muitos analistas já dão a fatura como liquidada em função da desestrutura e do desfavorecimento das condições políticas atuais, com Lula como o maior cabo eleitoral de toda a história brasileira, e apoiam inclusive o futuro Governo Dilma, que já deu sinais de que terá atenção especial com os investidores financeiros. &lt;p align="justify"&gt;Dilma contou com ótimas propagandas eleitorais, mostrando sua vida pregressa, sua história pessoal e política, deixando aberta sua vocação democrata e republicana, de desenvolvimentismo social-liberal. Dilma Rousseff é mineira, atleticana, e nascida em Belo Horizonte. Caso se confirme sua eleição no primeiro turno, será a primeira mulher a assumir o cargo de presidente da República na história brasileira, acompanhando as experiências do Chile (Michelle Bachelet) e da Argentina (Cristina Kirchner). &lt;p align="justify"&gt;Para o Governo de Dilma, o Governo da coalizão do PT e PMDB de Lula legou o Pré-Sal, relações exteriores que elevam o Brasil ao status de potência mundial, estabilidade econômica e crescimento da renda da classe trabalhadora (em função do fortalecimento do consumo interno), redução de 40% da pobreza extrema e ascensão de milhões de famílias aos bens de consumos industrializados, como carros e eletrodomésticos. Somente no final deste ano de 2010, milhares ou talvez milhões de brasileiros irão viajar de avião pela primeira vez. Dilma terá a oportunidade de governar o país em excelentes condições políticas e econômicas, e isso tranquiliza inclusive os mais importantes setores do capital financeiro. O Financial Times já tem como certa a vitória de Dilma, e não faz alardes como a máquina de José Serra, que utiliza inclusive da história de Dilma, esta que foi ativista de organizações da esquerda que aderiram à luta armada no Brasil contra a ditadura militar instaurada em 1964, quando José Serra era ainda um jovem ativista e presidente da União Nacional dos Estudantes. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Questões ambientais e sociais latentes&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Entretanto, a questão ambiental e social continuam latentes. O capitalismo à brasileira, como cunhou sabiamente Ivan Pinheiro, secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro e candidato à presidência da República, trouxe uma elevação da renda das massas, mas, entretanto, os problemas mais latentes da via colonial do capitalismo brasileiro continuam latentes, como é o caso da reforma agrária e da destruição e degradação natural pelas empresas multinacionais. &lt;p align="justify"&gt;Marina Silva aparece neste cenário político como a candidata moderna, que defende um desenvolvimento capitalista aliado ao desenvolvimento sustentável das empresas no processo de exploração do meio ambiente. Esta ilusão é vendida e convence a muitos desavisados e ambientalistas que, apesar de todo o contexto que Marina construiu politicamente, votam nela pela questão ambiental. Entretanto, capital sem degradação da natureza é como capital sem exploração do trabalhador, simplesmente impossível. Marina Silva se desfilia em agosto de 2009 do Partido dos Trabalhadores e filia-se ao Partido Verde alegando que o PT abandonou seus princípios e sua ética. Curiosamente, Marina não realizava estas críticas quando estava no PT e poderia ter pedido demissão antes, como disparou Plínio de Arruda Sampaio no primeiro debate entre os presidenciáveis da Rede Bandeirantes. Entretanto, Marina Silva entra em um partido chefiado por um dos filhos do clã de Sarney (Sarney Filho, ex-ministro do Meio Ambiente no Governo FHC) e Fernando Gabeira e, ainda por cima, coloca como seu vice ninguém menos que o presidente executivo da Rede Natura, um bilionário. Além disso, Marina diz abertamente que atuará contra a candidatura de Dilma, posicionando-se como simpática a Serra, mas não poupando críticas quando necessário, para demonstrar sua suposta independência. Esta “independência” é falsa e, Marina, ao optar pelo enfraquecimento da candidatura de Dilma, acaba por fortalecer o golpismo de Serra. Em última análise, &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=532"&gt;Marina entrou em jogo para fazer o jogo da direita&lt;/a&gt;, o que mancha sua história com o mesmo veneno que Serra se envenenou. &lt;p align="justify"&gt;Em quarto lugar nas pesquisas eleitorais aparece um senhor que tem não menos que 50 anos de participação ativa nas lutas sociais e que tem como bandeira fundamental a defesa da reforma agrária e dos interesses dos trabalhadores. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%ADnio_de_Arruda_Sampaio"&gt;Plínio de Arruda Sampaio&lt;/a&gt; agrada os militantes socialistas e simpatizantes daquele Partido dos Trabalhadores que lutava pela reforma agrária junto ao Movimento dos Sem Terra e defendia as lutas dos trabalhadores. Além de Plínio, a esquerda socialista brasileira conta com Zé Maria, dirigente nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados – &lt;a href="http://www.pstu.org.br/"&gt;PSTU&lt;/a&gt; –, Ivan Pinheiro, secretário-geral do &lt;a href="http://www.pcb.org.br/"&gt;PCB&lt;/a&gt;, e Rui Costa Pimenta, líder nacional do Partido da Causa Operária – &lt;a href="http://www.pco.org.br/"&gt;PCO&lt;/a&gt;. O partido de Plínio, o &lt;a href="http://www.psol.org.br/"&gt;PSOL&lt;/a&gt; – Partido Socialismo e Liberdade –, livrou-se da manobra venenosa encomendada por Heloísa Helena (PSOL de Alagoas), que era manobrar o Partido para um apoio à candidatura de Marina Silva. Logo que os militantes perceberam a guinada de Heloísa, isto foi denunciado e acabou servindo como motivo de endosso a uma candidatura de Plínio. O PV, partido atual de Marina Silva, vota em cada estado de acordo com os interesses regionais, por exemplo, no sudeste e no sul, vota com o PSDB e DEM. Uma aliança deste nível para os ativistas e militantes do PSOL seria um suicídio político e uma degeneração na velocidade da luz. &lt;p align="justify"&gt;O mecanismo fundamental que a direita tem hoje no Brasil para fazer valer os interesses dos 25 mil clãs-famílias da República é, sem dúvida, o controle da mídia privada e as leis audiovisuais em vigor para a televisão e rádio. O formato norte-americano torna a disputa favorável às grandes coligações. Com isto, a candidatura de Dilma dispõe da maior parte do tempo de televisão e rádio. Serra abocanha outra parte, Marina o mesmo. Para os nanicos, restam poucos minutos, em todo o processo de campanha, na televisão para promover debates sobre seus programas e políticas. Desta forma, aquela porção política que efetivamente possui programas e propostas para a sociedade brasileira, que é a esquerda socialista do PSOL-PSTU-PCB-PCO, fica refém de seu tempo limitado e necessita adaptar suas ideias aos formatos mais curtos possíveis, eliminando a possibilidade de uma reflexão e forçando estes partidos a apenas levantarem as suas bandeiras para demarcarem território. Com isto, as propostas do PCB, PSTU e PCO aparecem como que dirigidas para o público da esquerda ou cedem o espaço para as pautas dos movimentos sociais, como o PCB tem feito. O PSOL, por sua vez, conseguiu colocar seu candidato no primeiro debate entre os presidenciáveis, que ocorreu nos estúdios da Band, tendo Plínio de Arruda Sampaio se saído melhor que todos os candidatos e obtendo destaque entre os 10 mais tuitados no Twitter internacional. A Rede Globo, para silenciar e ofuscar o debate realizado pela Band, transferiu a final da Copa Libertadores das Américas, em que jogaram a equipe gaúcha Internacional contra o time mexicano Chivas de Guadalajara, para o mesmo dia do debate, desviando os telespectadores brasileiros, tradicionalmente apaixonados pelo espetáculo do futebol, do debate político. &lt;p align="justify"&gt;Diante de toda esta conjuntura, o Brasil finalmente logra uma independência dos (des)projetos da direita reacionária e conservadora, e continua firme na defesa da democracia liberal arduamente conquistada pelos movimentos sociais. Como bem alertou Marcio Pochmann, diretor do IPEA, nosso país tem pouco mais de 500 anos de idade e menos de 50 de democracia. Defender Dilma dos ataques da direita é obrigação de toda a esquerda que reivindique a democracia. Defender a democracia, mesmo que esta apodrecida, a liberal-burguesa, que expressa os interesses dos maiores grupos econômicos nacionais e internacionais, é uma obrigação de todos que se identificam com o campo progressista, dado que a Constituição de 1988 defende a liberdade de expressão, imprensa, associação, organização, etc. Construir um país livre de controles estrangeiros, militares, das oligarquias, da mídia privada e do conservadorismo político deve unir todo o espectro democrático e popular brasileiro. É este o projeto que sairá fortalecido destas eleições. Em torno desta independência, da reforma agrária, do fortalecimento dos movimentos sociais, da defesa da liberdade de expressão e da democratização/socialização dos meios de comunicação, entre tantas outras questões tão latentes é que deve ser forjado um movimento das massas brasileiras. A ruptura histórica operada pelo Partido dos Trabalhadores é fundamental e abre perspectivas que podem excluir as elites do mando a que sempre estiveram acostumados. É por isto que, diariamente, a ampla aliança neoliberal precisa atacar a Bolívia, as FARC, Hugo Chávez, Ahmadinejad, etc. Porque falta projeto de país para uma direita desesperada e precisam demonizar todos aqueles que o Pentágono-CIA-Washington designam como “terroristas”. &lt;p align="justify"&gt;A coalizão midiática do demotucanato não tem convencido mais a sociedade brasileira. “Ei Rede Globo, o povo não é bobo!”. Quem está perdendo as eleições são a Veja, a Folha de São Paulo, a Rede Globo e todos aqueles que se unem para salvar o barco tucanic, com um capitão de bordo caduco por seu próprio veneno. Sairão desmoralizados de todo este processo. Entrarão para a história brasileira como entraves ao progresso social. &lt;p align="justify"&gt;O povo brasileiro pode hoje respirar uma independência que começou a ser forjada pelos movimentos sociais durante a resistência à ditadura militar brasileira. É esta independência que devemos celebrar hoje no dia 7 de setembro de 2010. &lt;p align="justify"&gt;* José Serra não apresentou o diploma e, no entanto, seu partido anteriormente criticou exaustivamente o fato da suposta “incapacidade intelectual” de um ex-torneiro mecânico ter a responsabilidade de ser o primeiro operário a se tornar o Presidente da República Federativa do Brasil. &lt;p align="justify"&gt;** Ver: &lt;a href="http://argemiroferreira.wordpress.com/2010/01/19/fhc-e-a-guerra-fria-cultural-da-cia/"&gt;http://argemiroferreira.wordpress.com/2010/01/19/fhc-e-a-guerra-fria-cultural-da-cia/&lt;/a&gt; Ou adquira o livro em: &lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2067729/quem-pagou-a-conta/?ID=BB6800B27DA09070F31090384"&gt;http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2067729/quem-pagou-a-conta/?ID=BB6800B27DA09070F31090384&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;*** Partido da imprensa Golpista, termo cunhado por Paulo Henrique Amorim e utilizados pelos ativistas em blogues e sítios na internet brasileira.   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5791610563033327586?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5791610563033327586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5791610563033327586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5791610563033327586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5791610563033327586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/09/as-eleicoes-e-independencia-do-povo_07.html' title='As eleições e a independência do povo brasileiro'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TIa7JbkXLMI/AAAAAAAAAYA/A2HDzz46wRk/s72-c/070910_tucanic_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-7693828723025430686</id><published>2010-09-07T19:35:00.001-03:00</published><updated>2010-09-07T19:35:19.270-03:00</updated><title type='text'>Liberdade, essa palavra</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:fe544f8e-5bfe-4270-beda-b513fa080c33" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="8700be1d-3027-436a-a7b9-61d94fa6c99c" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UqEimwCupsQ" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TIa-HKi2LSI/AAAAAAAAAYI/7OJBss5SNJI/videoe6b4d07df3cd%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('8700be1d-3027-436a-a7b9-61d94fa6c99c'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/UqEimwCupsQ&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/UqEimwCupsQ&amp;amp;hl=en\&amp;quot; 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Filme produzido para a Current TV e exibido nos EUA e Inglaterra&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-7321838466701075256?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/7321838466701075256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=7321838466701075256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7321838466701075256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7321838466701075256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/09/o-silencio-nas-minas-gerais.html' title='O silêncio nas Minas Gerais'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TIa9OTn1o5I/AAAAAAAAAYE/sdNP-xQbyAU/s72-c/video8654949557af%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-597801601984458811</id><published>2010-09-07T16:39:00.001-03:00</published><updated>2010-09-07T16:39:27.730-03:00</updated><title type='text'>O Brasil visto da América Latina e a América Latina vista do Brasil</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&amp;#160;&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/"&gt;Opera Mundi&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;7 de setembro de 2010 &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;É um avanço o Brasil ser considerado aliado dos países latino-americanos. Na época da ditadura, o nosso país era visto como um “subimpério” dos EUA &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por Emir Sader*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para que estivessem participando de importantes processos de integração, o Brasil e os seus vizinhos no continente tiveram que superar muitos preconceitos, muitos clichês, alguns inventados aqui mesmo, outros induzidos desde o Norte, para dificutar a unidade do Sul. É um avanço histórico de grandes dimensões que Brasil e Argentina se sintam parceiros indispensáveis, quase complementares, quando a política norteamericana sempre foi a de explorar as rivalidades e incentivar as diferenças.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com razão, durante a ditadura militar, o movimento popular de outros países do continente temia o Brasil como país “subimperialista”, quando nosso país desempenhava o papel de aliado estratégico dos EUA na região. No momento mais agudo das negociações das dívidas externas dos nossos países, os credores não aceitavam negociar com mais de um país ao mesmo tempo, e os governos da Argentina, do México e do Brasil, se deixavam manipular, com concessões a um país quando um outro decidia suspender o pagamento da dívida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O neoliberalismo – de que o nosso continente foi a maior vítima, com a maior quantidade de governos e sob as formas mais radicais no mundo – aprofundou as divisões e a subordinação dos países do continente a políticas de mercado e aos EUA. Este quase conseguiu impor sua Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), evitada com o triunfo de Lula e de uma política externa diferente no Brasil, que deveria conduzir a conclusão do pacto, mas terminou por abortá-lo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, a América Latina passou da região mais subordinada aos EUA, na última década do século passado, à única região do mundo com projetos de integração relativamente autônomos em relação aos EUA, a única região do mundo com governos que pretendem superar o modelo neoliberal. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, as visões direrenciadas, muitas vezes mistificadas do Brasil nos outros países do continente e desses outros países entre nós, sobrevivem, e muitas vezes dificultam os processos de compreensão mútua e de integração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Olhos para o litoral &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Visto do Brasil, a América Latina – ou os outros países de um continente ao qual pertencemos – aparece como algo que “fica perto”. Como se, saindo do Brasil, “chegaríamos na América Latina”. Como a ocupação territorial do país foi feita conforme o modelo primário exportador que o colonialismo impôs ao país, ela se fazia basicamente nos corredores de exportação, voltados para o litoral, na direção oposta das fronteiras com os países latino-americanos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto que a Europa e os Estados Unidos estavam na mira dos portos, feitos para que o país olhasse para fora e, especialmente, para o alto. O exterior era sobretudo isso – a Europa e os EUA. Como se não pertencêssemos à América Latina. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O ensino se encarregava de difundir como a colonização portuguesa nos havia impresso um selo diferente, uma identidade distante daquela dos de colonização espanhola, como se o idioma fosse suficiente para determinar essas diferenciações. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Elemento diferenciador &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nossa história foi muito similar, fomos colonizados e se usou mão de obra escrava para isso, trazida pelos europeus. Quando as potências ibéricas se enfraqueceram, nossa dependência foi transferida para a Inglaterra, em todos os países do continente. Modelos primário exportadores – agrícolas ou minerais – moldaram todas as economias do continente e nos inseriram de forma subordinada no sistema capitalista internacional. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O elemento diferenciador de termos sido colonizados pelos portugueses veio do fato de que, enquanto a corôa espanhola resistiu, foi derrotada, se enfraqueceu e facilitou o impressionante ciclo de revoluções de independência – de cujo início se está comemorando o bicentenário este ano -, a coroa portuguesa fugiu para o Brasil, sem resistir. Com isso, para os outros países do continente se aceleraram os processos de independência, para nós, ao contrário, significou o fortalecimento dos vínculos coloniais. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De tal forma que, enquanto eles passaram da colônia para repúblicas e terminaram com a escravidão – com as exceções de Cuba e de Porto Rico -, nós passamos a império vinculado familiarmente à corôa portuguesa e nos tornarmos o país que mais tardou para terminar com a escravidão, consolidando antes disso o poder do latifúndio no campo. Fatores que terminaram o nosso atraso histórico relativo em relação a outros países do continente, até o início do século XX, mas não definiram um destino diferenciado deles. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Destino comum &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nosso destino comum seguiu, da colônia e da escravidão, passando pelos modelos primário de exportadores, até o século passado e este, nos processos de industrialização. Nossa visão, no entanto, continuou fechada sobre nós mesmos. Só mesmo quando a crise da dívida, dos anos 1980, atingiu a todos, levando os governantes da época a negociar empréstimos do FMI praticamente nas mesmas condições, é que passamos a tomar consciência do nosso destino comum. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda assim, só quando, no governo atual, passamos a privilegiar os processos de integração regional e não os Tratados de Livre Comércio com os EUA, que essa consciência comecou realmente a se incorporar à consciência nacional brasileira. A ampliação do Mercosul, a expansão do comércio com a Argentina, com a Venezuela, com a Bolívia, foram consolidando lacos inexistentes ou sem importancia antes. A construção da Unasul, do Conselho Sulamericano de Defesa, do Banco do Sul, com participação ativa do Brasil foi confirmando a importância da identidade e da integração com os outros países da região. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Opera-se assim uma mudança importante na percepção que se tem da América Latina e do Brasil como país latinoamericano. A aproximação e o intercâmbio com governantes como Hugo Chavez, da Venezela, Evo Morales, da Bolívia, Rafael Correa, do Equador, os Kirchner, da Argentina, Fernando Lugo, do Paraguai, Mauricio Funes, de El Salvador, permitiram um conhecimento mútuo maior e a definição de interesses comuns, assim como a superação de conflitos que surgiram, em alguns casos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Da mesma forma, a imagem do Brasil tambem foi mudando nos outros países do continente. A imagem projetada pelo governo Lula não deixa de assustar, pela dimensão territorial do país, pela força da sua economia, pela forte expansão das empresas estatais e privadas brasileiras. A Petrobras sofre acusações de não respeitar reservas indígenas no Equador, mas são principalmente empresas privadas, de construção, que nao cumprem contratos ou não respeitam legislações locais, as que mais trazem problemas para a imagem brasileira em outros países da região. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imagem projetada Porém, mais importante é a projeção internacional do Brasil como potência regional, com peso nas grandes decisões mundiais, com uma economia com capacidade de resistência aos efeitos da crise internacional, mas também com atitudes solidárias com seus vizinhos, como os casos da Bolívia e do Paraguai. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É difícil separar a figura de Lula dessa nova imagem projetada do Brasil na região. Depois da ditadura militar, dos governos Sarney e FHC, que não davam maior importância à região – principalmente este, que priorizou as alianças subordinadas e subalternas aos EUA -, a nova imagem – pró integração, solidária, ativa, voltada para as alianças com o Sul do mundo – está indissociavelmente ligada ao conjunto da política externa brasileira e à presença de Lula no marco internacional. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O ciclo atual de eleições – com destaque especial para as brasileiras e as argentinas, dado que o Uruguai e a Bolivia já optaram por aprofundar os processos atuais de integração – determinará se essa tendência à aproximação, ao maior conhecimento mútuo, à integração, seguirá adiante ou se se trata de um parênteses no tradicional processo de fragmentação e de desconhecimento mútuo a que a dominação colonial e imperial os submeteu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;*Emir Sader é sociólogo e cientista político, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Artigo originalmente publicado pela Agência Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-597801601984458811?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/597801601984458811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=597801601984458811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/597801601984458811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/597801601984458811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/09/o-brasil-visto-da-america-latina-e.html' title='O Brasil visto da América Latina e a América Latina vista do Brasil'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-2865502180350166358</id><published>2010-08-28T15:15:00.002-03:00</published><updated>2010-08-29T17:57:29.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colômbia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indígenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='América Latina'/><title type='text'>Os indígenas e o conflito militar na Colômbia</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:5d26b6ba-c08a-467d-bc40-b48dd9619bcd" style="display: inline; float: none; margin: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;div id="35162314-c2c1-4804-ac26-553ae564338c" style="display: inline; margin: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OvQxG0xHVIo&amp;amp;feature=player_embedded" target="_new"&gt;&lt;img alt="" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('35162314-c2c1-4804-ac26-553ae564338c'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/OvQxG0xHVIo&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/OvQxG0xHVIo&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THlSQVYNenI/AAAAAAAAAX4/UrnEtcZstac/video7535fc32d41f%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both; font-size: 0.8em;"&gt;Guerra y Tierra es un documental que entrevista indígenas y ciudadanos colombianos acerca de como el conflicto militar interno afecta los pueblos originários del país y sobre el futuro de los indígenas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;a href="http://soylocoporti.com/"&gt;Soy Loco Por Ti !&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-2865502180350166358?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/2865502180350166358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=2865502180350166358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2865502180350166358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2865502180350166358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/08/os-indigenas-e-o-conflito-militar-na.html' title='Os indígenas e o conflito militar na Colômbia'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THlSQVYNenI/AAAAAAAAAX4/UrnEtcZstac/s72-c/video7535fc32d41f%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-598872786874088430</id><published>2010-08-28T14:26:00.001-03:00</published><updated>2010-08-28T14:26:23.666-03:00</updated><title type='text'>Belo Monte: submergindo o código 231 da Constituição junto com as terras do Xingu.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ó Mãe, nossas terras serão, sim, alagadas, nossa fonte de vida e garantia de nossa sobrevivência. O homem branco ainda não entendeu que nossa Terra não é um bem econômico, uma propriedade individual; mas,sim, um lugar sagrado. É lá que nossos ancestrais estão enterrados. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nós somos a Terra, Mãe. E tudo que acontece com a Terra acontece com os filhos da Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas, Mãe, nós lutaremos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lutaremos por um mundo melhor. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lutaremos pelos nossos direitos, pela nossa soberania..&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lutaremos por nossa Mãe Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lutaremos por um Estado Plurinacional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lutaremos pelo Buen Vivir.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lutaremos para viver !!!!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:e8a3760e-6ad4-465c-9b90-a7c2b82e481a" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="3c3f1d41-3322-4779-ba72-da66d02af3b8" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2YFyfY3PTPk&amp;amp;feature=player_embedded" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THlGvjcOfII/AAAAAAAAAX0/6sg3GRAU1MQ/video78360ab16322%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('3c3f1d41-3322-4779-ba72-da66d02af3b8'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/2YFyfY3PTPk&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/2YFyfY3PTPk&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear:both;font-size:.8em;"&gt;In&amp;iacute;cio do primeiro epis&amp;oacute;dio da s&amp;eacute;rie Xingu - A Terra Amea&amp;ccedil;ada, dirigida por Washington Novaes e coproduzida pela WN Produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Interv&amp;iacute;deo e Sert&amp;atilde;o Filmes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-598872786874088430?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/598872786874088430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=598872786874088430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/598872786874088430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/598872786874088430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/08/belo-monte-submergindo-o-codigo-231-da.html' title='Belo Monte: submergindo o código 231 da Constituição junto com as terras do Xingu.'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THlGvjcOfII/AAAAAAAAAX0/6sg3GRAU1MQ/s72-c/video78360ab16322%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-6930018142874438941</id><published>2010-08-23T19:46:00.001-03:00</published><updated>2010-08-23T19:46:54.257-03:00</updated><title type='text'>A queda natural dos corpos ou Zé Ladeirabaixo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O Ex- Futuro Presidente da República, Zé Ladeira, foi internado nesse domingo devido a um&amp;#160; deslocamento descendente e abrupto de sua posição na pesquisa. Nem mesmo o físico e astrônomo Galileu Galilei foi capaz de equacionar tal queda. Segundo Galilei, a queda sofrida por Zé Ladeira desafia todas as leis da Mecânica. “Estou estupefato! Nunca antes na história da física, um corpo atingiu tamanha velocidade em queda livre em um curto espaço de tempo”, afirmou o físico que, com exclusividade, confessou que seu próximo experimento de queda livre será realizado com um picolé de chuchu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De acordo com os boletins médicos do Hospital SemCor, Zé Ladeira, &lt;strike&gt;infelizmente&lt;/strike&gt;, passa bem.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THL6VIIZq9I/AAAAAAAAAXk/83wgxpUIjEQ/s1600-h/serra%20afund%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="serra afund" border="0" alt="serra afund" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THL6XRnooXI/AAAAAAAAAXo/PCjaenqZi3M/serra%20afund_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="596" height="484" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-6930018142874438941?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/6930018142874438941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=6930018142874438941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6930018142874438941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/6930018142874438941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/08/queda-natural-dos-corpos-ou-ze.html' title='A queda natural dos corpos ou Zé Ladeirabaixo'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THL6XRnooXI/AAAAAAAAAXo/PCjaenqZi3M/s72-c/serra%20afund_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-510892930212242523</id><published>2010-08-23T18:43:00.001-03:00</published><updated>2010-08-23T18:43:03.772-03:00</updated><title type='text'>O velho agoniza e o novo custa a nascer</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Leonardo Boff&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Entre os muitos problemas atuais, três comparecem como os mais desafiadores: a grave crise social mundial, as mudanças climáticas e a insustentabilidade do sistema-Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A crise social mundial deriva diretamente do modo de produção que ainda impera em todo o mundo, o capitalista. Sua dinâmica leva a uma exacerbada acumulação de riqueza em poucas mãos à custa de uma espantosa pilhagem da natureza e do empobrecimento das grandes maiorias dos povos. Ela é crescente e os gritos caninos dos famélicos e considerados &amp;quot;óleo queimado&amp;quot; não podem mais ser silenciados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Este sistema deve ser denunciado como inumano, cruel, sem piedade e hostil à vida. Ele tem uma tendência suicida e se não for superado historicamente, poderá levar o sistema-vida a um grande impasse e até ao extermínio da espécie humana.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O segundo grave problema é constituído pelas mudanças climáticas que se revelam por eventos extremos: grandes frios de um lado e prolongadas estiagens de outro. Estas mudanças sinalizam um dado irreversível: a Terra perdeu seu equilíbrio e está buscando um ponto de estabilidade que se alcançará subindo sua temperatura. Até dois graus Celsius de aumento, o sistema-Terra é ainda administrável. Se não fizermos o suficiente e o clima atingir até 4 graus Celsius (conforme advertem sérios centros de pesquisa), então a vida assim como a conhecemos não será mais possível. Haverá uma paisagem sinistra: uma Terra devastada e coberta de cadáveres.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nunca a humanidade, como um todo, se confrontou com semelhante alternativa: ou mudar radicalmente ou aceitar a nossa destruição e a devastação da diversidade da vida. A Terra continuará, entregue às bactérias, mas sem nós.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Importa entender que o problema não é a Terra. É nossa relação agressiva e não cooperativa para com seus ritmos e dinâmicas. Talvez ao buscar um novo ponto de equilíbrio, ela se verá forçada a reduzir a biosfera, implicando na eliminação de muitos seres vivos, não excluindo seres humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O terceiro problema é a insustentabilidade do sistema-Terra. Hoje sabemos empiricamente que a Terra é um superorganismo vivo que harmoniza com sutileza e inteligência todos os elementos necessários para a vida a fim de continuamente produzir ou reproduzir vidas e garantir tudo o que elas precisam para subsistir.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ocorre que a excessiva exploração de seus recursos naturais, muitos renováveis e outros não, fez com que ela não conseguisse, com seus próprios mecanismos internos, se autoreproduzir e autorregular. A humanidade consome atualmente 30% mais do que aquilo que a Terra pode repor. Desta forma ela não se torna mais sustentável. Há crescentes perdas de solos, de ar, de águas, de florestas, de espécies vivas e da própria fertilidade humana. Quando estas perdas vão parar? E se não pararem qual será o nosso futuro?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tudo isso nos obriga a uma mudança de paradigma civilizacional. Mudança de civilização implica fundamentalmente um novo começo, uma nova relação de sinergia e de mútua pertença entre a Terra e a humanidade, a vivência de valores ligados ao capital espiritual como o cuidado, o respeito, a colaboração, a solidariedade, a compaixão, a convivência pacífica e uma abertura às dimensões transcendentes que dizem respeito ao sentido terminal nosso e do universo inteiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sem uma espiritualidade, vale dizer, sem uma nova experiência radical do Ser e sem um mergulho na Fonte originária de todos os seres de onde nasce um novo horizonte de esperança, certamente não conseguiremos fazer uma travessia feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfrentamos um problema: o velho ainda persiste e o novo custa a nascer, para usar uma expressão de Antonio Gramsci.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vivemos tempos urgentes. São as urgências que nos fazem pensar e são os perigos que nos obrigam a criar arcas de Noé salvadoras. Estamos inconformados com a atual situação da Terra. Mesmo assim cremos que está ao nosso alcance construir um mundo do &amp;quot;bem viver&amp;quot; em harmonia com todos os seres e com as energias da natureza e principalmente em cooperação com todos os seres humanos e numa profunda reverência para com a Mãe Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.adital.com.br"&gt;Adital&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-510892930212242523?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/510892930212242523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=510892930212242523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/510892930212242523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/510892930212242523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/08/o-velho-agoniza-e-o-novo-custa-nascer.html' title='O velho agoniza e o novo custa a nascer'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-1183215969165338285</id><published>2010-08-23T09:09:00.001-03:00</published><updated>2010-08-23T09:09:14.221-03:00</updated><title type='text'>Zé Ladeirabaixo anuncia nova praça de pedágio</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THJk5cfKfCI/AAAAAAAAAXc/hj5v3XvqF3s/s1600-h/pedagio%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="pedagio" border="0" alt="pedagio" src="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THJk6avmfHI/AAAAAAAAAXg/ZvVhATzlukQ/pedagio_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="476" height="484" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-1183215969165338285?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/1183215969165338285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=1183215969165338285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1183215969165338285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1183215969165338285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/08/ze-ladeirabaixo-anuncia-nova-praca-de.html' title='Zé Ladeirabaixo anuncia nova praça de pedágio'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/THJk6avmfHI/AAAAAAAAAXg/ZvVhATzlukQ/s72-c/pedagio_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-2548938540740194435</id><published>2010-07-30T19:29:00.001-03:00</published><updated>2010-07-30T19:29:14.496-03:00</updated><title type='text'>Por um mundo mais humano</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O Fórum Social Mundial se opõe a toda visão totalitária e reducionista da economia, do desenvolvimento e da história e ao uso da violência como meio de controle social pelo Estado. Propugna pelo respeito aos Direitos Humanos, pela prática de uma democracia verdadeira, participativa, por relações igualitárias, solidárias e pacíficas entre pessoas, etnias, gêneros e povos, condenando todas as formas de dominação assim como a sujeição de um ser humano pelo outro.&lt;a href="#_ftn1_8055" name="_ftnref1_8055"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFNSMY-I3QI/AAAAAAAAAXU/xJy8YMjkkvw/s1600-h/yo%20no%20se%20como%20era%20el%20mundo%20antes%20del%2011%20de%20septiembre%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="yo no se como era el mundo antes del 11 de septiembre" border="0" alt="yo no se como era el mundo antes del 11 de septiembre" src="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFNSONyLG5I/AAAAAAAAAXY/eLpTFS6qDM4/yo%20no%20se%20como%20era%20el%20mundo%20antes%20del%2011%20de%20septiembre_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="565" height="484" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;(Imagem de La rata gris)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="#_ftnref1_8055" name="_ftn1_8055"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;b&gt;Carta de Princípios do Fórum Social Mundial,&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;disponível em &lt;a href="http://www.forumsocialmundial.org.br"&gt;http://www.forumsocialmundial.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-2548938540740194435?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/2548938540740194435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=2548938540740194435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2548938540740194435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/2548938540740194435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/07/por-um-mundo-mais-humano.html' title='Por um mundo mais humano'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFNSONyLG5I/AAAAAAAAAXY/eLpTFS6qDM4/s72-c/yo%20no%20se%20como%20era%20el%20mundo%20antes%20del%2011%20de%20septiembre_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-254306001082755479</id><published>2010-07-29T14:34:00.001-03:00</published><updated>2010-07-29T14:34:14.574-03:00</updated><title type='text'>Moço, eu quero ser é jornalista!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Pus um anúncio no jornal. Tá lá pode conferir... Quatro por quatro centímetros no final do canto esquerdo da última página de classificados de um importante jornal. Final de mês, sabe como que é, só deu pra isso. Mas nesses pequeníssimos centímetros está escrito muita coisa: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFG7i-bKRtI/AAAAAAAAAXM/9P6Of_VtEvs/s1600-h/imagem%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="imagem" border="0" alt="imagem" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFG7kmPISQI/AAAAAAAAAXQ/ddNCYNIfcJY/imagem_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="214" height="244" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fiz questão de colocar desse jeito, negrito com letras bem grandes que é pra todo mundo ver. No final, coloquei meu número de telefone, celular, claro, vai que me ligam e eu não estou em casa, meu deus, eu ia perder essa oportunidade. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Primeiro dia nada, segundo dia nada... Liguei pra operadora, meu celular só pode estar com problema! Quinto dia o telefone toca... A mão trêmula suava, mal consegui atender. &lt;em&gt;Alô&lt;/em&gt;. Era uma voz masculina, porém fraca que denunciava a idade avançada de quem estava do outro lado da linha. Após longos minutos de conversa, descobri que se tratava de um jornalista aposentado. O tal senhor insistiu que eu escolhesse outra coisa. &lt;em&gt;Menina, desiste disso. Jornalismo não dá dinheiro! Você já pensou em ser bancária? &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dinheiro, êta coisinha chata. Por que eu não posso querer ser jornalista pelo simples fato de que é isso que eu quero? Educadamente, respondi ao caro colega que eu não ia desistir. Prevendo que um longo tempo sem ligações estaria por vir, comecei a pensar sobre o que fez esse jornalista ter uma amarga lembrança da profissão. Tudo bem que o nosso jornalismo já não é mais o mesmo, as coisas mudaram. Será que seus ideais foram frustrados? Será que ele não tinha mais um motivo para lutar? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Antes de desligar o telefone, recordo-me da última frase dita, já em tom apocalíptico. &lt;em&gt;Tudo bem, se é isso que você quer. Mas não venha reclamar depois quando decidirem que jornalista não precisa nem de diploma! &lt;/em&gt;Não sei como isso pode acontecer. Até me recordo de um texto que li dizendo que um computador faz melhor e mais rápido o trabalho de um jornalista. Porém, não me esqueço também do comentário a esse texto dizendo que essa notícia devia ter sido escrita por um computador. Parece que estão tentando apagar a luz daquilo que nela se originou.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ser jornalista é ser HUMANO... É ter curiosidade, é querer sair escrevendo o que viu, o que sentiu... É ter ilusões perdidas e achadas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Antes de finalmente desligar o telefone, disse ao estimável senhor: &lt;em&gt;moço, eu só quero ser jornalista!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Publicado originalmente em&amp;#160; 27/09/2008&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-254306001082755479?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/254306001082755479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=254306001082755479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/254306001082755479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/254306001082755479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/07/moco-eu-quero-ser-e-jornalista.html' title='Moço, eu quero ser é jornalista!'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFG7kmPISQI/AAAAAAAAAXQ/ddNCYNIfcJY/s72-c/imagem_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-3301899656997556735</id><published>2010-07-29T14:13:00.001-03:00</published><updated>2010-07-29T14:13:00.660-03:00</updated><title type='text'>Não é novidade</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Se já era difícil estudar num país como o Brasil, agora parece que ficou pior. Jovens com menos de 18 anos podem ser impedidos de frequentar as aulas do antigo supletivo, atual programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A medida é proveniente de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) e, se aprovada, seguirá para homologação do Ministério da Educação (MEC). A notícia só não foi mais surpreendente porque na mesma data o jornal &lt;em&gt;Folha de S.Paulo &lt;/em&gt;publicou a conclusão de um estudo feito pelo Bird (Banco Mundial), cuja sentença era de que o Brasil tem um dos piores índices educacionais da América Latina.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Se aprovada, a resolução pode fechar as portas para 640 mil estudantes com idade entre 15 e 17 anos que se encontram matriculados no EJA em todo o Brasil. Segundo a relatora da resolução e conselheira do CNE, Regina Vinhaes Gracindo, essa seria uma forma pela qual os governos possam se responsabilizar pela educação dos jovens com idade acima de 14 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Porém, a relatora esqueceu-se de salientar que as pessoas que frequentam o EJA não o fazem apenas por irresponsabilide do Estado em não manter sob seus cuidados a educação desses jovens, mas, sim, pelo fato de que isso é fruto de um reflexo de nossa sociedade, que não dá a devida importância à educação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;É notório que no Brasil há um atraso muito grande em relação às políticas educacionais, mas proibir que jovens com idade inferior a 18 anos matriculem-se no EJA seria um retrocesso. Impedir que esses jovens, pobres em sua grande maioria, excluídos e discriminados pelo fato de, por algum motivo, não terem tido a oportunidade de frequentar a escola na hora certa é endossar o estudo feito pelo Banco Mundial.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Apesar de tudo isso, a colocação do Brasil só não foi pior, porque um certo país ficou de fora. Cuba, que lidera o ranking educacional na América Latina, segundo a Unesco, não participou da pesquisa, seja por óbvios motivos diplomáticos ou simplesmente para não humilhar os demais países.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-3301899656997556735?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/3301899656997556735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=3301899656997556735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3301899656997556735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3301899656997556735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/07/nao-e-novidade.html' title='Não é novidade'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-7621154243723848959</id><published>2010-07-29T14:10:00.001-03:00</published><updated>2010-07-29T14:10:19.629-03:00</updated><title type='text'>A fome da mudança</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Desde meados do século passado estão surgindo novas e promissoras alternativas à lógica dos combustíveis fósseis – carvão, petróleo, gás. Tais alternativas não são apenas discursos hipotéticos ou retóricos, são reais. Novas iniciativas e tecnologias invertem, gradativamente, os princípios do modelo anterior. Dessa forma, torna-se possível a criação de um mundo movido a energia limpa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;De acordo com a lei &lt;a href="http://www.biodiesel.gov.br/docs/lei11097_13jan2005.pdf"&gt;Lei nº 11.097&lt;/a&gt;, de 13 de janeiro de 2005, biodiesel é um “biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”. Mas como produzir essa alternativa aos combustíveis convencionais sem agredir terras destinadas à produção de alimentos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;De acordo com dados da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – o número de pessoas subnutridas no mundo é calculado em 777 milhões nos países em desenvolvimento. Claro que não podemos ser hipócritas de acreditar que a fome é causada exclusivamente pela falta de alimentos, mas sim ao meio desigual para adquiri-los. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A crescente produção de produtos básicos para a produção de biodiesel está tendo repercussão nos mercados agrícolas. Entretanto, aumentam as preocupações negativas acerca da seguridade alimentar. Segundo dados da FAO todas as pessoas têm direito a alimentos suficientes, seguros e nutritivos que possam satisfazer suas necessidades. Tal objetivo é, sobretudo, o primeiro dos oito objetivos do milênio: erradicar a extrema pobreza e a fome.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Dessa forma, é imperativo que nos esforcemos para conseguir maior moderação e eficiência no consumo de energia, bem como tomar as medidas necessárias que garantam o desenvolvimento conjunto entre as produções de alimentos e a de biocombustíveis.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-7621154243723848959?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/7621154243723848959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=7621154243723848959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7621154243723848959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7621154243723848959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/07/fome-da-mudanca.html' title='A fome da mudança'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-8228766452911073585</id><published>2010-07-29T10:22:00.001-03:00</published><updated>2010-07-29T10:26:02.559-03:00</updated><title type='text'>América Latina e hegemonia de grupos midiáticos: qualquer coincidência é mera semelhança</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A liberdade de expressão é um elemento fundamental da Declaração Universal dos Direitos Humanos e é amplamente considerada como pilar das liberdades democráticas. Entretanto, a mídia pode reforçar interesses particulares e exacerbar desigualdades sociais, ao excluir vozes críticas ou marginalizadas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Evidenciando sua missão de promover o desenvolvimento de uma mídia livre, independente e pluralista, a UNESCO criou um documento cujo intuito é definir indicadores de desenvolvimento da mídia, alinhados às áreas prioritárias do IPDC – Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (sigla em ingês)&lt;/font&gt;&lt;a name="_ftnref2_9732"&gt;&lt;/a&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[1]&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="v"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;O monopólio da comunicação exercido pelas corporações de mídia tem profundas conseqüências políticas, culturais, sociais e econômicas de longo alcance e profundidade. Define-se como mídia os grupos que controlam e, na maioria das vezes, monopolizam o mercado de comunicação, seja no Brasil ou no mundo. Em território brasileiro, constata-se a existência de onze grupos principais: Globo, Abril, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, RBS (Zero Hora), Jornal do Brasil, SBT, Record, Bandeirantes, Rede TV e Gazeta Mercantil.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Na Argentina por exemplo, o grupo Clarín é responsável por 42% do mercado publicitário argentino. Sob domínio do grupo, estão o jornal Clarín, emissoras de rádio e TV, editoras e empresas de conteúdo digital. Entretanto, o congresso argentino aprovou a “Ley de los Medios”. Uma&amp;#160; lei de imprensa que visa a redução desse monopólio no país &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[2]&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;. A medida prevê que o número de licenças por emissora seja limitado a dez - antes eram permitidas 24 &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[3]&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Segundo o jornalista Arbex Jr &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[4]&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;, “tal monopólio impede o debate plural e democrático das idéias, torna invisível - quando não 'demoniza' - atores e movimentos sociais, padroniza comportamentos, constrói percepções e consensos segundo critérios e métodos não transparentes e não submetidos ao controle da sociedade&amp;quot;. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;De acordo com o jornalista, a mídia produz a notícia de maneira descontextualizada, como se esta fosse a representação isolada de determinado fato, fora de seu contexto e vínculos originais. &amp;quot;É um mundo asfixiante, em que os fatos são tirados de seu contexto concreto e transmitidos como se fossem eventos fragmentados, sem qualquer vínculo coma história, coma sociedade, com a economia&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Arbex Jr. salienta que a 'indústria cultural' sufoca a grande produção local, impondo gostos, além de sustentar a idéia de alguns jornalistas em que “o ‘mercado’ é o melhor e mais adequado (talvez o único) juiz de valor”. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A mídia exerce um monopólio em que os donos dos meios de comunicação pressionam o governo e os políticos com a finalidade de impedir ou dificultar a formação de rádios comunitários e meios de comunicação alternativos, uma vez que a concessão de funcionamento parte do Estado. “O monopólio da comunicação, de fato, atenta contra o exercício das liberdades fundamentais previstas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, em particular os direitos à ‘liberdade de opinião e expressão’ [...] &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Contudo, não será possível obter uma comunicação democrática enquanto não houver uma democratização geral da sociedade.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A informação tornou-se uma mercadoria à venda. Hoje, ela é organizada segundo os cânones do espetáculo, sem nenhum questionamento sobre as realidades concretas que serviriam para criar uma consciência maior na sociedade, para que pudessem, talvez, transformá-la. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Os meios de comunicação, que deveriam ser expressões de grupos sociais diversos ou de grupos culturais alternativos, continuam, no entanto, a se concentrar e se reagrupar formando monopólios que hoje, nos países que chamamos de democráticos, se dividem em quatro ou cinco grupos que controlam toda a informação, uma informação que é, cada vez mais freqüentemente, uma despudorada propaganda de certos poderes políticos ou de certos interesses econômicos de feudos multinacionais. Assim, passados trinta anos, a concentração, em vez de diminuir, aumentou a tal ponto, que nos descobrimos prisioneiros de um sistema que eu definiria como o da insegurança da informação. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[5]&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A América Latina está diante dessa submissão de grupos privados nacionais de mídia e ao determinismo da globalização do capitalismo industrial e financeiro. Cada vez mais aumenta a relevância do papel social dos meios de comunicação de caráter e gestão pública para a manutenção das identidades nacionais e a promoção da diversidade cultural na América Latina.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Dentre os efeitos dessa submissão está a uniformização de padrões éticos e estéticos a partir de modelos concebidos com idéias e concepções originárias do Norte.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;A defesa da soberania e da cultura nacional frente ao avanço do capital estrangeiro é um dos objetivos gerais da agenda do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Tudo o que foi colocado aqui serve para alimentar o sonho de uma América Latina fortalecida contra a desvalorização de sua história e de sua cultura, o ataque às soberanias nacionais e a fragmentação social promovida pela agenda dos grandes conglomerados de mídia, que se tornaram o braço desarmado do projeto global de dominação de corações e mentes do indivíduo e de destruição do espaço social. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[6]&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Embora haja algumas barreiras para a criação de políticas públicas na área de comunicação – entre elas a língua –, Shröder afirma que isso é um obstáculo a ser superado nas próximas décadas. Dessa forma, o autor aponta como possível solução para a democratização da comunicação na América Latina a necessidade de criação de uma ação articulada entre os países latino-americanos para fazer frente ao alto grau de monopolização e internacionalização existente nos países desta região. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;* Texto baseado na monografia apresentada ao curso de Jornalismo do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Jornalimo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;font face="Verdana"&gt;   &lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;/font&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[1]&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001631/163102por.pdf&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[2]&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; Disponível em: http://www.comfer.gov.ar/web/blog/wp-content/uploads/2009/03/ley-final-sin-marcas.pdf. Acesso em 03/04/09.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[3]&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; Disponível em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=529MON019. Acesso em 03/04/09.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[4]&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&amp;#160; ARBEX JR., José. &lt;i&gt;Showrnalismo: &lt;/i&gt;a notícia como espetáculo. 2ª ed. São Paulo: Casa Amarela, 2002.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[5]&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; MINÀ, Gianni. &lt;i&gt;O Continente desaparecido: &lt;/i&gt;os ideais de Porto Alegre que estão mudando o mundo a América Latina. Rio de Janeiro: Record, 2007.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;[6]&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; &lt;i&gt;As Comunicações na América Latina e no Mercosul Cenários e Perspectivas. &lt;/i&gt;Texto realizado como parte dos Estudos regionais para identificar esferas, temas e estratégias possíveis para desenvolver políticas comuns no Mercosul. Apresentado no Seminário Internacional de Políticas de Informação e Comunicação no Mercosul: Fazendo uma agenda comum. Disponível em http://www.c3fes.net/docs/schroder.pdf. Acesso em 08/04/09.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-8228766452911073585?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/8228766452911073585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=8228766452911073585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8228766452911073585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8228766452911073585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/07/america-latina-e-hegemonia-de-grupos.html' title='América Latina e hegemonia de grupos midiáticos: qualquer coincidência é mera semelhança'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5925340589140933510</id><published>2010-02-11T20:22:00.004-02:00</published><updated>2010-04-26T21:34:59.088-03:00</updated><title type='text'>Abya Yala</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: v; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: v; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Verdana;	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}a:link, span.MsoHyperlink	{color:blue;	text-decoration:underline;	text-underline:single;}a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed	{color:purple;	text-decoration:underline;	text-underline:single;}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1&lt;/style&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;Soñé mi tierra Indígena sin conquista ni conquistadores, sin genocidios, gripes o enfermedades venéreas, traídas por ambiciosos seres del mar desconocido, reclutados en cárceles, manicomios, hospitales, burdeles. Saquearon en nombre de Dios la fe de todo un continente, blandiendo espadas parecidas a insensibles cruces, cruces iguales a espadas de creencia mortal y extraña, asesinos que impusieron religión, rezos, requerimientos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;Esta era la tierra de un pueblo constructor de sociedades, con ciudades pobladas de gente culta, hermosa y sabia. Predecían con exactitud en el cielo eclipses, solsticios, momentos precisos para sembrar yuca, frijoles, Maíz, papas batatas ajies, tabaco, coca, tomates y cacao. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;Sueño todavía un continente vivo, vibrante y extenso, con Bolívar resucitado caminando por nuestras calles, con Atahualpa, Guaicaipuro, Morazán, Martí, Manuela, el Che, Martín Luther King, Violeta, Mercedes, Allende, Neruda, Andrés Eloy, Rubén Darío, Alí y Víctor Jara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;Seguiré soñado con una tierra libre y siempre soberana, sin bases militares extranjeras, mercenarios, o dictadores, donde vivan mis hijos, hermanos, hermanas, amistades, en verdadera libertad, felices y con esperanzas futuras. Esta es la tierra donde esta sembrada mi madre, por la cual ha luchado toda su vida mi padre, lugar hermoso donde patria se conjugue con libertad,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;y la vida siempre sea un profundo y sincero te amo. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 150%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.a-vargas.abrebrecha.com/" title="http://www.a-vargas.abrebrecha.com/"&gt;http://www.a-vargas.abrebrecha.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5925340589140933510?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5925340589140933510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5925340589140933510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5925340589140933510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5925340589140933510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/02/abya-yala.html' title='Abya Yala'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5280444424466341900</id><published>2010-01-16T17:36:00.000-02:00</published><updated>2010-01-16T17:36:58.401-02:00</updated><title type='text'>Você sabe quanto custa um quilo de carne?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/S1IUu2JSb-I/AAAAAAAAAVc/gqeJi44dsOI/s1600-h/infografico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/S1IUu2JSb-I/AAAAAAAAAVc/gqeJi44dsOI/s320/infografico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5280444424466341900?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5280444424466341900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5280444424466341900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5280444424466341900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5280444424466341900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2010/01/voce-sabe-quanto-custa-um-quilo-de.html' title='Você sabe quanto custa um quilo de carne?'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/S1IUu2JSb-I/AAAAAAAAAVc/gqeJi44dsOI/s72-c/infografico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-8786271818953744806</id><published>2009-10-02T20:56:00.000-03:00</published><updated>2010-09-13T21:00:51.990-03:00</updated><title type='text'>Televisão vs. religião</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGYJ3z2jdI/AAAAAAAAAV4/rRPuvLrNHhI/s1600-h/religiaonatv%5B3%5D%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img title="religiaonatv[3]" border="0" alt="religiaonatv[3]" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGYL_y3QmI/AAAAAAAAAV8/k_l6GUXWrSM/religiaonatv%5B3%5D_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="540" height="402"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As religiões estão cada vez&amp;nbsp; mais presentes na programação da televisão brasileira. Claro que essa presença não é exclusividade do Brasil. Manifestações religiosas são frequentes na programação das TVs estrangeiras, entretanto, nesses casos, a presença se dá prioritariamente em canais fechados. &lt;p align="justify"&gt;Ao analisar o assunto devemos levar em consideração dois importantes fatores: &lt;p align="justify"&gt;Primeiro: No Brasil, a radiodifusão é regulada pelo Estado. Parte-se do princípio de que o espectro das ondas é finito, permitindo a existência de poucos concessionários e, portanto, cabe à União estabelecer quem pode usufruí-lo. É um bem público que é concedido ao capital privado – Rede Globo, SBT, Record etc. &lt;p align="justify"&gt;Segundo: O Brasil é um Estado Laico, separado de qualquer religião. “A separação da Igreja do Estado é uma conquista irreversível da democracia. As razões religiosas podem orientar decisões privadas das pessoas, mas nunca definir critérios para a cidadania em sociedades democráticas e republicanas” ¹. &lt;p align="justify"&gt;Nesse mês, a &lt;strike&gt;imbecilidade&lt;/strike&gt; diversidade religiosa terá mais (?!) espaço na programação televisiva com a estreia do programa “Sagrado”. “Uma coprodução da Rede Globo com o Canal Futura, a série vai discutir um tema atual por semana, mostrando a visão e o entendimento de cada religião a respeito de assuntos muitas vezes polêmicos como: violência urbana, liberdade de expressão, sexualidade, novas famílias, entre outros” ². &lt;p align="justify"&gt;Dito isso, não seria, no mínimo, incoerente usufruir de um bem público - as concessões de radiodifusão - para a veiculação de manifestações religiosas - essencialmente privadas?&amp;nbsp; Tais programações invadem as residências de milhares de telespectadores diariamente. Ok, podemos mudar de canal, mas elas continuarão lá. &lt;p align="justify"&gt;A favor da programação religiosa está o fato de a religião ser, também, uma manifestação cultural e, por isso, merecer ampla divulgação na mídia. Mas até que ponto esse programa da Rede Globo não vai contribuir para tornar mais ignorantes os brasileiros? Trazer à luz temas importantes para serem &lt;strike&gt;sacralizados&lt;/strike&gt; discutidos por representantes de diversas religiões impedem uma atitude crítica e reflexiva. É ignorar que os homens são criadores da sociedade, da política, da cultura e agentes da história. Além de não representar verdadeiramente a democracia, afinal,&amp;nbsp; aqueles que não têm religião não estão representados no programa, – quase 12,5 milhões de brasileiros, segundo o Censo 2000. &lt;p align="justify"&gt;Interpretar uma sociedade apenas aos olhos das religiões é aceitar dogmas, é acreditar que as coisas são como são porque sim, ou porque deus quis assim. É ser alienado. É aceitar passivamente tudo o que existe, por ser tido como natural ou de origem divina. É reduzir o homem a um simples instrumento de uma suposta vontade divina. &lt;p align="justify"&gt;¹ Emir Sader – Texto “&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=282"&gt;No Dia Internacional da Mulher: pelo direito ao aborto, contra o obscurantismo&lt;/a&gt;” Carta Maior - 07/03/2009 &lt;p align="justify"&gt;² &lt;a href="http://www.blogger.com/Rede%20Globo%20e%20Canal%20Futura%20lan%C3%A7am%20a%20s%C3%A9rie%20Sagrado%20nesta%20segunda-feira,%205"&gt;Rede Globo e Canal Futura lançam a série Sagrado nesta segunda-feira, 5&lt;/a&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-8786271818953744806?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/8786271818953744806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=8786271818953744806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8786271818953744806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8786271818953744806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/10/televisao-vs-religiao_02.html' title='Televisão vs. religião'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGYL_y3QmI/AAAAAAAAAV8/k_l6GUXWrSM/s72-c/religiaonatv%5B3%5D_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-8954691768149858421</id><published>2009-09-30T09:31:00.002-03:00</published><updated>2009-09-30T09:31:16.808-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SsNPgDaS88I/AAAAAAAAAT4/AfqLhTx1onU/s1600-h/poesia.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SsNPgDaS88I/AAAAAAAAAT4/AfqLhTx1onU/s400/poesia.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-8954691768149858421?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/8954691768149858421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=8954691768149858421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8954691768149858421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8954691768149858421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/09/blog-post_30.html' title=''/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SsNPgDaS88I/AAAAAAAAAT4/AfqLhTx1onU/s72-c/poesia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-344579324856049067</id><published>2009-09-23T12:14:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T12:20:45.642-03:00</updated><title type='text'>De América Latina, de Abya Yala, de América Mestiça, de América Criolla e de suas Contradições</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGcQTHPpPI/AAAAAAAAAWI/rtva6cJCYqE/s1600-h/america-latina-revolucion%5B25%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 7px 20px 7px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="america-latina-revolucion" border="0" alt="america-latina-revolucion" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGcStccn_I/AAAAAAAAAWM/Cwf7Xutpyjg/america-latina-revolucion_thumb%5B23%5D.jpg?imgmax=800" width="360" height="457" /&gt;&lt;/a&gt; Certa vez, quando me deslocava pela cidade de São Paulo, vi um grafite que dizia: “essa boca que sempre me beijou agora me nega um sorriso”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A frase, aparentemente romântica, se mostrava mais instigante para a reflexão do que a declaração de amor explícita quando se presta atenção ao lugar onde estava inscrita: o muro de um cemitério. Ali, definitivamente, vi que uma frase nunca pode ser dissociada do lugar onde está inscrita.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Recentemente (2004) os povos indígenas começaram a inserir no léxico político um novo nome, Abya Yala, para designar o continente que, desde finais do século 18 e, sobretudo desde o século 19, passamos a conhecer por América&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn1" name="_ftnref1_5286"&gt;[1]&lt;/a&gt;. E, sendo mais específicos, desde a segunda metade do século 19, por iniciativa do colombiano José Maria Torres Caicedo, América Latina é o nome como passou a ser designada a parte desse continente que nos cabe viver. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não esqueçamos que os espanhóis designavam essa região por Índias Ocidentais que, diga-se de passagem, abrangia uma vasta região que ia desde o Caribe, passava por México e Peru e suas áreas adjacentes, e ia até as Filipinas, terra de Filipe. E que Portugal ignorava essa designação de América chamando sua colônia pelo nome do pau com que começaram a explorar esse território que nos deu um adjetivo pátrio incômodo – brasileiro&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn2" name="_ftnref2_5286"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Assim, o nome América foi enunciado pelas elites criollas para se afirmar com/contra as metrópoles européias, a geografia aqui servindo para afirmar uma territorialidade própria que se distinguia das metrópoles européias, e o nome América Latina&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn3" name="_ftnref3_5286"&gt;[3]&lt;/a&gt; afirmado por José Maria Torres Caicedo, com seu poema Las Dos Américas, publicado em 1856, para nominar o que Bolívar já havia denunciado em 1826 contra a Doutrina Monroe (1823), inscrevendo assim a distinção entre uma América Anglo-saxônica e uma Latina que, mais tarde, levaria José Martí a falar de “nuestra América”. Enfim, um anti-imperialismo precoce distingue as duas Américas.     &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ora, América Latina ainda é uma América que se vê européia – latina – e, com isso, silencia outros grupos sociais e nações que longe estavam da latinidade, a não ser sofrendo seus desdobramentos imperiais que tão marcadamente caracteriza a tradição eurocêntrica. Afinal, nos dirá Walter Mignolo, foi a latinidade e não a africanidade ou a indianidade que se impôs como nome do subcontinente&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn4" name="_ftnref4_5286"&gt;[4]&lt;/a&gt;. De certa forma é isso que os povos originários de Abya Yala querem afirmar com seu nome próprio por meio do qual buscam se re-apropriar do território que lhes foi arrebatado que, como se vê, não definitivamente. Mas a expressão, a princípio, também deixa de fora os afrodescendentes e outros grupos subalternos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O interessante é que a ideologia da mestiçagem buscou exatamente suprimir essa tensão entre os diferentes grupos sociais e, com isso, introduzindo uma identidade – a mestiça – que silencia, sobretudo os grupos sociais que foram racializados pela tradição colonial. As ciências sociais têm sofrido com essa transposição de conceitos oriundos das ciências da natureza, como esse de mestiçagem que, no fundo, dá sobrevida ao pseudo-conceito científico de raça. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, a ideologia da mestiçagem contribui para que se olvide a construção epistêmica das relações sociais e de poder de modo racializado. Afinal, aqui na América não havia índios, assim como na África não havia negros. Foi o encontro colonial, La Boétie chamou mal-encontro, que classificou o outro pela cor da pele e, com isso, instituiu um sistema de classes sociais racializado, conforme Aníbal Quijano nos esclarece&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn5" name="_ftnref5_5286"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Ou como bem disse nos anos 60 o intelectual e ativista aymara Fausto Reinaga: “Danem-se, eu não sou um índio, sou um aymara. Mas você me fez um índio e como índio lutarei pela libertação”. Definitivamente há uma racialização na instituição das classes sociais entre nós.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;É sintomático que a elite criolla tenha nos brindado com a expressão América Latina e não América Criolla que, talvez, nos ajude a dar conta das contradições que se inscrevem nesse continente e que nos atravessa de norte a sul. E nos diz muito do poder de enunciação dos diferentes grupos sociais, no caso, a hegemonia criolla que, como toda hegemonia dominante, esconde seu lugar de enunciação. Assim, a elite criolla não nomeou o continente com seu lugar de enunciação e, por isso, não nos ofereceu uma América criolla.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Mas se criollo é aquele de outro lugar nascido na América, a expressão não tem o mesmo sentido quando vista dos Andes e da América Central ou quando vista do Caribe e do Brasil. Se na América andina e centro-americana ela está claramente identificada com o fidalgos, ou seja, com os filhos d´alguém (de onde vem a expressão fidalgo), no Caribe e no Brasil a expressão crioulo se refere aos negros ou seja aos filhos de ninguém, aos dannés, ou seja, aos condenados da terra de Franz Fanon. A expressão de Robson, jogador do Fluminense dos anos sessenta, “Já fui negro, sei o que isso significa” é emblemática do que está implicado nos debates ora em curso em torno do tema racial.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Não vai ser invisibilizando essa tensão que seremos capazes de superar as contradições que nos habitam enquanto história in-corpo-rada há 500 anos. A experiência ora em curso na Bolívia e no Equador, onde o protagonismo indígena é indiscutível, mostra que é possível, com a interculturalidade, superar as limitações dos estudos culturais estadunidenses e seu multiculturalismo e ainda o pós-modernismo&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn6" name="_ftnref6_5286"&gt;[6]&lt;/a&gt; que mantendo cada macaco em seu galho dá azo a nefastos fundamentalismos essencialistas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Afinal, é possível superar as xenofobias de inspiração racistas a partir de outros projetos epistêmicos e políticos e isso implica aceitar que a tradição liberal com seu princípio individualista tem cor e lugar de origem: a Europa. Mas, diga-se de passagem, não toda a Europa, mas uma Europa branca, falocrática e burguesa. Enfim, essa tradição é provinciana e como todo mau provincianismo pensa que seu mundo é O Mundo. E o pior provincianismo é aquele que detendo poder tenta se apresentar como uni-versal olvidando a pluri-versalidade do mundo. É bem o caso do eurocentrismo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O nome próprio do espaço&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;De fato, nomear os lugares envolve uma apropriação. O espaço conforme é designado é apropriado pelos sujeitos, enfim, é tornado espaço próprio (território). Mas, cada qual se vê implicado nas designações/apropriações dos outros, dando-lhe outros sentidos sempre em circunstâncias historicamente indeterminadas&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn7" name="_ftnref7_5286"&gt;[7]&lt;/a&gt;. Ao transformarmos o significado do termo com que nos designam, mudamos o modo de nos relacionarmos e de nos representarmos. Que designação melhor denomina o espaço em que vivemos com as nossas diferenças? Essa é a questão de fundo que envolve essas denominações que estrategicamente vêm servindo de invólucro e determinando conteúdo para esse continente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Este texto busca explicitar que a luta pela classificação do espaço está profundamente implicada em lutas/relações sociais e de poder que se travam há pelo menos 500 anos nesses espaços “americanos”. É, desse modo, um embate entre política de identidade e o nosso investimento identitário na política (Mignolo, 2008) e, assim, há uma geopolítica para além (ou para aquém) dos Estados que, na verdade, os constituem. Afinal, o Estado ao se querer nacional se quer nascido naturalmente e é aí que reside todo o ocultar político de sua invenção (instituição), a começar pelo fato de se querer um território uni-nacional onde quase sempre residem múltiplas nacionalidades, distintas territorialidades. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, há uma luta epistêmica e política que se trava em torno do espaço. Mudar o nome, obviamente, não significa mudar o objeto, nem o sentido do objeto porque isso depende da autoridade de quem nomeia, de quem designa (Bourdieu), e com que finalidade, consciente ou não, dá nome aos lugares. E essa própria autoridade é construída como bem destaca, nesse caso, Gramsci com seu conceito de hegemonia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Enfim, haveremos de compreender essas lutas sociais nesses espaços reunidos sob a denominação de América como lutas epistêmicas e políticas. Isso significa muito mais do que mudar o nome, já que as “identidades nacionais” jogam ainda um papel político e simbólico central nessas lutas. Apesar de tudo, nós brasileiros, em geral, nunca nos sentimos latino-americanos. Há uma especificidade na construção identitária do brasiliano&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn8" name="_ftnref8_5286"&gt;[8]&lt;/a&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn8" name="_ftnref8_5286"&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E as diferenças não podem caber em baixo do mesmo termo guarda-chuva. Não se trata, portanto, de criar um novo termo guarda-chuva ou de criar uma identidade que suprima diferenças, em nome de uma identidade verdadeira.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O que, afinal, estamos enfrentando é um deslocamento profundo no sentimento e no sentido de pertença de grupos a um espaço que lhes foi subtraído, inclusive cognitivamente. Por isso, a busca da identidade e de alguma unidade precisa levar em conta as diferenças – as diferenças coloniais, de que nos fala Walter Mignolo, em particular. Tudo indica que precisamos construir alternativas às alternativas que-aí-estão, conforme Boaventura de Souza Santos. Isso significa que a unidade que devemos buscar é a unidade de projetos coletivos de emancipações e libertações sociais, conforme sugere Hector Diaz-Polanco&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn9" name="_ftnref9_5286"&gt;[9]&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se mudar o nome do espaço envolve a construção dessas alternativas e projetos outros, temos que agenciar estrategicamente esse dispositivo. Afinal, “o espaço importa” e, assim, deve importar o modo como o nomeamos, porque isso acaba nos constituindo em nossa plenitude política e epistêmica ao conquistarmos o direito de nomear. A transmodernidade, de Enrique Dussel, e a interculturalidade, proposta a partir do mundo dos povos originários, são mais inclusivas do que as tradições eurocêntricas, sobretudo liberais (multiculturalismo e pós-modernismo). Cabe avançar no modo como essa proposta dialógica se inscreve no mundo material dos territórios com todo esse investimento de valores que admite o outro na sua diversidade. E que as relações de poder não se confundam com relações de dominação&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn10" name="_ftnref10_5286"&gt;[10]&lt;/a&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftn10" name="_ftnref10_5286"&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Carlos Walter Porto-Gonçalves, Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Pesquisador do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - e de CLACSO (GT Hegemonia e Emancipações). Ganhador do Prêmio Casa de las Américas 2008 de Literatura Brasileira. Ex-Presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (1998-2000).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Edir Augusto Dias Pereira, Professor da Faculdade de Educação da UFPA – Campus de Cametá.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;____________________________________________________________________&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref1" name="_ftn1_5286"&gt;[1]&lt;/a&gt; Ver o verbete Abya Yala, de Carlos Walter Porto-Gonçalves, publicado na versão em língua espanhola da Latinoamericana: Enciclopedia Contemporânea da América Latina e Caribe, Madrid, 2009.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref2" name="_ftn2_5286"&gt;[2]&lt;/a&gt; - Que originariamente designava o português que vivia de explorar o Brasil. Ver As Identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC, de José Carlos Reis. Ed. FGV, Rio de Janeiro, 1999.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref3" name="_ftn3_5286"&gt;[3]&lt;/a&gt; Admite-se também que o termo teria sido utilizado pelo do filósofo chileno Franciso Bilbao no mesmo ano.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref4" name="_ftn4_5286"&gt;[4]&lt;/a&gt; Agradeço ao Prof. Pedro Quental essa observação.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref5" name="_ftn5_5286"&gt;[5]&lt;/a&gt; Quijano, Aníbal, 2007 [1999] O que é essa tal de raça? In dos Santos, Renato Emerson (org.) Diversidade, espaço e relações étnico-raciais: o Negro na Geografia do Brasil. Ed. Autêntica, Belo Horizonte.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref6" name="_ftn6_5286"&gt;[6]&lt;/a&gt; Walter Mignolo diz que o pós-modernismo ainda permanece eurocêntrico em sua crítica à modernidade por não ser capaz de dar conta da colonialidade que lhe é constitutiva.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref7" name="_ftn7_5286"&gt;[7]&lt;/a&gt; Com essa idéia tentamos escapar de um determinismo histórico quase sempre reducionista, sem abrir mão das determinações que sendo históricas são, sempre, dialeticamente abertas. Enfim, as indeterminações não são indeterminadas, são historicamente situadas e, assim, também geográficas.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref8" name="_ftn8_5286"&gt;[8]&lt;/a&gt; O termo é dicionarizado (Ver o Dicionário do Aurélio Buarque de Hollanda) e com seu uso procuramos nos distanciar e acusar um sentido oculto de brasileiro – o que vive de explorar o Brasil – com o qual não nos identificamos.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref9" name="_ftn9_5286"&gt;[9]&lt;/a&gt; Ver Diaz,-Polanco, Héctor. 2004. El Canon Snorri, Ed. UACM, México.     &lt;br /&gt;&lt;a href="file:///P:/alaiweb/2009-09/De%20Am%C3%83%C2%A9rica%20Latina.doc#_ftnref10" name="_ftn10_5286"&gt;[10]&lt;/a&gt; Conforme nos ensina Pierre Clastres, 1988 [1974]. A sociedade contra o Estado, Rio de Janeiro, Ed. Francisco Alves.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.alainet.org/active/33221&amp;amp;lang=pt"&gt;Fonte: Alainet&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-344579324856049067?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/344579324856049067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=344579324856049067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/344579324856049067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/344579324856049067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/09/de-america-latina-de-abya-yala-de.html' title='De América Latina, de Abya Yala, de América Mestiça, de América Criolla e de suas Contradições'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGcStccn_I/AAAAAAAAAWM/Cwf7Xutpyjg/s72-c/america-latina-revolucion_thumb%5B23%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-9102026242839371176</id><published>2009-09-20T12:28:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T12:29:06.625-03:00</updated><title type='text'>Uma separação de interesse público</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Desde 1889, lê-se na Constituição que a questão religiosa concerne à esfera privada, importando a neutralidade do poder político com relação às crenças. A ostentação de tais símbolos em ambientes dos governos federal, estaduais e municipais, porém, carrega consigo resquícios de outra concepção que vem sendo questionada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGeNI8o2kI/AAAAAAAAAWU/5c29iYn1SiI/s1600-h/laico%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="laico" border="0" alt="laico" src="http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGePUHCfeI/AAAAAAAAAWY/X2UGC77-w5g/laico_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="582" height="484" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;Observa-se no país um crescente interesse do público em geral pela discussão sobre o princípio do Estado laico e a preservação da liberdade religiosa. A última polêmica surgida envolve, especificamente, o caso da ostentação de símbolos religiosos nas repartições públicas por todo o Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Uma evidência desse interesse social pela temática têm sido as constantes solicitações endereçadas a órgãos do Poder Judiciário e ao Ministério Público, requerendo a retirada dessas insígnias exibidas nos prédios dos governos federal, estaduais e municipais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Por exemplo: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi recentemente demandado a se manifestar sobre o assunto; o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de SãoPaulo, moveu ação judicial para obrigar a União a retirar todos os símbolos religiosos fixados em repartições públicas federais no estado; e o Ministério Público do Piauí (MPPI) está celebrando acordos com órgãos estaduais e municipais sobre a questão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Neste último caso, o MP-PI recebeu representação subscrita por mais de uma dezena de organizações religiosas e leigas, que reivindicava que fossem investigados dispêndios de recursos públicos para subvencionar cultos religiosos autorizados por agentes estaduais ou municipais e, caso comprovada a existência de gastos dessa natureza, que se adotassem as medidas necessárias para a devolução aos cofres públicos do montante. Requereu-se ainda que os dirigentes dos órgãos públicos fossem instados a retirar destes qualquer emblema identificador de determinada religião ou seita. As citadas organizações argumentaram que tais situações e práticas violavam o princípio do Estado laico, insculpido no artigo 19, I da Constituição Federal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AJUSTAMENTO DE CONDUTA     &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Assim, tendo em vista que é dever institucional do Ministério Público zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos aos direitos assegurados na Constituição Federal, promovendo as medidas necessárias à sua garantia, e considerando que, no exercício de suas atribuições, incumbe àquele órgão receber notícias de irregularidades, petições ou reclamações de qualquer natureza, promover as apurações cabíveis que lhe sejam próprias e dar-lhes as soluções adequadas (Lei nº 8.825/93, art. 27, parágrafo único), o MP-PI optou pela estratégia de instaurar procedimento administrativo e realizar audiência pública, com o objetivo de colher subsídios e, alcançado acordo com as autoridades, formalizá-lo por meio de Termo de Ajustamento de Conduta, que tem força legal e enseja a sua execução judicial na hipótese de eventual descumprimento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;É oportuno, então, indagar quanto à conveniência e relevância desse elevado interesse público sobre o assunto colocado, que começa a tomar corpo por todo o país. Contudo, para formular um juízo de valor a respeito da relevância da matéria, é útil relembrar quando e como surgiu a ideia de Estado laico no mundo ocidental.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Como é sabido, em seus primórdios o poder político era absoluto. As funções estatais executiva, legislativa e judiciária eram concentradas nas mãos do governante. Consequentemente, o soberano detinha o monopólio dos poderes temporal e religioso. Vale ressaltar que, além de exigir obediência sem contestação à sua autoridade, obrigava os governados a prestar culto ao seu deus, bem como a adotar a sua fé. Ai daqueles que ousassem manifestar crenças diferentes das práticas religiosas dos donos do poder. Normalmente custava muito caro: pagavam até mesmo com a própria vida. Um famoso exemplo dessa triste história é o caso de Sócrates.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O filósofo grego foi condenado à morte justamente porque foi acusado de desobedecer ao deus da cidade . Além disso, convém evocar que o fundamento do próprio poder político era divino. Os governantes simplesmente argumentavam que eram escolhidos por Deus e que, portanto, detinham o direito natural de mandar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Essa modalidade de despotismo político dominou por muito tempo a história das sociedades humanas. Entretanto, sobretudo a partir do século XVI, na Europa ocidental, começaram a surgir diversos tipos de contestação, pelo que se convencionou denominar de renascimento, iluminismo, humanismo, liberalismo político, constitucionalismo etc. Precedente paradigmático dos conflitos e tensões oriundos desses movimentos transformadores foi o caso de Galileu, o pai da ciência moderna. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ao reavaliar as posições da Igreja a respeito da situação da Terra em relação ao Sol, iniciou a revolução científica.O epílogo desse período histórico é conhecido: as ideias revolucionárias vão culminar com a derrubada do absolutismo político. Os Estados Unidos e a França serão os pioneiros desse processo, pondo em prática a democratização do poder político.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Com efeito, após a proclamação da independência, a Constituição dos Estados Unidos da América foi a primeira Carta moderna a consagrar a soberania popular, não tendo mais, o poder, origem sobrenatural (“Nós, o Povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a Justiça, assegurar a Tranquilidade interna, prover a defesa comum, promover o Bem-Estar geral, e garantir para nós e para os nossos descendentes os Benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América”). A partir daí passa a ser natural o reconhecimento da separação entre os poderes estatal e religioso, institucionalizada na primeira emenda do texto constitucional do EUA: “O Congresso não legislará no sentido de estabelecer uma religião, ou proibindo o livre exercício dos cultos”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Tais princípios foram proclamados também pela Revolução Francesa e ficaram imortalizados na famosa Declaração dos Direito do Homem e do Cidadão de 1789 e nas Constituições posteriores daquele país.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Por seu turno, uma fundamental conquista da cidadania resultante desse processo histórico será o reconhecimento da liberdade religiosa. Doravante, as Constituições modernas irão prescrever a separação entre Estado e religião, bem como garantir a liberdade de crença e consciência. E esta liberdade poderia muito bem ser considerada como a primeira de todas, porquanto, junto com a liberdade de crença, se obteve também a de opinião, de crítica, de ciência etc. Portanto, a liberdade religiosa inspirou o surgimento dos direitos humanos modernos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Por outro lado, é importante frisar que a liberdade religiosa fará parte da vida privada do cidadão, implicando que no âmbito da esfera pública o Estado não mais terá religião. Por conseguinte, o governo deve respeitar as manifestações religiosas dos cidadãos, bem como tratar com imparcialidade e igualdade todos os credos. Convém esclarecer no que a forma de Estado laico que se vem descrevendo na sua evolução histórica difere das formas de Estado teocrático: neste último caso há união entre Estado e religião, com a instituição de religião oficial. É igualmente divergente do Estado ateu, em que a doutrina oficial é a de que Deus não existe, impondo-se obstáculos ao funcionamento das religiões.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Em suma, desse escorço histórico infere-se que uma das grandes conquistas da cultura ocidental nos últimos séculos foi o reconhecimento da separação entre Estado e religião. Ademais, pode-se até mesmo asseverar que a cultura laica emancipada desse distanciamento seja responsável por inúmeras e importantes conquistas que se mantêm nos dias atuais, tais como o respeito aos outros, inviolabilidade dos direitos fundamentais, liberdade da ciência, aceitação do pluralismo religioso e democracia política.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Vale registrar que o princípio do Estado laico foi introduzido no Brasil a partir da proclamação da República, em 1889. Antes disso, vigia a união entre Estado e religião. Essa junção vai perdurar por todo o período colonial e se estender até após a independência, em 1822, porquanto a Constituição imperial brasileira de 1824 consagrou a religião católica como oficial – o que implicava, por exemplo, que crentes de outras religiões só podiam professar a sua fé em ambiente doméstico.    &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;     &lt;br /&gt;A PARTIR DE 1988&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Com o advento da república, contudo, a separação entre Igreja e Estado veio finalmente se concretizar. Formalizada no ano de 1890, por meio de decreto expedido pelo governo republicano provisório e redigido por Rui Barbosa, o patrono dos advogados brasileiros, a institucionalização do princípio do Estado laico trouxe, como resultado imediato, a mudança da administração dos cemitérios para a competência do poder público, e o casamento passou a ser civil. A primeira Constituição republicana brasileira de 1891 recepcionou, então, o referido princípio, que se mantém presente em todas as Constituições sucessivas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Na Constituição Federal de 1988, vigente hoje, a cláusula da separação entre Estado e religião encontra-se disciplinada no art. 19, I, textualmente: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;       &lt;blockquote&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O caso de Galileu foi um precedente paradigmático dos conflitos e tensões poriundos dos movimentos transformadores que surgiram na Europa a partir do século XVI&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;       &lt;/blockquote&gt;     &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ao comentar o texto constitucional transcrito, o renomado jurista Pontes de Miranda esclarece que “estabelecer cultos religiosos está em sentido amplo: criar religiões ou seitas, ou fazer igrejas ou quaisquer postos de prática religiosa ou propaganda. Subvencionar cultos religiosos está no sentido de concorrer, com dinheiro ou outros bens da entidade estatal, para que se exerça atividade religiosa” . Entretanto, além das proibições mencionadas, observa-se que o dispositivo admite a colaboração de interesse público entre órgãos estatais e igrejas, conquanto remeta à lei o poder de conformar o nível dessa colaboração.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Outra importante norma constitucional vigente, relacionada com o citado art. 19, I, está contida no art. 5º, VI, que outorga as liberdades de crença e de consciência. É de fácil compreensão essa relação, conforme visto, porque o pleno gozo da liberdade religiosa depende da efetiva realização do princípio do Estado laico. Talvez isso explique o fato de os membros da Igreja Batista terem elegido, dentre as prioridades a ser defendidas pelos evangélicos no processo constituinte de 1986-1988, justamente o princípio da separação entre a Igreja e o Estado e a garantia da liberdade de consciência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Resta então examinar se a destinação de espaços públicos subvencionados com dinheiro do povo ou a ostentação de símbolos religiosos em órgãos estatais constitui prática violadora do princípio do Estado laico. Do ponto de vista lógico-formal é muito difícil negar que o estabelecimento de “postos de prática religiosa” financiados pelo erário ou a realização de “propaganda” por meio de fixação de símbolos religiosos em repartições públicas não se chocam com o núcleo básico do conceito de Estado laico. Sob a perspectiva jurídico-constitucional é igualmente difícil contestar que a Constituição Federal em vigor autoriza apenas a excepcional colaboração isonômica entre o poder público e as igrejas, em homenagem ao princípio do interesse público.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INTERESSES PÚBLICOS PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Não obstante, a defesa da manutenção dos símbolos religiosos nas repartições públicas conta com muitos adeptos. O principal fundamento invocado é o apelo à tradição: afirma-se que a referida exibição está de acordo com a cultura religiosa da maioria do povo brasileiro. Esse foi o argumento esgrimido pelo Conselho Nacional de Justiça.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Com base na doutrina jurídica italiana que propõe a divisão entre interesse público primário (interesse da sociedade) e interesse público secundário (interesse dos órgãos estatais), opinou o CNJ que a ornamentação de prédios do Poder Judiciário com símbolos religiosos não viola o princípio do Estado laico, sobretudo, porque estaria consoante os valores religiosos/culturais da maioria do povo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Seria esse argumento pragmático o suficiente para manter o status quo vigente? Pelo menos duas objeções podem ser apresentadas para reflexão a esse respeito. A primeira refere-se ao citado núcleo básico da noção de Estado laico. Como este significa, essencialmente, que as autoridades públicas têm que tratar com neutralidade as diversas religiões professadas pelos cidadãos, logo, devem mostrar igual consideração tanto pela religião da maioria quanto pela das minorias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A segunda objeção diz respeito à concepção contemporânea de democracia, sintetizada na seguinte fórmula: a democracia é governo da maioria com respeito às minorias. Por conseguinte, recorrer à vontade da maioria religiosa para justificar privilégios desta em relação às minorias parece chocar-se com o presente ideário de democracia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Para concluir, vale a pena destacar os dois requisitos basilares na relação Igreja-Estado, segundo o filósofo americano Sidney Hook: (1) os indivíduos, qualquer que seja sua religião ou ausência dela, estão intitulados aos mesmos direitos e deveres como cidadãos de uma democracia; (2) numa sociedade pluralista quanto à religião, as crenças e os atos resultantes da observância destas devem ser matéria privada. O Estado não apoia, não estabelece nenhuma religião em particular e nem todas em conjunto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Com relação ao primeiro requisito, não há duvida de que a Constituição brasileira vigente confere direitos e deveres iguais a todas as pessoas, independentemente de suas convicções religiosas. A discórdia aqui narrada reporta-se, obviamente, ao segundo requisito.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Desse modo, constitui verdadeiro “desafio cognitivo” demonstrar que o Estado não apoia nenhuma religião em particular ou em conjunto, apesar de exibir vistosamente em seus estabelecimentos abertos ao público em geral símbolos religiosos. Não seria essa ostentação de símbolos religiosos “resquício de um passado terminado”?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;*Edilsom Farias é doutor em Direito, professor da Universidade Federal do Piauí, promotor de Justiça e membro do Movimento do Ministério Público Democrático.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.polis.org.br/utilitarios/editor2.0/UserFiles/File/Uma%20separao%20de%20interesse%20publico.pdf"&gt;Instituto Pólis&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-9102026242839371176?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/9102026242839371176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=9102026242839371176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/9102026242839371176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/9102026242839371176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/09/uma-separacao-de-interesse-publico_20.html' title='Uma separação de interesse público'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGePUHCfeI/AAAAAAAAAWY/X2UGC77-w5g/s72-c/laico_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-8652908593045777213</id><published>2009-09-19T11:28:00.002-03:00</published><updated>2009-09-19T11:30:00.625-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SrTq1oX2qyI/AAAAAAAAATA/hldUVJYhJck/s1600-h/falsasnoticiais.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383185661706021666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SrTq1oX2qyI/AAAAAAAAATA/hldUVJYhJck/s400/falsasnoticiais.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-8652908593045777213?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/8652908593045777213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=8652908593045777213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8652908593045777213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8652908593045777213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title=''/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SrTq1oX2qyI/AAAAAAAAATA/hldUVJYhJck/s72-c/falsasnoticiais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-9026429432801964468</id><published>2009-09-12T12:31:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T12:38:07.163-03:00</updated><title type='text'>NÓS VIVEREMOS</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGgVGOBpuI/AAAAAAAAAWg/O5iCbUV-9eo/s1600-h/indio%20013%5B11%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 7px 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="indio 013" border="0" alt="indio 013" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGgXceB7kI/AAAAAAAAAWk/XGJZBOAFgRQ/indio%20013_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="604" height="484" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando a terra-mãe era o nosso alimento,    &lt;br /&gt;Quando a noite escura formava o nosso teto,     &lt;br /&gt;Quando o céu e a lua eram nossos pais,     &lt;br /&gt;Quando todos éramos irmãos e irmãs,     &lt;br /&gt;Quando nossos anciãos eram grandes líderes,     &lt;br /&gt;Quando a justiça dirigia a lei e sua execução...     &lt;br /&gt;Ai outras civilizações chegaram!     &lt;br /&gt;Com fome de sangue, ouro, terrra e todas as riquezas,     &lt;br /&gt;trazendo numa mão a cruz e na outra a espada,     &lt;br /&gt;sem querer aprender os costumes de nossos povos,     &lt;br /&gt;nos classificaram abaixo dos animais.     &lt;br /&gt;Roubaram nossas terras e nos levaram para longe delas,     &lt;br /&gt;transformando em escravos os &amp;quot;Filhos do Sol&amp;quot;.     &lt;br /&gt;Entretanto, não puderam nos eliminar,     &lt;br /&gt;nos nos fazer esquecer o que somos,     &lt;br /&gt;porque temos uma ascendência milhenar e somos milhões.     &lt;br /&gt;Mesmo que nosso universo inteiro seja destruído... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;NÓS VIVEREMOS &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;por mais tempo que o império da morte! &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Declaração Solene dos Povos Indígenas      &lt;br /&gt;Assembléia Geral do Conselho Mundial dos Povos Indígenas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-9026429432801964468?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/9026429432801964468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=9026429432801964468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/9026429432801964468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/9026429432801964468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/09/nos-viveremos_12.html' title='NÓS VIVEREMOS'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGgXceB7kI/AAAAAAAAAWk/XGJZBOAFgRQ/s72-c/indio%20013_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-3641658450919007208</id><published>2009-08-30T12:48:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T12:49:20.343-03:00</updated><title type='text'>"Bases dos EUA na Colômbia ofendem dignidade e inteligência"</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Em entrevista concedida no Equador, Eduardo Galeano fala sobre o significado do projeto de instalação de bases militares norte-americanas na Colômbia e sobre o atual momento da América Latina. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ao mesmo tempo em que região vive um tempo aberto de esperança, diz o escritor uruguaio, a independência ainda é um projeto inacabado. &amp;quot;Há uma espécie de renascimento que é digno de celebração em países que não chegaram ainda a ser independentes, apenas começaram um pouquinho a sê-lo. A independência é uma tarefa pendente para quase toda a América Latina&amp;quot;, afirma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16127"&gt;Fernando Arellano Ortiz – Cronicón&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGi9zC-C4I/AAAAAAAAAWs/QX_xLmj9BkM/s1600-h/galeano1%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 7px 15px 7px 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="galeano1" border="0" alt="galeano1" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGi_UqBGxI/AAAAAAAAAWw/fRUu8U8lkLk/galeano1_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="353" height="484" /&gt;&lt;/a&gt; “A presença norte-americana em bases militares da Colômbia não só ofende a dignidade da América Latina, mas também a inteligência”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A afirmação é do escritor uruguaio Eduardo Galeano (FOTO), em entrevista concedida em Quito a Fernando Arellano Ortiz, de &lt;a href="http://www.cronicon.net/paginas/cronicon_menu.htm"&gt;Cronicón (Observatório Latinoamericano)&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para Galeano, América Latina vive um tempo aberto de esperança, mas adverte que a independência da região ainda é uma tarefa inacabada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois de 200 anos da emancipação da América Latina, pode-se falar de uma reconfiguração do sujeito político nesta região, levando em conta os avanços políticos que se traduzem em governos progressistas e de esquerda em vários países latinoamericanos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano:&lt;/strong&gt; Sim, há um tempo aberto de esperança, uma espécie de renascimento que é digno de celebração em países que não chegaram ainda a ser independentes, apenas começaram um pouquinho a sê-lo. A independência é uma tarefa pendente para quase toda a América Latina.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com toda a irrupção social que se vem dando ao longo do hemisfério, se pode dizer que há uma acentuação da identidade cultural da América Latina?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano&lt;/strong&gt;: Sim, eu acho que sim e isto passa certamente pelas reformas constitucionais. Ofendeu a minha inteligência, além de outras coisas que senti, o horror deste golpe de Estado em Honduras que invocou como causa o pecado cometido por um Presidente que quis consultar o povo sobre a possibilidade de reformar a Constituição, porque o que queria Zelaya era consultar sobre a consulta, nem sequer era uma reforma direta. Supondo que fosse uma reforma da Constituição, que seja bem vinda, porque as constituições não são eternas e para que os países possam realizar-se plenamente têm que reformá-las.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu me pergunto: o que seria dos EUA se seus habitantes continuassem obedecendo à sua primeira Constituição? A primeira Constituição dos EUA estabelecia que um negro equivalia às três quintas parte de uma pessoa. Obama não poderia ser Presidente porque nenhum país pode ter como mandatário as três quintas partes de uma pessoa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você reivindica a figura do presidente Barack Obama por sua condição racial, mas o fato de manter ou ampliar a presença norteamericana mediante bases militares na América Latina, como está acontecendo agora na Colômbia com a instalação de sete plataformas de controle e espionagem, não desdiz das verdadeiras intenções desse mandatário do Partido Democrata, e simplesmente segue ao pé da letra os planos expansionistas e de ameaça de uma potência hegemônica como os EUA?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano&lt;/strong&gt;: O que acontece é que Obama não definiu muito bem o que quer fazer nem em relação à America Latina, as relações nossas, tradicionalmente duvidosas, nem tampouco em outros temas. Em alguns espaços há uma vontade de mudança expressa, por exemplo, no que tem a ver com o sistema de saúde que é escandaloso nos EUA, se você quebra a perna, tem que pagar até o fim dos teus dias a dívida com esse acidente. Mas em outros espaços não, ele continua falando de “nossa liderança”, “nosso estilo de vida” em uma linguagem excessivamente parecida com as dos anteriores. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Me parece muito positivo que um país tão racista como esse e com episódios de um racismo colossal, descomunal, escandaloso, ocorridos há quinze minutos em termos históricos tenha um presidente seminegro. Em 1942 ou seja médio século, nada, o Pentágono proibiu as transfusões de sangue negro e aí o diretor da Cruz Vermelha renunciou ou foi renunciado porque se negou a aceitar a ordem dizendo que todo sangue é vermelho e que era um disparate falar de sangue negro, e ele, Charles Drew, era negro e um grande cientista, o que fez possível a aplicação do plasma em escala universal. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Então um país que fizesse um disparate como proibir o sangue negro ter agora Obama como presidente é um grande avanço. Mas por outro lado, até agora eu não vejo uma mudança substancial. Aí está, por exemplo, o modo como seu governo enfrentou a crise financeira. Pobrezinho, eu não gostaria de estar na sua pele, mas a verdade é que acabaram recompensando os especuladores, os piratas de Wall Street que são muitíssimo mais perigosos que os da Somália porque estes assaltam apenas aos naviozinhos na costa, mas os da Bolsa de Nova York assaltam todo o mundo. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eles foram finalmente recompensados; eu gostaria de começar uma campanha em princípio comovido pela crise dos banqueiros com o lema: “adote um banqueiro”, mas desisti porque vi que o Estado assumiu essa responsabilidade. E da mesma forma com a América Latina, que parece não ter muito claro o que fazer.Os EUA estiveram mais de um século dedicados à fabricação de ditaduras militares na America Latina. Então, na hora de defender uma democracia como no caso de Honduras, diante de um claríssimo golpe de Estado, vacilam, tem respostas ambíguas, não sabem o que fazer, porque não tem prática, lhes falta experiência, há mais de um século trabalham no sentido oposto, então compreendo que a tarefa não é fácil. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;No caso das bases militares na Colômbia, não só ofende a dignidade coletiva da América Latina, mas também a inteligência de cada um de nós, porque que se diga que sua função vai ser combater as drogas, por favor, até quando! Quase toda a heroína que se consome no mundo provem do Afeganistão, quase toda, dados oficiais das Nações Unidas que todo mundo pode ver na internet. E o Afeganistão é um país ocupado pelos EUA e como se sabe os países ocupantes tem a responsabilidade do que acontece nos países ocupados, portanto tem algo que ver com este narcotráfico em escala universal e são dignos herdeiros da rainha Vitória que era narcotraficante.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não se pode ser tão hipócrita&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A rainha britânica que introduziu por todos os meios no século XIX o ópio na China através de comerciantes da Inglaterra e dos EUA.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano&lt;/strong&gt;: Si, a celebérrima rainha Vitória da Inglaterra impôs na China ao longo de duas guerras de trinta anos, matando uma quantidade imensa de chineses, porque o império chinês se negava a aceitar essa substância dentro de suas fronteiras que estava proibida. E o ópio é o pai da heroína e da morfina, justamente. Então aos chineses lhes custou muito, porque a China era uma grande potência que podia ter competido com a Inglaterra no começo da revolução industrial, era a oficina do mundo, e a guerra do ópio os arrasou, os converteu em uma piltrafa, aí entraram os japoneses como anel ao dedo, em quinze minutos. Vitória era uma rainha traficante e os EUA, que tanto usam a droga como pretexto para justificar suas invasões militares, porque disso se trata, são dignos herdeiros desta feia tradição. Me parece que já é hora que acordemos um pouquinho, porque não se pode ser tão hipócrita. Se vão ser hipócritas que o sejam com mais cautela. Na América Latina temos bons professores de hipocrisia, se querem podemos em um convênio de ajuda tecnológica mútua emprestar-lhes alguns hipócritas nossos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há exatamente nove anos, você disse em uma entrevista concedida em Bogotá a mim a seguinte frase: “Deus livre a Colômbia do Plano Colômbia”. Qual é agora sua reflexão em relação a esse país andino que enfrenta um governo autoritário entregue aos interesses dos EUA, com uma alarmante situação de violação de direitos humanos e com um conflito interno que segue sangrando-o?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano:&lt;/strong&gt; Além disso, com problemas gravíssimos que se foram agudizando com a passagem do tempo. Eu não sei, te digo, quem sou eu para dar conselhos à Colômbia nem aos colombianos, além disso sempre estive contra esse costume ruim de algumas pessoas que se sentem em condições de dizer o que cada país tem que fazer. Eu nunca cometi esse pecado imperdoável e não vou cometê-lo agora com a Colômbia, só posso dizer que tomara que os colombianos encontrem seu caminho, tomara que o encontrem, ninguém pode impor-lhes de fora, nem pela esquerda, nem pela direita, nem pelo centro, nem por nada, serão os colombianos que devem encontrá-lo. O que eu posso dizer é que eu testemunho as coisas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se há um tribunal mundial que alguma vez chegue a julgar a Colômbia pelo que se diz da Colômbia: país violento, narcotraficante, condenado à violência perpétua, eu vou dar testemunho de que não, de que esse é um país carinhoso, alegre e que merece um destino melhor.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Reivindicando a memória de Raúl Sendic&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há muitos anos, talvez umas quatro décadas, havia um personagem em Montevidéu que se reunia com um jovem desenhista chamado Eduardo Hughes Galeano com o propósito de lhe dar idéias para a elaboração de suas caricaturas, chamado Raúl Sendic, o inspirador da Frente Ampla do Uruguai.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano:&lt;/strong&gt; E o dirigente guerrilheiro dos Tupamaros, mesmo se naquele momento ainda não o era. É verdade, quando eu era criança, quase catorze anos, e comecei a desenhar caricaturas, ele se sentava a olhar e me dava idéias, era um homem bastante mais velho que eu, com certa experiência, e ainda não era o que foi depois: o fundador, organizador e dirigente dos Tupamaros. Me lembro o que disse a Emilio Frugoni que naquela época era dirigente do Partido Socialista e diretor do semanário em que eu publicava umas caricaturas precoces, assinalando para mim: “Este vai ser ou presidente ou grande delinqüente”. Foi uma boa profecia e terminei sendo grande delinqüente.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O fato de que hoje a Frente Ampla está governando o Uruguai e que um ex-guerrilheiro como Pepe Mujica tenha possibilidade de ganhar as eleições constitui uma reivinidicação à memória de Sendic?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano&lt;/strong&gt;: Sim e de todos os que participaram em uma luta longa para romper o monopólio de dois, exercido pelo Partido Colorado e pelo Partido Nacional durante quase toda a vida independente do país. A Frente Ampla surge há pouco tempo no cenário político nacional e me parece muito positivo que esteja governando agora, aparte de que eu não coincida com tudo o que se faz e além disso creio que não se faz tudo o que se deveria fazer. Mas isso não tem nada que ver porque finalmente a vitória da Frente Ampla foi também uma vitória da diversidade política que eu creio que é a base da democracia. Na Frente coexistem muitos partidos e movimentos diferentes, unidos claro em uma causa comum, mas com suas diversidades e diferenças, e eu as reivndico, para mim isso é fundamental.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que representa para você como uruguaio o fato de que um dirigente emblemático da esquerda como Pepe Mujica, ex-guerrilheiro tupamaro, tenha amplas possibilidades de chegar à Presidência da República?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano:&lt;/strong&gt; Com alguma sorte, não vai ser fácil, vamos ver o que acontece, mas eu acho que é um processo de recuperação, as pessoas se reconhecem justamente no Pepe Mujica porque ele é radicalmente diferente dos nossos políticos tradicionais, na sua linguagem, até no seu aspecto e tudo o mais, por mais que ele tratou de se vestir como cavalheiro fino, não cai bem nele, e expressa muito bem uma necessidade e uma vontade popular de mudança. Acho que seria bom que ele chegasse à Preisdência, vamos ver se isso acontece ou não. De qualquer maneira, o drama do Uruguai como o do Equador, certamente, país em que estamos conversando neste momento, é a hemorragia de sua população jovem. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ou seja, a nossa é uma pátria peregrina; no seu discurso de posse o presidente Rafael Correa falou dos exilados da pobreza e a verdade é que há uma enorme quantidade de uruguaios muito mais do que se diz, porque não são oficiais as cifras, mas não menos de 700 ou 800 mil uruguaios em uma população pequeniníssima, porque nós no Uruguai somos 3 milhões e meio, essa é uma quantidade imensa de gente fora, todos ou quase todos jovens, então ficaram os velhos ou as pessoas que já cumpriram essa etapa da vida em que a gente quer que tudo mude para se resignar a que não mude nada ou que mude muito pouco. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tijolos coloridos para armar mosaicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois de seus reputados livros “As veias abertas da América Latina”, publicado em 1970, e “Espelhos”, editado em 2008, que relatam histórias da infâmia, o primeiro sobre nosso continente e o outro de boa parte do mundo, há espaço para continuar acreditando na utopia?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Galeano:&lt;/strong&gt; O que faz “Espelhos” é recuperar a história universal em todas suas dimensões, em seus horrores, mas também em suas festas, é muito diferente de “As veias abertas da América Latina”, que foi o começo de um caminho. “As veias abertas” é quase um ensaio de economia político, escrito em uma linguagem não muito tradicional no gênero, por isso perdeu o concurso da Casa das Américas, porque o jurado não o considerou um livro sério. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Era uma época em que a esquerda só acreditava que o sério era o chato, e como o livro não era chato, não era sério, mas é um livro muito concentrado na história política econômica e nas barbaridades que essa história implicou para nós, como nos deformou e nos estrangulou. Em compensação, “Espelhos” tenta abordar o mundo inteiro recolhendo tudo, as noites e os dias, as luzes e as sombras, são todas histórias muito curtinhas, e há também uma diferença de estilo. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;“As veias abertas” tem uma estrutura tradicional, e a partir daí eu tentei encontrar uma linguagem própria minha, que é a do relato curto, tijolos coloridos para armar os grandes mosaicos, um estilo como o dos muralistas, e cada relato é um pequeno tijolo que incorpora uma cor, e um dos últimos relatos de “Espelhos” evoca uma recordação da minha infância que é verdadeiro; é que quando eu era pequenininho acreditava que tudo o que se perdia na Terra ia parar na Lua, estava convencido disso e me suprendeu quando chegaram os astronautas à Lua porque não encontraram nem promessas traídas, nem ilusões perdidas, nem esperanças rompidas, e então eu me perguntei: se não estão na Lua, onde estão? Será que não estão aqui na terra, esperando-nos?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;* TRADUÇÃO: EMIR SADER&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-3641658450919007208?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/3641658450919007208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=3641658450919007208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3641658450919007208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/3641658450919007208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/08/dos-eua-na-colombia-ofendem-dignidade-e.html' title='&amp;quot;Bases dos EUA na Colômbia ofendem dignidade e inteligência&amp;quot;'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGi_UqBGxI/AAAAAAAAAWw/fRUu8U8lkLk/s72-c/galeano1_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-7761904452333376249</id><published>2009-08-30T12:41:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T12:41:39.219-03:00</updated><title type='text'>Mutilação genital feminina</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Mutilação genital mata bebê de 3 meses&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; Não, não é só na Guiné. É também em Lisboa onde o respeito pelo multiculturalismo descura a vigilância da barbárie. Não nos iludamos, o mesmo deus que condena as mulheres ao pecado original é aquele déspota misógino, cruel e vingativo que se rebola de gozo a ver a mutilação genital feminina sabendo que o prazer sexual fica definitivamente interdito.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há nesta ignóbil tradição uma mistura de fascismo islâmico e tribalismo africano que a religião patriarcal perpetua e os hábitos tribais exigem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A criança de três meses que morreu foi vítima de uma tradição e assassinada por uma crença, tendo como carrascos os devotos de uma religião que persegue a liberdade e mata o prazer em nome de um deus que há muito devia estar sob vigilância policial e a alçada do código penal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os templos que se erguem são a homenagem subserviente a crenças que um módico de racionalidade e algumas noções de cultura deviam erradicar. Servem aos clérigos para perpetuarem aí os costumes tribais, discriminarem as mulheres e incitarem ao ódio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu sei, todos sabemos que há uma multidão de parasitas que vive à custa destes deuses, que há centenas de imbecis que os promovem e milhões que são obrigados a jejuns e orações, que são intoxicados pelo Corão, a Tora e a Bíblia, que odeiam jacobinos, não urinam virados para Meca, distinguem a água benta da outra ou julgam que deus lhes outorgou as fronteiras das terras que reclamam.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma religião não pode estar acima de uma associação e os seus corpos gerentes devem responder pelos crimes que cometem. A vida de uma só criança vale mais do que a de todos os deuses.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esta vergonhosa violação dos direitos da criança e dos direitos humanos, para além da repugnância que causa, tem consequências graves, físicas e psicológicas, que um país civilizado não pode consentir sob pena de ser cúmplice.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ateismo.net/"&gt;Fonte:Diário Ateísta&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-7761904452333376249?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/7761904452333376249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=7761904452333376249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7761904452333376249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/7761904452333376249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/08/mutilacao-genital-feminina_30.html' title='Mutilação genital feminina'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-5946217683429903558</id><published>2009-08-30T12:27:00.004-03:00</published><updated>2009-08-30T12:36:46.841-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/Spqbio_kr_I/AAAAAAAAASg/pIdhhu2U0Jk/s1600-h/eduardo+galeano+by+juan+manuel.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 304px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375780124642029554" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/Spqbio_kr_I/AAAAAAAAASg/pIdhhu2U0Jk/s400/eduardo+galeano+by+juan+manuel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SpqabOYYhMI/AAAAAAAAASQ/iwu3J2ps-nU/s1600-h/eduardo+galeano+by+juan+manuel.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Utopia [...] ella está en el horizonte. Me acerco dos pasos, ella se aleja dos pasos. Camino diez pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por mucho que yo camine, nunca la alcanzaré. Para que sirve la utopia? Para eso sirve:&lt;br /&gt;para caminar!"&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-5946217683429903558?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/5946217683429903558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=5946217683429903558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5946217683429903558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/5946217683429903558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/08/utopia.html' title=''/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/Spqbio_kr_I/AAAAAAAAASg/pIdhhu2U0Jk/s72-c/eduardo+galeano+by+juan+manuel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-4843431040308660526</id><published>2009-08-30T10:52:00.003-03:00</published><updated>2009-08-30T11:59:50.104-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SpqTy7HtTII/AAAAAAAAASI/8DlsTKI7gzQ/s1600-h/palavrasOSCARWILDEqui09.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; 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 &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGuf0waVMI/AAAAAAAAAW4/4N4Bp4L_0WE/s1600-h/woodstock_csg022%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="woodstock_csg022" border="0" alt="woodstock_csg022" src="http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGuhqiaatI/AAAAAAAAAW8/fbXj2Z9WMFY/woodstock_csg022_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="644" height="484" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;Temo, entretanto, que os enfoques da indústria cultural fiquem entre o nostálgico e o pitoresco, como inimiga que foi e é dos ideais que se corporificaram nesse magnífico evento. Depois da efeméride inescapável, o que ela quer mesmo é remeter Woodstock para o arquivo morto por mais 10 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Então, torcendo para que outros veteranos do sonho também o façam, vou discorrer sobre a vitalidade de Woodstock e os caminhos que nos aponta hoje e agora para a construção de um mundo melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Para começar, uma constatação óbvia: Woodstock foi uma moeda que caiu em pé. Os deuses de todos os povos e de todos os tempos parecem ter-se mobilizado para que tudo desse certo durante três dias mágicos, maravilhosos, que seriam para sempre lembrados como uma amostra da perfeição possível neste sofrido planeta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Sem favor nenhum, posso afirmar que Woodstock foi o evento musical que mais influenciou as artes e os costumes na história da humanidade. E a conjunção de fatores que o transformou em marco e lenda dificilmente se repetirá.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Mas, não precisamos acreditar piamente na esnobada de Gilberto Gil: &amp;quot;quem não dormiu no sleeping bag nem sequer sonhou&amp;quot;. Apenas, levar em conta o que houve de específico nesse festival. Outros sonhos virão, com certeza. A História não tem fim, queiram ou não os Fukuyamas agourentos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;quot;SOME FLOWERS IN YOUR HAIR&amp;quot;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Para começar, o Festival de Woodstock foi o ponto de chegada e a culminância de vários fenômenos e acontecimentos marcantes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A escalada norte-americana no Vietnã, ao longo da década de 60, engendrara um movimento pacifista de crescente influência entre os jovens dos EUA, com direito a manifestações de protesto, queimas de cartas de recrutamento, choques com a polícia e a uma manifestação-monstro de cerco ao Pentágono.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Em 1965, um estudante de química chamado Owsley Stanley aprendeu como fabricar ácido lisérgico no porão de sua casa e logo inundou San Francisco com o LSD, impulsionando o surgimento da geração das flores, imortalizada pela bela canção de Scott McKenzie: “Se você vier para San Francisco,/ não se esqueça de colocar/ algumas flores no seu cabelo...”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Foi aí que o movimento hippie nasceu, aglutinando jovens que recusavam o american way of life e caíam na estrada, em busca de aventuras e novas experiências.Em termos mais profundos, pode-se lembrar que era a fase em que a crescente mecanização da indústria mais e mais dispensava o uso da força física, demolindo algumas vigas-mestras da sociedade norte-americana, toda ela construída em cima do ascetismo puritano (a negação do prazer a fim de poupar energias para o trabalho). Na década de 60, o prazer reconquistava suas prerrogativas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Grandes festivais de rock já haviam ocorrido em Monterey (1967) e na Ilha de Wight. Este último vinha se realizando desde 1968, embora o mais marcante e lembrado seja o de 1970, quando se deu uma das últimas apresentações de Jimi Hendrix. Quanto a públicos expressivos, também não eram novidade: o festival inglês já reunira 250 mil pessoas. Mas, foi no de Woodstock que a indústria cultural investiu pesado, pela primeira vez. É que, com algum atraso, os mercadores das artes se deram conta de que tinham um diamante bruto ao alcance das mãos. Prepararam-se, então, para explorar em grande estilo o evento seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Por último, vale notar que ainda se vivia a época dos compactos, em que eram singles e não elepês que corriam o mundo, com a repercussão dependendo, principalmente, da divulgação nas rádios. Pouco se conhecia da segunda onda do rock (a primeira, nos anos 50, fora a dos pioneiros Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Bill Haley, etc.).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Muitos garotos, como eu, amavam os Beatles e os Rolling Stones. De resto, haviam escutado. “The House of Rising Sun” (Animals), “Sunny” (Johnny Rivers), “A Wither Shade of Pale” (Procol Harum) e quase nada mais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Existia uma produção musical de grande qualidade represada, não atingindo circuitos mais amplos. Seria a irrupção dessa nova geração de importantes artistas ainda relativamente desconhecidos que asseguraria a surpresa e o enorme impacto causados pelo filme Woodstock e pelo álbum triplo com registros desse evento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRINCANDO NA CHUVA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Foram três dias de “paz, música e amor”, de 15 a 17 de agosto de 1969, levando 450 mil jovens até a fazenda do leiteiro Max Yasgur, a 80 quilômetros de Woodstock, estado de Nova York.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Logo no primeiro dia o festival foi declarado livre: quem não tinha comprado antecipadamente o ingresso, não precisou mais fazê-lo. Com isto, os promotores tiveram US$ 100 mil de prejuízo inicial, mas acabaram saindo no lucro: o filme lhes proporcionaria um retorno imediato de US$ 17 milhões.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O torrencial aguaceiro do segundo dia foi tirado de letra pela moçada, que aproveitou para relembrar a infância, chapinhando na lama. De início se tentou afastar a chuva com a força do pensamento positivo, todo mundo gritando “No rain! No rain!”. Depois, o jeito foi se amoldar a ela, brincando de tobogã e cantando. No álbum Woodstock há dois registros disto: no disco I, o improvisado “canto da chuva”; e no II, a multidão entoando em coro o refrão “deixa o sol brilhar!”, da peça Hair.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;As boas vibrações não impediram a ocorrência de três mortes: uma overdose, um atropelamento por trator e um ataque de apendicite. O guitarrista e líder do The Who, Peter Townshend, não se limitou, como de hábito, a destruir o instrumento de trabalho no final apocalíptico de sua performance; levou a fúria para os bastidores, quebrando o pau com o líder hippie Abbie Hoffman. O evento foi processado para o cinema por Michael Wadleigh, que fez uma magnífica edição de imagens e introduziu uma novidade: a bi ou tripartição da tela, oferecendo ao espectador tomadas simultâneas do mesmo grupo, de artistas isoladamente, do público, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Há, além disto, nítido empenho em situar o evento sociologicamente, ao contrário do documentário sobre o Festival de Monterey, que se ateve quase exclusivamente à música. Daí a merecida reputação de Woodstock como o filme que inovou a arte de registrar espetáculos musicais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NEM TUDO FOI MOSTRADO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Muitos artistas deixaram de ter um número exibido no filme e no álbum triplo. Ficaram de fora Melanie, Mountain e Butterfield Blues Band, com o consolo de aparecerem no segundo álbum Woodstock, duplo, que foi lançado algum tempo depois. O Jefferson Airplane não está no filme, mas sua “Volunteers” consta do álbum triplo e teve mais canções aproveitadas no álbum duplo. A relação dos que lá estiveram mas ficaram de fora tanto do filme quanto dos álbuns é extensa: Janis Joplin, Grateful Dead, The Band, Blood Sweat &amp;amp; Tears, Creedence Clearwater Revival, Incredible String Band e Johnny Winter. Motivo: problemas contratuais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;[Agora, na onda do MP-3, tudo isso foi finalmente disponibilizado para os saudosistas dos velhos e bons tempos, bem como para os jovens que querem saber saber como era o som que os pais, tios e avós curtiram...]&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Os cachês mais altos foram os de Jimi Hendrix (US$ 18 mil), Blood Sweat &amp;amp; Tears (US$ 15 mil), Joan Baez e Creedence Clearwater Revival (US$ 10 mil cada). Santana exibiu sua empolgante fusão de rock e sonoridades latinas, “Soul Sacrifice”, pela bagatela de 750 dólares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O trovador John Sebastian tirou a sorte grande: não foi convidado, mas apareceu para dar uma olhada e acabou subindo ao palco quando a chuva recém-finda impedia a apresentação de bandas eletrificadas. Ganhou direito a constar do filme e do disco, além de receber mil dólares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O Crosby, Stills, Nash &amp;amp; Young, que acabava de ser constituído, cativou a platéia com seu folk-rock contestador e obteve êxito instantâneo, lançando as bases da longa carreira de seus integrantes (pouco tempo como quarteto e muito mais como artistas-solo).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;No extremo oposto, o Ten Years After foi a principal vítima da síndrome de Woodstock: nunca igualou os 11 esfuziantes minutos de “Goin’ Home”, que valeram para Alvin Lee a reputação de grande guitarrista.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Outra curiosidade: foi marcante a aparição de Arlo Guthrie (“Comin’ Into Los Angeles”), cuja trajetória acabaria sendo eclipsada pela de Bob Dylan. Os estilos vocais e temáticos eram semelhantes, tendo Dylan sido mais eficiente em afirmar-se como herdeiro da arte e da lenda de Woody Guthrie, o precursor dos mochileiros. Correndo na mesma faixa, ele sobrepujou o próprio filho de Woody.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A vertente negra do rock se destacou em duas performances memoráveis. Richie Havens, um talento que depois definharia, arrepiou a platéia com seu camisolão africano e a interpretação fulgurante de “Freedom”. E Jimi Hendrix, no auge de sua genialidade, puniu simbolicamente os militaristas com a implosão do hino nacional norte-americano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Isto para não falar do herdeiro branco e britânico de Ray Charles, o chapadíssimo Joe Cocker, com sua voz poderosa e postura bizarra, sacudindo o corpo para a frente e para trás como um boneco de mola enquanto as mãos dedilhavam sem parar uma guitarra inexistente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O rock erudito, que marcaria toda uma época, também se fez presente em Woodstock: o The Who interpretou uma compilação de faixas da ópera-rock Tommy, projetando mundialmente essa sua (para a época) extravagância: um álbum-duplo que, faixa a faixa, vai contando a história de um menino que flagra o adultério da mãe e o assassinato do pai, recebendo então a ordem de apagar aquele episódio da mente e nunca relatá-lo a ninguém. O trauma o torna cego, surdo e mudo, mas ele acaba se libertando e atingindo a iluminação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÍNTESE DA CONTRACULTURA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Com Woodstock ganhou repercussão ampla o movimento de paz e amor que fermentava na boêmia San Francisco desde meados daquela década, como um desdobramento lisérgico e roqueiro do antigo movimento beatnik&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Suas características externas são ressaltadas no filme:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;o amor livre e a desinibição corporal, com o nudismo sendo amplamente praticado, de forma inocente e até singela;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;a convivência harmoniosa, sem nenhum resquício de preconceito, entre indivíduos de todas as raças, credos e orientações sexuais;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;o consumo explícito e justificado (por alguns entrevistados, como Jerry Garcia) das drogas que, no entender daquela geração, abriam as portas da percepção;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;o visual premeditadamente desarrumado do pessoal, com suas roupas coloridas, ponchos e cabeleiras imponentes;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;a substituição dos laços familiares por uma comunidade grupal (ou, como se dizia então, tribal);&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;a volta à natureza e a redescoberta do lúdico (em vários momentos, veem-se marmanjos entregues a brincadeiras pueris, sem nenhum constrangimento);&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;a profusão de crianças, pois os hippies mandavam às favas o planejamento familiar, os anticoncepcionais e os abortos, assumindo plenamente o amor e suas conseqüências;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;     &lt;br /&gt;o solene desprezo pelas regras e valores dominantes na sociedade, que se evidencia até nas falas dos organizadores do festival, não ligando a mínima para os prejuízos que estavam ameaçados de sofrer.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;De certa forma, este comportamento era inspirado por teóricos como Reich, Marcuse e Norman O. Brown, que vincularam o autoritarismo político à repressão instintiva, alegando que a liberdade era cerceada não só pelos mecanismos sociais que mantinham a estrutura de classes (visão da esquerda convencional), como também pelos condicionamentos que embotavam a imaginação e inibiam o desfrute pleno da sexualidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Essas teses inspiraram uma nova voga anarquista, que pregava o combate ao stablishment também no íntimo de cada pessoa. As drogas serviriam para o resgate de faculdades esquecidas devido ao desuso; e a liberalidade sexual, incluindo as práticas antes estigmatizadas como perversões (homossexualismo, sodomia, sexo oral, masturbação), seria a premissa de uma visão erótica do mundo, em substituição ao princípio da realidade freudiano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRASIL: COMUNIDADES E BICHOS-GRILOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A influência de Woodstock em nosso país pode ser detectada na música (Raul Seixas, Made in Brazil, a última fase dos Mutantes), no teatro (Oficina, Tuca), na cinematografia (o chamado cinema marginal) e, sobretudo, nos costumes, com os bichos-grilos que percorriam as estradas como caronas, indo e vindo à meca de Arembepe (BA), além de criarem comunidades urbanas e rurais onde exercitavam um estilo alternativo de vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Essas tentativas, entretanto, esbarraram no ambiente repressivo dos anos de chumbo, o que levou, p. ex., a ser expulso do Brasil o elenco do Living Theatre de Julian Back, que supôs encontrar aqui seu paraíso tropical; e, em termos mais amplos, na própria impossibilidade de contingentes mais amplos, num país pobre como o nosso, garantirem indefinidamente seu sustento com artesanato, aulas de ioga e que tais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A grande vitória da Geração Woodstock foi ter conseguido arrancar os Estados Unidos do Vietnã. E seu exemplo repercute até hoje no ativismo em defesa do meio ambiente e a favor de algumas causas justas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Além disto, ela entronizou a imagem do jovem como centro do universo do consumo, em substituição ao modelo rígido do pai de família, daí derivando a descontração no vestir, no falar e no comportamento.E ainda lançou alguns modismos que hoje estão em menor evidência, como o ioga, a macrobiótica, o ocultismo e a agricultura natural (sem defensivos e fertilizantes).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Não perduraria, entretanto, aquela militância política idealista e generosa: as gerações seguintes se desinteressaram de mudar o mundo, voltando a priorizar a ascensão profissional e social. O rock, depois de uma fase intensamente criativa e experimental, voltou aos caminhos seguros do marketing.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;As drogas, ao invés de abrirem as portas da percepção, se tornaram instrumentos para a fuga à realidade e a ilusão de onipotência, cada vez mais pesadas, até que se chegou ao pesadelo do crack. E o amor livre degenerou em sexo casual, promiscuidade e Aids.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O sonho acabou? Talvez. Mas, quem o partilhou só lamenta que haja durado tão pouco e tenha sido substituído por uma realidade tão insossa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Eu prefiro mesmo é a postura do inesquecível Raulzito: ele nunca deixou de acreditar que a roda da fortuna giraria de novo, trazendo de volta, desta vez para ficar, o paraíso-agora! que iluminou nossas vidas por um fugaz instante... e, mesmo assim, marcou-nos para sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Oh, baby, a gente ainda nem começou!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/search/label/Woodstock"&gt;Fonte: Náufrago da Utopia&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-491252544308975830?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/491252544308975830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=491252544308975830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/491252544308975830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/491252544308975830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/08/woodstock-40-anos-eramos-criancas.html' title='WOODSTOCK 40 ANOS: ÉRAMOS CRIANÇAS, BRINCANDO NO PARAÍSO'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_SRvpfiuik9A/TFGuhqiaatI/AAAAAAAAAW8/fbXj2Z9WMFY/s72-c/woodstock_csg022_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-8659036348133135707</id><published>2009-08-28T21:52:00.004-03:00</published><updated>2009-08-28T22:13:38.585-03:00</updated><title type='text'>EVOLUÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;“La cattiva notizia è che Dio non esiste. Quella buona è che non ne hai bisogno”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/Sph743NLqLI/AAAAAAAAARo/Ref5R4KcpFY/s1600-h/evolucao.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375182372088817842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/Sph743NLqLI/AAAAAAAAARo/Ref5R4KcpFY/s400/evolucao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-8659036348133135707?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/8659036348133135707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=8659036348133135707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8659036348133135707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/8659036348133135707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/08/evolucao.html' title='EVOLUÇÃO'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/Sph743NLqLI/AAAAAAAAARo/Ref5R4KcpFY/s72-c/evolucao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-549820398677050675</id><published>2009-08-27T13:44:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T13:44:37.398-03:00</updated><title type='text'>Rato comendo rato</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Há uma diferença entre o modus operandi da quadrilha GLOBO e o da quadrilha RECORDE. Ou, mais precisamente, de Edir, o Macedo. A quadrilha GLOBO reveste-se da sofisticação FIESP/DASLU. Sugere que a rede seja povoada de príncipes, duques, marqueses, condes, viscondes e barões. Tenham, todos, perfeita noção de como se comportar em público, algo assim como bater carteira em uma dimensão impressionante, sem que as vítimas percebam e até sintam-se agradecidas pelo privilégio de poder assistir Xuxa aconselhando e formando as nossas crianças.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Olham para o outro lado quando cometem toda a sorte de crimes que pode um veículo de comunicação, uma rede com seu tamanho, cometer. Todos de terno, gravata, combinação perfeita até a roupa debaixo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Edir, o Macedo, esse não. Tem consciência que existem métodos capazes de fazê-lo chegar a ingênuos e incautos e construiu um império na base do “dá ou desce”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GLOBO e RECORDE servem ao mesmo senhor.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;As denúncias feitas pelo programa “REPÓRTER RECORDE”, edição de domingo 16 de agosto, são todas verdadeiras, inclusive as que dizem respeito às promíscuas relações da REDE GLOBO com setores do Ministério Público de São Paulo. São Paulo! É preciso prestar atenção a esse detalhe. Um país vizinho que fala a mesma língua. E vêm com um exército de tucanos, democratas, mais alguns carregadores de mochilas dos senhores, caso de Roberto Freire, numa tentativa de transformar o Brasil, definitivamente, num estado norte-americano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;As denúncias sobre Edir Macedo, requentadas ou não, são reais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O programa da RECORDE foi certinho, se é que nesse amontoado de bandidos existe alguma coisa ou alguém certinho – a não ser na bandidagem –, até a entrevista de Edir, o Macedo. A explicação do “bispo” sobre o vídeo em que aparece orientando seus pastores a tomar dinheiro dos fiéis é inacreditável em termos de cara de pau. A figura em questão dizia aos pastores que quem quiser doar bem, quem não quiser amém, só que de um jeito bem ao estilo Beira-mar. “Ou dá, ou desce”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;“Cândido”, “vítima”, “salvador de almas”, explicou que quem dá sobe no mundo espiritual e quem não dá desce no mundo espiritual. Putz! É uma sem vergonhice próxima do absoluto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Creio que nos dias seguintes deverão entrar em cena os representantes dos senhores de tudo e todos – ou quase todos – para explicar que essa briga não interessa a eles donos dos “negócios” e é preciso acabar antes que os danos sejam irreversíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A cara de pau de Edir, o Macedo, quando falou de “fé emocional”, sugerindo que a fé que vende seja racional, em crítica direta ao padre Marcelo Rossi, beira a perfeição. Foi assim como um piparote para quem entende que pingo é letra. Marcelo Rossi é a resposta da Igreja Católica, dos setores mais atrasados dessa Igreja (controlam Roma desde a ascensão de João Paulo II) ao avanço neopentecostal às suas fileiras. Não há diferenças entre o “bispo” e o padre, só de estilo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;E a ameaça de Macedo. Levar sua igreja aos muçulmanos. Insere-se no projeto político de dominação e domesticação dos povos do Islã. Os muçulmanos ocuparam a Espanha por três séculos e quando saíram os monumentos e igrejas cristãos estava intactos, preservados. Onde as hordas das cruzadas comandadas por papas passaram, no Oriente Médio, a política foi de terra arrasada contra os “impuros”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Edir, o Macedo, cumpre um papel político. Tanto se insere num contexto geral, dos donos do mundo, como se beneficia disso, gerindo um império de proporções impressionantes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A GLOBO é a mesma coisa. Cumpre o mesmo papel. Ao longo de sua história construída sobre fraudes e sustentando-se na ditadura militar, serve hoje a Washington e ao modelo econômico neoliberal, logo, a esse modelo político asfixiante e que se constitui em termos de História, numa fase aguda da exploração do homem pelo homem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Macedo já está em Miami, base das grandes quadrilhas que operam as mais variadas modalidades criminosas, desde as legalizadas, às chamadas do crime organizado. Joga, esperto que é, com a própria divisão entre os donos. O lado vaselina, que é o de Barak Obama (o garçom) e o lado areia, do esquema de Bush e outros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Como donos são donos, eles se entendem e nesse esquema sórdido tanto um quanto outro, GLOBO e Macedo se tornam necessários. Desde, evidente, que não ultrapassem determinados limites e a briga entre ambos não prejudique os “interesses maiores”. Aí, o que for mais fraco dança. Neste momento Macedo joga um jogo arriscado, mas escorado em oito milhões de fiéis, um eleitorado e tanto. Sabe que seu adversário, GLOBO, enfrenta dificuldades, sustenta-se de dinheiro público e o padrão chamado global começa a dar sinais de esgotamento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A comunicação é fator de extrema importância nos dias de hoje. Você pode pegar um grupo de dentistas, por exemplo, que ao arrepio da ética vão dizer que Colgate é melhor e previne e evita cáries. Ganham um bom dinheiro para isso. É só um exemplo de um processo mais amplo que transforma o ser humano em rês. Em mero consumidor. Vazio e despido do mínimo espírito crítico diante de si mesmo, logo algo amorfo. Não contesta e admite as formas de escravidão sob as quais vive.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Amplie tudo isso e enxergue o mundo em que automóvel se transforma em anjo de guarda e bancos e grandes empresas, os grandes latifúndios, em templos do capitalismo. O deus mercado.    &lt;br /&gt;A GLOBO tem investido contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusando-o de restringir a “liberdade de imprensa”, ao fechar rádios e tevês como a GLOBO e a RECORDE e a criar rádios e tevês comunitárias, ligadas a sindicatos, associações do movimento popular, ou mesmo à iniciativa privada, mas dentro de parâmetros de verdade, ética na informação e tudo o que não existe no Brasil nas “famílias” que controlam o setor.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Entretanto, cabe uma pequena observação. No Brasil, a repressão cai em cima de quem coloca rádio no ar sem autorização, isso ainda no governo FHC - que em nenhum momento foi chamado de ditador pelas grandes emissoras de televisão.Fecham-se rádios “ilegais” e os que atuam nelas são presos. Então, em 1996, chega ao Congresso a proposta de regulamentar as rádios comunitárias. Como o Congresso está nas mãos das elites, aprova uma lei sem caráter, a 9.612/98. A lei inviabiliza as RCs. Ao povo restam duas alternativas: ou se adequa à lei, e faz uma rádio inviável; ou coloca a rádio no ar por sua conta, sendo tratado como marginal, bandido, pirata, pelo Estado. Se correr o bicho pega se ficar o bicho capa. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Nesse meio tempo, as emissoras comerciais, temendo a expansão das rádios comunitárias não-enquadradas na lei furreca para o setor, deflagram campanha de satanização das emissoras não-autorizadas. A campanha diz que elas representam risco de vida, que derrubam avião, e que servem ao narcotráfico. TVs e rádios comerciais se encarregam de difundir a mentira. Mas isso é assunto para outro artigo&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A reação a RECORDE é apenas a reação a um novato que entra de cabeça no meio e afeta os “negócios” até então bem divididos entre redes de tevê, jornais, revistas e rádios. Para melhor ilustrar, Mariel Mariscot era um policial ligado a grupos torturadores à época da ditadura. Corrupto, deixou a Polícia, transformou-se em estrela de televisão por uns breves momentos e resolveu ser banqueiro de jogo de bicho. Esbarrou nos donos do jogo do bicho. Não queriam concorrência no clube que geriam. Mariscot apareceu morto sem que se apurasse o culpado, ou culpados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Não é o caso de Macedo, lógico. Tem respaldo no clube freqüentado pelos donos. Mas sabe, ele próprio, que não pode esticar a corda a ponto de arrebentá-la. Como sabe a GLOBO que há também um limite nessa história. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Está prevista uma conferência nacional de comunicação para dezembro. A idéia é discutir toda essa realidade e abrir caminhos para a efetiva democratização do setor. Nada de tratar o cidadão como idiota, definição de William Bonner para o telespectador do JORNAL NACIONAL.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Os bandidos sabem disso e já começam um movimento de cerco a essa conferência. A Fundação Ford, partícipe de vários golpes de estado na América Latina, se prontifica a ajudar a organização da conferência. Esse ajudar aí equivale a meter o tacão de ultra direita e manter o controle. Chávez não restringiu liberdade alguma de informação. Chávez colocou o dedo na ferida. O papel que cumprem as grandes redes de tevê e rádio como a GLOBO e a RECORDE.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;É necessário fazer o mesmo por aqui. Do contrário grandes complexos de comunicação irão se constituir, sempre, em fator de controle e alienação, como hoje GLOBO e RECORDE. Ou como VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, todo o espectro da informação em nosso País.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;É preciso explicar, apurar cada centavo de dinheiro público dado à GLOBO, desde sua fundação, passando pela ditadura militar (da qual foi o principal instrumento de comunicação), aos convênios que geram programas educativos às cinco da manhã (para ninguém), aos socorros ilegais dados pelo BNDES em momentos de situação falimentar. Às ligações com os grupos que governam São Paulo. E começam em Mário Covas, passam por Geraldo Alckimin e chegam a José Serra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O próprio governo federal, vítima constante de chantagens da rede. Como no episódio do falso dossiê nas vésperas das eleições de 2006. A GLOBO deixou de lado a queda do avião da GOL para cumprir seu papel dentro do esquema FIESP/DASLU. Notórios criminosos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Como é necessária uma ampla discussão sobre o papel das redes de tevê e rádio no País. São concessões de serviço público e têm regras básicas definidas, ainda que falte legislação específica, como existe em países outros. Na Grã Bretanha, na matriz, os EUA.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Bem mais que isso. Ação do governo federal para coibir e redesenhar o setor, privilegiando a comunicação voltada para processos de formação e conscientização do brasileiro. Não o atual, de alienação e mentiras a serviço dos piores criminosos que se possa imaginar. Sejam eles os irmãos Marinho, seja ele um pilantra do “dá ou desce” como Edir Macedo. E todos os outros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Do contrário vamos continuar assistindo ao filho de Renan Calheiros ganhando concessões de rádio. A José Sarney dono das afiliadas da GLOBO no seu feudo. A família de ACM na Bahia. A Collor de Mello em Alagoas. A tucanos/democratas no sul do País.E a todas essas armações para transformar Brasil e brasileiros em terra de ninguém e num monte de “ninguéns”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Mas todos ávidos consumidores de coca cola, sanduíches da rede McDonalds, transgênicos da Monsanto, remédios dos laboratórios que montam pandemias como a gripe suína para auferir lucros fantásticos. E Colgate para os dentes brilharem até na hora que o distinto ou distinta estiver espirrando com sinais de gripe suína. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;É isso o que querem, é esse o papel que cumprem. O caráter “religioso” da rede de Macedo não difere do da GLOBO. É a religião do consumo. Das legiões de zumbis. Uns fascinados com o “bispo” do “dá ou desce”, outros com os heróis de Pedro Bial no bordel em casa, o BBB.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;São iguais, rato comendo rato.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://alainet.org/active/show_author.phtml?autor_apellido=Braga&amp;amp;autor_nombre=Laerte"&gt;Laerte Braga&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-549820398677050675?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/549820398677050675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=549820398677050675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/549820398677050675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/549820398677050675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/08/rato-comendo-rato_27.html' title='Rato comendo rato'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-1328805504722346316</id><published>2009-08-27T08:55:00.005-03:00</published><updated>2009-08-27T08:59:08.458-03:00</updated><title type='text'>Imagem meramente ilustrativa !!!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SpZ0UoCfd2I/AAAAAAAAARI/WZYX8rzliC4/s1600-h/charge30.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 288px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374611103007340386" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SpZ0UoCfd2I/AAAAAAAAARI/WZYX8rzliC4/s400/charge30.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esta charge do Sinfrônio foi feita originalmente para o jornal Diário do Nordeste.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6488552369160143198-1328805504722346316?l=umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/feeds/1328805504722346316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6488552369160143198&amp;postID=1328805504722346316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1328805504722346316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6488552369160143198/posts/default/1328805504722346316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umoutrojornalismoepossivel.blogspot.com/2009/08/imagem-meramente-ilustrativa.html' title='Imagem meramente ilustrativa !!!'/><author><name>Gilmara Lanzetta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02860674637146829705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1GhEAkNA2zs/TfFAXNwSx8I/AAAAAAAAAeA/G7EvXIIVlus/s220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BDSC02351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/SpZ0UoCfd2I/AAAAAAAAARI/WZYX8rzliC4/s72-c/charge30.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6488552369160143198.post-1524803308380105500</id><published>2009-08-21T20:32:00.001-03:00</published><updated>2009-08-21T20:34:12.164-03:00</updated><title type='text'>Descobrimento???</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SRvpfiuik9A/So8uzDVErFI/AAAAAAAAARA/vrb2-jKl5dY/s1600-h/colon.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; 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